quarta-feira, 22 de setembro de 2010
"OLHEM ESTE VÍDEO ! É IMPORTANTE"
Gostaria que todos assistissem, pois é importante para abrir os nossos olhos.
Lembrando: Não estou apoiando nenhum candidato e nem fazendo apologia contra ninguém, estou na luta pela causa de Cristo.
Que Deus vos abençoe ricamente em Cristo Jesus !
Evangelista Geraldo de Almeida Filho (Geraldinho)
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
"ENTENDENDO O LIVRO DE AMÓS "

“PROFETA AMÓS”
Quem era o Profeta Amós ?
Seu nome do hebraico significa carregador de fardos.
Era natural de Técoa, um povoado nas regiões montanhosas, próximo a Jerusalém. (Am. 01 v. 01 a).
Profissão: Era pastor de ovelhas, boiadeiro e agricultor, cultivava sicômoros (espécie de figo). (Am. 07 v. 14).
Seu livro foi escrito aproximadamente em 760 a.C.
Profetizou para o Reino Norte (Israel), 40 anos antes do cativeiro Assírio.
Profetizou na mesma época que Jonas e Oséias (no reino Norte - Israel) e Isaías e Miquéias (no reino Sul - Judá).
Profetizou nos reinados de Uzias em Judá e Jeroboão II em Israel.
Não tinha nenhuma ligação com profetas ou com profecias...
Existem 03 tipos de maneiras de ser profeta no Antigo Testamento.
• Ser chamado por Deus para o ministério de profeta. (Jr. 01 v. 05).
• Ser filho de profeta. (Am. 07 v. 14).
• Aprender em uma escola. (II Rs. 06 v. 01).
As Visões...
1. Visão de desolação causada por gafanhotos. (Am. 07 v. 01 ao 03) = O profeta intercede e Deus adia o julgamento.
2. Visão de fogo destrutivo. (Am. 07 v. 04 ao 06) = Amós novamente intercede e Deus adia o julgamento.
3. Visão do prumo. (Am. 07 v. 07 a 09) = Deus testará Israel com um prumo; não há mais desculpa para Israel. Desta vez Amós não intercede mais.
4. Visão do cesto de frutas. (Am. 08 v. 01 a 03) = Indicando que o fim de Israel está próximo. O país já esta maduro para o julgamento. Amós também não intercede mais.
5. Visão do Templo. (Am. 09 v. 01) = O próprio Iahweh volta-se contra o local no qual se lhe presta culto. É porque tornou-se um lugar de culto sem sentido.
Amós não intercede na terceira visão em diante porque não se trata dos agricultores mais, e sim do povo urbano.
1º Visão = Uma praga de gafanhotos destruindo as plantações dos agricultores. E isto acontecia depois que o feno destinado ao pagamento do tributo ao palácio do rei já tinha sido cortado. Os gafanhotos, que têm alto poder de destruição, estavam piorando a situação dos agricultores, levando-os à fome. Pois estes já eram muito explorados pelo governo que, todo ano, tomava boa parte do que produziam. Amós, compadecido, apela a Iahweh, argumentando que os agricultores eram frágeis demais para sofrer tal ameaça de fome. E Iahweh, segundo o profeta, revoga o castigo.
2º Visão = Nesta visão o profeta Amós vê um incêndio terrível que, de tão forte, consome até as fontes subterrâneas de água depois de ter acabado com os campos. Novamente Amós apela a Iahweh para que suspenda a praga, porque a ameaça agora é de grande seca, penalizando os fracos agricultores de sua época. Esta visão se parece muito, no seu jeito, com a dos gafanhotos. Elas formam um par. Mostram a realidade da roça na época de Amós, quando os pequenos agricultores sofrem muitas ameaças, sejam naturais, sejam da exploração que vinha lá de cima, do governo. Amós diz que Iahweh tem compaixão dos pequenos e retira os castigos que os ameaçam. Mas e os mecanismos sociais que provocam fome e sede no campo? Estes permanecem... Por isso a gente diz que estas duas visões são indicadores do nível de consciência profética de Amós no que se refere ao campo.
3º Visão = O profeta vê Iahweh verificando o alinhamento de um muro com um fio de prumo. O muro simboliza Israel que está torto e deverá ser demolido para ser realinhado, porque muro torto não tem conserto. Só derrubando. Desta vez Amós não intercede e a certeza do castigo torna-se mais forte.
4º Visão = Um cesto de frutas maduras e isto simboliza para ele o fim de Israel.
5º Visão = É o próprio Iahweh quem atua e de modo dramático. De pé sobre o altar dos holocaustos - portanto, diante do edifício do santuário - ele bate nos capitéis, provocando um terremoto que destrói o santuário e mata as pessoas que estão ali dentro. Não há possibilidade de fuga, garante o texto. Esta visão é o ponto máximo deste ciclo. O próprio Iahweh volta-se contra o local no qual se lhe presta culto. É porque, na visão de Amós, o santuário (de Betel) traiu seu papel de conduzir o povo a Iahweh e à vida. Tornou-se um lugar de culto sem sentido, amparando e ocultando as múltiplas opressões e injustiças que se cometem no país.
Os crimes de Israel são os seguintes:
1. "vendem o justo (tsaddîq) por prata": desprezo ao devedor.
2. "o indigente ('ebyôn) por um par de sandálias": escravização por dívidas ridículas.
3. "esmagam sobre o pó da terra a cabeça dos fracos (dallîm)": humilhação/opressão dos pobres.
4. "tornam torto o caminho dos pobres ('anawim)": desprezo pelos humildes.
5. "um homem e seu filho vão à mesma jovem": opressão dos fracos (das empregadas/escravas).
6. "se estendem sobre vestes penhoradas, ao lado de qualquer altar": falta de misericórdia nos empréstimos.
7. "bebem vinho daqueles que estão sujeitos a multas, na casa de seu deus": mau uso dos impostos (ou multas).
Amazias duvida do ministério de Amós.
Amós deixa claro que, se está em Betel, é porque foi convocado por Iahweh, não é em interesse próprio nem mandado por alguém de Judá: Eu sou um vaqueiro e um cultivador de sicômoros. Mas Iahweh tirou-me de junto do rebanho e Iahweh me disse: 'Vai, profetiza a meu povo, Israel' (Am. 07,14b-15). Também em (Am. 03, 03-06) Amós fala da necessidade da profecia: se Iahweh convoca alguém, não há como escapar. O texto termina assim, no v. 8: "Um leão rugiu: quem não temerá? O Senhor Iahweh falou: quem não profetizará?".
O livro termina com uma mensagem de que, apesar de Deus castigar a Israel, Deus irá restaurar a nação, quando ela se voltar a Deus.
AUTOR: Evangelista Geraldo de Almeida Filho (Geraldinho)
sábado, 17 de julho de 2010
"SANTIFICA O TEMPLO"
TEMA: II CRÔNICAS CAP. 29 v. 05
Para santificarmos a casa do Senhor, precisamos ter atitude...
- SANTIFICAR A PRÓPRIA VIDA: (II Cr. 29 v. 02) = E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme a tudo quanto fizera Davi, seu pai. / (IIº Co. 07 v. 01) = Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.
- ABRIR AS PORTAS: (II Cr. 29 v. 03) = Ele, no primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês, abriu as portas da casa do SENHOR. / (Mt. 16 v. 18) = E sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
- REPARAR, ARRUMAR O TEMPLO: (II Cr. 29 v. 03) = E as reparou. / (Iº Co. 03 v.17) = Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. / (Hb. 12 v. 14) = Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.
- POR OS LEVITAS E SACERDOTES PARA TRABALHAR: (II Cr. 29 v. 04) = E trouxe os sacerdotes, e os levitas, e ajuntou-os na praça oriental. / (Sl. 100 v. 02) = Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto.
- REFAZER UMA ALIANÇA COM DEUS: (II Cr. 29 v. 10) = Agora me tem vindo ao coração, que façamos uma aliança com o SENHOR Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da sua ira. / (Sl. 50 v. 05) = Ajuntai-me os meus santos, aqueles que fizeram comigo uma aliança com sacrifícios.
- NA HORA DO SACRIFÍCIO, PRECISA HAVER ADORAÇÃO: (II Cr. 29 v. 29) = E acabando de o oferecer, o rei e todos quantos com ele se achavam se prostraram e adoraram. / (Rm. 12 v. 01) = Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
- SE ASSIM PROCEDERMOS A VITÓRIA VIRÁ: (II Cr. 30 v. 20) = E ouviu o SENHOR a Ezequias, e sarou o povo. / (II Cr. 31 v. 10) = Desde que se começou a trazer estas ofertas à casa do SENHOR, temos comido e temos fartado, e ainda sobejou em abundância; porque o SENHOR abençoou ao seu povo, e sobejou esta abastança. / (II Rs. 19 v. 28) = Por causa do teu furor contra mim, e porque a tua revolta subiu aos meus ouvidos, portanto porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio nos teus lábios, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste.
AUTOR: Evangelista Geraldo de Almeida Filho (Geraldinho)
terça-feira, 13 de julho de 2010
"DIETA ESPIRITUAL"

Vivemos na era das dietas: da lua, da sopa, da berinjela e tantas outras. Sonha-se diariamente com um corpo esculpido, sem os terríveis “pneus”, paz com a balança, perda de peso. Os esforços são muitos, às vezes chegando até à anorexia, isto é, redução ou perda do apetite.
Devido ao medo de engordar, evitam-se certos alimentos essenciais ao organismo como proteínas, carboidratos e outros. Pessoas com tal “neurose”, mesmo depois de emagrecer continuam se achando gordas.
Podemos fazer um paralelo com a vida espiritual. Corremos o risco de entrar numa dieta espiritual, às vezes sem percebermos. Passamos pela fase da comida espiritual rápida, por falta de tempo ou para não perder tempo. A vida já é tão corrida! Aderimos então, à oração com baixas calorias, sem adição de fé e perseverança. Em seguida vem a leitura light da Bíblia (do tipo caixa de promessa), sem muito compromisso com a Palavra, sem a meditação e vivência da mesma. Aí não podemos nos esquecer do louvor diet, isto é, da boca pra fora. É aquele que não alimenta as nossas almas e anda longe da verdadeira adoração.
Olha-se superficialmente no espelho e pensa que está forte, mas na verdade está muito mal.
Precisamos perceber que devemos nos alimentar de todos os sentimentos vindos de Deus, seguindo o que diz Paulo em Ef. 03:17-19: “Que Cristo habite pela fé em vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor, possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus”
Fazer uma dieta espiritual é renunciar o fruto do Espírito, é deixar de lado “o amor, a alegria, a paz, a longanimidade, a bondade, a benignidade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio...” (Gl. 05:22,23)
Paulo termina falando que contra estas coisas não há lei. Então, podemos e devemos nos alimentar a vontade o quanto quisermos e precisar.
O mundo tenta nos alimentar com o que considera melhor, no que diz respeito à promiscuidade, perversão sexual, lixo cultural, frieza e até mesmo espiritualidade movida pelo movimento do esoterismo, sincretismo religioso, e todas estas coisas são indigeríveis para quem tem o Espírito Santo.
Que tipo de vida queremos? Deus tem nos indicado a alimentação certa para um crescimento saudável, mas isso implica deixar de lado o marasmo, a preguiça, a moleza, a indisposição e todas as obras da carne (Gl. 05:19-21).
Portanto, aí está o grande perigo que nos leva a dieta espiritual.
Onde está o seu coração? (Mt 06:21) ”Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração”
Que o Senhor seja o nosso único nutricionista espiritual.
AUTOR: PASTOR DILSON GOULART DE MENDONÇA
sexta-feira, 18 de junho de 2010
"DAVID QUINLAN EM TEIXEIRAS-MG"
sexta-feira, 4 de junho de 2010
"HISTÓRIA DA BÍBLIA"
Bíblia (do grego βίβλια, plural de βίβλιον, transl. bíblion, "rolo" ou "livro") é o texto religioso central do judaísmo e do cristianismo.Foi São Jerónimo, tradutor da Vulgata latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de "Biblioteca Divina". A Bíblia é uma coleção de livros catalogados, considerados como divinamente inspirados pelas três grandes religiões dos filhos de Abraão (além do cristianismo e do judaísmo, o islamismo). São, por isso, conhecidas como as "religiões do Livro". É sinónimo de "Escrituras Sagradas" e "Palavra de Deus". As diversas igrejas cristãs possuem algumas divergências quanto aos seus cânones sagrados.
As igrejas cristãs protestantes possuem 39 livros no Antigo Testamento como parte do cânone de suas Bíblias.
A Igreja Católica possui 46 livros no Antigo Testamento como parte de seu cânone bíblico (os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácides), Baruque, I Macabeus e II Macabeus, e alguns trechos nos livros de Ester e de Daniel). Estes textos são chamados deuterocanónicos (ou "do segundo cânon") pela Igreja Católica.
As igrejas cristãs ortodoxas, e as outras igrejas orientais, aceitam, além de todos estes já citados, outros dois livros de Esdras, outros dois dos Macabeus, a Oração de Manassés, e alguns capítulos a mais no final do livro dos Salmos (um nas Bíblias das igrejas de tradição grega, cóptica, eslava e bizantina, e cinco nas Bíblias das igrejas de tradição siríaca).
As igrejas cristãs protestantes, dentre outros grupos, consideraram os textos deuterocanónicos como apócrifos. Mas alguns deles os reconhecem como leitura proveitosa e moralizadora, além do valor histórico dos livros dos Macabeus. E algumas importantes Bíblias protestantes, como a Bíblia do Rei Tiago e a Bíblia espanhola Reina-Valera, os contêm ao menos nalgumas das suas edições.
Quanto ao Novo Testamento, todos os cristãos são unânimes em aceitar o Novo Testamento com seus 27 escritos.
João Ferreira de Almeida
Anos iniciais
Filho de pais católicos, João Ferreira de Almeida nasceu na localidade de Torre de Tavares, concelho de Mangualde, em Portugal. Ficou órfão ainda em criança e veio a ser criado na cidade de Lisboa por um tio que era membro de uma ordem religiosa. Pouco se sabe sobre a infância e início da adolescência de Almeida, mas afirma-se que teria recebido uma excelente educação visando a sua entrada no sacerdócio. Não se sabe o que teria levado Almeida a sair de Portugal mas talvez isso se devesse à forte influência exercida pela Inquisição em Portugal. Viajou para a Holanda e, aos 14 anos, embarcou para a Ásia, passando pela Batavia (actual Jacarta), na ilha de Java, Indonésia. Naquela época, a Batávia era o centro administrativo da Companhia Holandesa das Índias Orientais, no sudeste da Ásia.
Conversão ao protestantismo
Ao velejar entre Batávia e Malaca, na Malásia, Almeida, aos 14 anos de idade, leu um folheto protestante, em espanhol, intitulado "Diferencias de la Cristandad" (Diferenças da Cristandade). Este panfleto atacava algumas das doutrinas e conceitos católicos, incluindo a utilização de línguas incompreensíveis para o povo comum, tal como o latim, durante os ofícios religiosos. Isto provocou um grande impacto em Almeida sendo que, ao chegar a Malaca, converteu-se à Igreja Reformada Holandesa, em 1642, e dedicou-se imediatamente à tradução de trechos dos Evangelhos, do castelhano para o português.
Tradutor da Bíblia
Dois anos mais tarde, João Ferreira de Almeida lançou-se num enorme projecto: a tradução do Novo Testamento para o português usando como base parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento em espanhol da tradução de Reyna Valera, 1569. Almeida usou também como fontes nessa tradução as versões: Latina (de Beza), Francesa (Genebra, 1588) e Italiana (Diodati, 1641) - todas elas traduzidas do grego e do hebraico. O trabalho foi concluído em menos de um ano quando Almeida tinha apenas 16 anos de idade. Apesar da sua juventude, enviou uma cópia do texto ao governador geral holandês, em Batávia. Crê-se que a cópia teria sido enviada para Amesterdão mas que o responsável pela publicação do texto faleceu resultando no desaparecimento do trabalho de Almeida. Em 1651, ao lhe ser solicitada uma cópia da sua tradução para a Igreja Reformada na ilha de Ceilão, (actual Sri Lanka), Almeida descobriu que o original havia desaparecido. Lançando-se de novo ao trabalho, partindo de uma cópia ou rascunhos anteriores do seu trabalho, Almeida concluiu no ano seguinte uma versão revista dos Evangelhos e do livro de Actos dos Apóstolos. Em 1654, completou todo o Novo Testamento mas, uma vez mais, nada foi feito para imprimir a tradução, sendo realizadas apenas algumas poucas cópias manuscritas.
Almeida entrou no ministério da Igreja Reformada Holandesa, primeiramente como "visitador de doentes" e, em seguida, como "pastor suplente". Em 1656, foi submetido a exame em matérias teológicas e, tendo sido aprovado, foi ordenado para o ministério pastoral e missionário. Serviu primeiro em Ceilão e depois na Índia, sendo considerado um dos primeiros missionários protestantes a visitar aquele país. Visto que servia como missionário convertido, ao serviço de um país estrangeiro, e ainda devido à exposição directa do que considerava ser doutrinas falsas da Igreja Católica, bem como à denúncia de corrupção moral entre o clero, muitos entre as comunidades de língua portuguesa passaram a considerará-lo apóstata e traidor. Esses confrontos resultaram num julgamento por um tribunal da Inquisição em Goa, Índia, em 1661, sendo sentenciado à morte por heresia. O governador geral da Holanda chamou-o de volta a Batávia, evitando assim a consumação da sentença.
Em 1676, Almeida apresentou o seu trabalho de tradução do Novo Testamento ao consistório da Igreja Reformada em Batávia, para revisão. As relações entre Almeida e os revisores da tradução ficaram tensas, especialmente devido a diferenças de opinião sobre o significado de algumas palavras e sobre o estilo do português usado. Isto resultou em grandes demoras no trabalho de revisão, sendo que quatro anos depois ainda se discutiam os capítulos iniciais do Evangelho de Lucas. Almeida decidiu assim, sem o conhecimento dos revisores, enviar uma cópia para a Holanda visando a sua publicação. Apesar da reacção negativa do consistório em Java, a versão em português do Novo Testamento foi finalmente impressa em Amesterdão, em 1681, tendo as cópias chegado à Ásia no ano seguinte. No entanto, os revisores conseguiram fazer valer a sua posição, introduzindo alterações ao trabalho de Almeida. O governo holandês concordou com a insatisfação de Almeida e mandou destruir toda a primeira impressão. Ainda assim, Almeida conseguiu salvar algumas cópias sob a condição de que, até nova impressão, os erros principais fossem corrigidos à mão.
Os revisores em Batávia reuniram-se novamente para completar a verificação do Novo Testamento e avançar para o Velho Testamento à medida que Almeida o fosse completando. Em 1689, já com a saúde bastante abalada, Almeida deixou o trabalho missionário para se dedicar em pleno ao trabalho de tradução. Veio a morrer em 1691 enquanto traduzia o último capítulo de Ezequiel. Coube ao seu amigo Jacobus op den Akker completar a tradução em 1694.
Tradução após a morte de Almeida
A segunda edição do Novo Testamento em português, revista pouco antes da morte de Almeida, veio a ser publicada em 1693. No entanto, alguns historiadores afirmam que, uma vez mais, esta segunda edição foi desfigurada pela mão dos revisores. Perdendo-se a motivação para a continuação do trabalho de tradução da Bíblia para o português na Ásia, foi a pedido dos missionários dinamarqueses em Tranquebar, no sul da Índia e então parte da Índia Dinamarquesa, que uma sociedade inglesa, a Society for Promoting Christian Knowledge, em Londres, financiou a terceira edição do Novo Testamento de Almeida, em 1711. Durante o Século XIX, a British and Foreign Bible Society e a American Bible Society distribuíram milhares de exemplares da versão de Almeida em Portugal e nas principais cidades do Brasil. Isto resultou em tornar a Tradução João Ferreira de Almeida um dos textos mais populares das Escrituras em língua portuguesa, sendo especialmente usada pelos evangélicos lusófonos.
Atualmente é editada no Brasil principalmente pela Sociedade Bíblica do Brasil e pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil
Conceitos sobre a Bíblia

A Bíblia é um livro muito antigo. Ela é o resultado de longa experiência religiosa do povo de Israel. É o registro de várias pessoas, em diversos lugares, em contextos diversos. Acredita-se que tenha sido escrita ao longo de um período de 1.600 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais.
Os cristãos acreditam que estes homens escreveram a Bíblia inspirados por Deus e por isso consideram a Bíblia como a Escritura Sagrada. No entanto, nem todos os seguidores da Bíblia a interpretam de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são metafóricos ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo seu sentido dentro do contexto da atualidade.
Para a maior parcela do cristianismo a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto ela é mais do que apenas um bom livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para esses cristãos, nela se encontram, acima de tudo, as respostas para os problemas da humanidade e a base para princípios e normas de moral.
Não-cristãos de um modo geral veem a Bíblia como um livro comum, com importância histórica e que reflete a cultura do povo que os escreveu. Em regra os não-cristãos recusam qualquer origem divina para a Bíblia e a consideram como de pouca ou de nenhuma importância na vida moderna, ainda que na generalidade se reconheça a sua importância na formação da civilização ocidental (apesar de a Bíblia ter origem no Médio Oriente).
A comunidade científica tem defendido a Bíblia como um importante documento histórico, narrado na perspectiva de um povo e na sua fé religiosa. Muito da sua narrativa foi de máxima importância para a investigação e descobertas arqueológicas dos últimos séculos. Mas os dados existentes são permanentemente cruzados com outros documentos contemporâneos, uma vez que, a história religiosa do povo de Israel singra em função da soberania de seu povo que se diz o "escolhido" de Deus e, inclusive, manifesta essa atitude nos seus registros.
Independente da perspectiva que um determinado grupo tem da Bíblia, o que mais chama a atenção neste livro é a sua influência em toda história da sociedade ocidental e mesmo mundial, face ao entendimento dela nações nasceram (Estados Unidos etc.), povos foram destruídos (Incas, Maias, etc), o calendário foi alterado (Calendário Gregoriano), entre outros fatos que ainda nos dias de hoje alteram e formatam nosso tempo. Sendo também o livro mais lido, mais pesquisado e mais publicado em toda história da humanidade, boa parte das línguas e dialetos existentes já foram alcançados por suas traduções. Por sua inegável influência no mundo ocidental, cada grupo religioso oferece a sua interpretação, cada qual com compreensão peculiar.
Os idiomas originais
Foram utilizados três idiomas diferentes na escrita dos diversos livros da Bíblia: o hebraico, o grego e o aramaico. Em hebraico consonantal foi escrito todo o Antigo Testamento, com excepção dos livros chamados deuterocanónicos, e de alguns capítulos do livro de Daniel, que foram redigidos em aramaico. Em grego comum, além dos já referidos livros deuterocanónicos do Antigo Testamento, foram escritos praticamente todos os livros do Novo Testamento. Segundo a tradição cristã, o Evangelho de Mateus teria sido primeiramente escrito em hebraico, visto que a forma de escrever visava alcançar os judeus.
O hebraico utilizado na Bíblia não é todo igual. Encontramos em alguns livros o hebraico clássico (por ex. livros de Samuel e Reis), em outros um hebraico mais rudimentar e em outros ainda, nomeadamente os últimos a serem escritos, um hebraico elaborado, com termos novos e influência de outras línguas circunvizinhas. O grego do Novo Testamento, apesar das diferenças de estilo entre os livros, corresponde ao chamado grego koiné (isto é, o grego "comum" ou "vulgar", por oposição ao grego clássico), o segundo idioma mais falado no Império Romano.
A primeira tradução latina da Bíblia foi a Vetus Latina, baseado na Septuaginta, e, portanto, livros não incluídos na Bíblia hebraica. O Papa Dâmaso I montaria a primeira lista de livros da Bíblia, no Concílio de Roma em 382 d.C. Ele a encomendou de São Jerónimo que produzisse um texto confiável e consistente, traduzindo os textos originais em grego e hebraico para o latim.
Esta tradução ficou conhecida como a Bíblia Vulgata Latina, antes disso havia grande confusão e divergência sobre os textos bíblicos a serem aceitos pelos cristãos e, em 1546, o Concílio de Trento declara que é a única Bíblia autêntica e oficial no rito latino da Igreja Católica.
Inspirado por Deus
O apóstolo Paulo afirma que "toda a Escritura é inspirada por Deus" [literalmente, "soprada por Deus", que é a tradução da palavra grega θεοπνευστος, theopneustos] (2 Timóteo 03:16). Na ocasião, os livros que hoje compõem a Bíblia não estavam todos escritos e a Bíblia não havia sido compilada, entretanto muitos cristãos crêem que Paulo se referia à Bíblia que seria posteriormente canonizada. O apóstolo Pedro diz que "nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo é que homens falaram em nome de Deus." (2 Pedro 01:21).
O apóstolo Pedro atribui aos escritos de Paulo a mesma autoridade do Antigo Testamento: "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição" (2 Pedro 03:15-16). Veja também os artigos Cânon Bíblico e Apócrifos.
Os cristãos creem que a Bíblia foi escrita por homens sob Inspiração Divina, mas essa afirmação é considerada subjetiva na perspectiva de uma pessoa não-cristã ou não-religiosa. A interpretação dos textos bíblicos, ainda que usando o mesmo Texto-Padrão, varia de religião para religião.
Verifica-se que a compreensão e entendimento a respeito de alguns assuntos pode variar de teólogo para teólogo, e mesmo de um crente para outro dependendo do idealismo e da filosofia religiosa defendida, entretanto, quanto aos fatos e às narrações históricas, existe uma unidade.
A fé dos leitores religiosos da Bíblia baseia-se na premissa de que "Deus está na Bíblia e Ele não fica em silêncio", como declara repetidamente o renomeado teólogo presbiteriano e filósofo, o Pastor Francis Schaeffer, dando a entender que a Bíblia constitui uma carta de Deus para os homens. Para os cristãos, o Espírito Santo de Deus atuou de uma forma única e sobrenatural sobre os escritores. Seguindo este raciocínio, Deus é o verdadeiro autor da bíblia, e não os seus escritores, por si mesmos. Segundo este pensamento Deus usou as suas personalidades e talentos individuais, para registrar por escrito os seus pensamentos e a revelação progressiva dos seus propósitos em suas palavras. Para os crentes, a sua postura diante da Bíblia determinará o seu destino eterno.
A interpretação bíblica
Diferente das várias mitologias, os assuntos narrados na Bíblia são geralmente ligados a datas, a personagens ou a acontecimentos históricos (de fato, vários cientistas têm reconhecido a existência de personagens e locais narrados na Bíblia, que até há poucos anos eram desconhecidos ou considerados fictícios), apesar de não confirmarem os fatos nela narrados, por outro lado, comprovando que aconteceram de alguma forma.
Os judeus acreditam que todo o Velho Testamento foi inspirado por Deus e, por isso, constitui não apenas parte da Palavra Divina, mas a própria palavra. Os cristãos, por sua vez, incorporam também a tal entendimento os livros do Novo Testamento. Os ateus e agnósticos possuem concepção inteiramente diferente, descrendo por completo dos ensinamentos religiosos.
Tal descrença ocorre face ao entendimento de que existem personagens cuja real existência e/ou atos praticados são por eles considerados fantásticos ou exagerados, tais como os relatos de Adão e Eva, da narrativa da sociedade humana ante-diluviana, da Arca de Noé, o Dilúvio, Jonas engolido por um "grande peixe", etc.
A hermenêutica, uma ciência que trata da interpretação dos textos, tem sido utilizada pelos teólogos para se conseguir entender os textos bíblicos. Entre as regras principais desta ciência encontramos: O texto deve ser interpretado no seu contexto e nunca isoladamente; Deve-se buscar a intenção do escritor, e não interpretar a intenção do autor; A análise do idioma original (hebraico, aramaico, grego comum) é importante para se captar o melhor sentido do termo ou as suas possíveis variantes;
O intérprete jamais pode esquecer os fatos históricos relacionados com o texto ou contexto, bem como as contribuições dadas pela geografia, geologia, arqueologia, antropologia, cronologia, biologia, etc.
Sua estrutura interna
A Bíblia é um conjunto de pequenos livros ou uma biblioteca. Foi escrita ao longo de um período de cerca de 1600 anos por 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais, segundo a tradição judaico cristã. No entanto, exegetas cristãos divergem sobre a autoria e a datação das obras.
A sua divisão em capítulos e versículos que conhecemos hoje surgiu em momentos diferentes da história. A primeira divisão (em capítulos) credita-se a autoria ao arcebispo Stephen Langton da Cantuária, no século XIII, que fez as marcações dos mesmos através de uma sequência numérica em algarismos romanos nas margens dos manuscritos. A divisão em versículos foi realizada em 1551 numa edição em grego do Novo Testamento pelo humanista e impressor Robert Stephanus. Pequenas diferenças nas divisões e numerações de capítulos e versículos adotadas podem ser observadas quando se comparam as edições da Bíblia católica, protestante ou judaica (Tanakh).
Origem do termo "Testamento"
Este vocábulo não se encontra na Bíblia como designação de uma de suas partes.
A palavra portuguesa "testamento" corresponde à palavra hebraica berith (que significa aliança, pacto, convênio, contrato), e designa a aliança que Deus fez com o povo de Israel no Monte Sinai, tal como descrito no livro de Êxodo (Êxodo 24:01-08 e Êxodo 34:10-28). Tendo sido esta aliança quebrada pela infidelidade do povo, Deus prometeu uma nova aliança (Jeremias 31:31-34) que deveria ser ratificada com o sangue de Cristo (Mateus 26:28). Os escritores neotestamentários denominam a primeira aliança de antiga (Hebreus 08:13), em contraposição à nova (2 Coríntios 03:06-14).
Os tradutores da Septuaginta traduziram berith para diatheke, embora não haja perfeita correspondência entre as palavras, já que berith designa "aliança" (compromisso bilateral) e diatheke tem o sentido de "última disposição dos próprios bens", "testamento" (compromisso unilateral).
As respectivas expressões "antiga aliança" e "nova aliança" passaram a designar a coleção dos escritos que contém os documentos respectivamente da primeira e da segunda aliança. O termo testamento veio até nós através do latim quando a primeira versão latina do Velho Testamento grego traduziu diatheke por testamentum. São Jerônimo, revisando esta versão latina, manteve a palavra testamentum, equivalendo ao hebraico berith — aliança, concerto, quando a palavra não tinha essa significação no grego. Afirmam alguns pesquisadores que a palavra grega para "contrato", "aliança" deveria ser suntheke, por traduzir melhor o hebraico berith.
As denominações "Antigo Testamento" e "Novo Testamento", para as duas coleções dos livros sagrados, começaram a ser usadas no final do século II, quando os evangelhos e outros escritos apostólicos foram considerados como parte do cânon sagrado.
Livros do Antigo Testamento
Ver artigo principal: Antigo Testamento
O Antigo Testamento é composto de 46 livros: 39 conhecidos como protocanônicos e 7 conhecidos como deuterocanônicos. Os livros deuterocanônicos fazem parte apenas da Bíblia Católica, não sendo incluídos na Bíblia Protestante ou no Tanakh judaico.
Livros Protocanônicos
Pentateuco
Gênesis - Êxodo - Levítico - Números - Deuteronômio
Históricos
Josué - Juízes - Rute - I Samuel - II Samuel - I Reis - II Reis - I Crônicas - II Crônicas - Esdras - Neemias - Ester
Poéticos e Sapienciais
Jó - Salmos - Provérbios - Eclesiastes (ou Coélet) - Cântico dos Cânticos de Salomão
Proféticos
Profetas Maiores
A designação “Maiores” não se trata porém da relevância histórica destes personagens na história de Israel, mas tão somente ao tamanho de seus livros, maiores se comparados aos livros dos Profetas “Menores”.
Isaías - Jeremias - Lamentações de Jeremias - Ezequiel - Daniel
Profetas Menores
Como referido acima, a designação “Menores” não se trata da relevância histórica destes personagens na história de Israel, mas tão somente ao tamanho de seus livros.
Oséias - Joel - Amós - Obadias - Jonas - Miquéias - Naum - Habacuque - Sofonias - Ageu - Zacarias - Malaquias.
AUTOR: Pastor Dilson G. de Mendonça
Fonte: Wikipédia
quarta-feira, 26 de maio de 2010
"INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA"

Quando Deus criou o Universo e todos os seres vivos, tinha em mente um plano que seria executado em lugares e épocas por Ele determinados. Esse plano visa à glorificacão do Seu nome em todo o Universo e durante toda a eternidade.
O veículo pelo qual Deus revela esse plano aos homens é a Palavra de Deus. Ela é o único documento autêntico que conta a verdade sobre a origem do Universo e do ser humano. Ela revela também o amor de Deus para com a criatura humana, mostrando-lhe o único Caminho para o céu, que é Jesus Cristo. O mundo rejeitou esse Caminho de redenção, seguindo as filosofias vãs da imaginação humana, como o apóstolo Paulo afirma em Romanos cap. 1. Essas filosofias resultaram no caos em que o mundo hoje se encontra. Bem falou Jeremias: "Os sábios envergonhados, aterrorizados e presos; eis que rejeitaram a palavra do Senhor; que sabedoria é essa que eles têm?" Jr 08.09. Felizmente, possuímos a Bíblia que nos orienta quanto à maneira de sair do caos que o pecado nos causou. Todo e qualquer problema pessoal encontra a solução em Cristo, que é nossa Vida, nossa Luz, a Fonte de amor, a Força, a Sabedoria, o Pão da Vida, o nosso Amigo e Guia.
Ao manusear as páginas sagradas, podemos contar com a presença do Espírito Santo, o Autor das Escrituras, de Quem disse Jesus: "O Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas... Ele vos guiará a toda a verdade... há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar". Jo 14.26; 16.13,14. O Espírito Santo já revelou em Hebreus 11.03 que... "Pela fé entendemos que foi o universo formado pela Palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem". Nas Escrituras o Espírito Santo revela todo o propósito de Deus através dos séculos.
Por conseguinte, a Bíblia manifesta as grandes e majes-tosas doutrinas sobre a Trindade, a origem, a queda, e a redenção do homem. Pela Bíblia aprendemos a verdade sobre a Igreja, sua origem e destino, a relação entre a graça e a lei, e bem assim as instruções necessárias para o crente. A profecia é parte integral das Escrituras e podemos afirmar que a Bíblia é o único Livro no mundo que apresenta legítimas profecias, autenticadas pelos acontecimentos históricos posteriores. As "épocas" ou "eras" e "dispensações" bíblicas constituem a "espinha dorsal" das Escrituras.
A interpretação certa das profecias dependerá do conhecimento dessas épocas históricas e os respectivos pactos vigentes entre Deus e os homens. A formulação sistemática dessas verdades divinas, que o estudo das dispensações proporciona, muito contribuirá para evitar erros crassos e grande confusão na interpretação da mensagem de Deus aos homens. Agostinho era desta opinião: "Distingam-se os períodos e as Escrituras se harmonizarão."
As divisões gerais que faremos da verdade bíblica nesta obra versam em torno de: 1) a terra; 2) o homem; e 3) os seres espirituais. Trataremos do mundo físico, do planeta Terra e das várias fases de sua existência. Em seguida estudaremos a história do homem, sua queda no Jardim do Éden, e sua redenção. Por fim, consideraremos o mundo dos espíritos, sua origem e seu destino final.
As Dispensações Bíblicas. A palavra "dispensarão" encontra-se quatro vezes no Novo Testamento, em I Co 09.17; Ef 01.10; 03.02; e Cl 01.25. A palavra grega é "oikonomia", da qual deriva-se a palavra "economia", que, segundo o Dicionário Prático Ilustrado, significa a "boa ordem na administração, na despesa de uma casa". Originalmente significava a mordomia ou gerência duma casa. (Em grego, casa é "oikos"). No uso bíblico a "dispensação" (oikonomia) representa a administração que Deus faz em Sua grande casa" universal, na qual estão afetos a Ele todas as inteligências, tanto homens como seres angelicais.
O estudo das dispensações revela os vários métodos usados por Deus em Suas relações com as diferentes classes de povo através dos vários períodos determinados por Ele a fim de lograr o Seu propósito. Por conseguinte, é necessário distinguir ou separar esses diversos períodos, a fim de "manejar bem a Palavra da verdade", como Paulo exortou a Timóteo. II Tm 02.15.
"Manejar bem" a Palavra significa, na linguagem de Paulo, "fazer um corte reto". O pedreiro constrói a parede em linha reta. O carpinteiro risca a obra em linha reta. O agricultor ara a terra em linhas retas. Semelhantemente, o obreiro do Senhor que interpreta a Bíblia, terá que interpretá-la corretamente - em linha reta! Para conseguir esse resultado, o intérprete da Palavra terá que entender os períodos ou "dispensações" e isso por sua vez requer o estudo diligente das Escrituras e a observação minuciosa da revelação divina aos homens.
O preguiçoso jamais saberá interpretar o pensamento divino. Por isso Paulo assim exortou a Timóteo: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar...” II Tm 02.15. A palavra "procura (no original grego, “spoudason") significa "apressar-se, ser diligente". Manejar bem significa usar as faculdades racionais, a inteligência, como em Isaías 01.18, onde Deus convoca Seu povo, “Vinde, pois e arrazoemos. diz o Senhor".
Paulo avisa contra o perigo de fraude na interpretação das Escrituras em II Co 04.02, dizendo: "... rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a Palavra de Deus..." "Adulterar", no original, é "dolos", que significa "pegar com isca". Portanto, tem o sentido de falsificar e corromper. Na antigüidade falsificavam ouro e vinho. Em todos os tempos levantaram-se falsos "mestres", e falsos "profetas" que por ensinos engenhosos têm conseguido enganar os incautos, causando-lhes a eterna destruição da alma.
Pedro referiu-se às epístolas de Paulo dizendo que nelas haviam "certas coisas difíceis de entender , que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles." II Pe 03.15,16. Como, então, é importante que saibamos, não "deturpar", mas sim interpretar corretamente (fazer o corte em linha reta!) a Palavra de Deus.
Isso significa que todas as idéias, noções e opiniões preconcebidas sejam postas de lado e que a própria Bíblia seja o intérprete de si mesma.
AUTOR: Nels Lawrence Olson
Extraído do Livro: O Plano divino através dos séculos. Editora CPAD.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
"EU APOIO ESTA IDÉIA ! VAMOS ORAR"

No dia 26 de agosto de 1727, 48 moravianos (antigos habitantes da atual República Tcheca) decidiram continuar em oração a partir da meia-noite daquele dia até a meia-noite do dia seguinte, revezando-se durante as 24 horas. No dia 27, já eram 77 irmãos orando e intercedendo, além de crianças que haviam se engajado nesta “aliança comunitária”. O bispo Hasse relata que, a partir desse dia, os moravianos não pararam de orar “por mais de cem anos”.
Fala-se muito em oração, mas ora-se muito pouco. A ausência da prática da oração em nossas vidas e em nossas igrejas é uma demonstração néscia de desperdício. Pois a oração é a ferramenta mais eficaz e o recurso mais precioso. Muitas vezes nós e nossos familiares estão no centro dos pedidos. Nada há de errado nisto, mas não é possível parar por aí. A intercessão em favor de outros é uma das marcas da igreja que serve.
Nestes tempos de uma espiritualidade centrada no indivíduo, o Mutirão de oração pelas crianças e adolescentes em risco é um bom exercício para que a igreja saia de si mesma, olhe para fora e intervenha no mundo dos pequenos, invadindo o terreno onde imperam pobreza, violência, desamor, fragilidade e trevas, e lutando para resgatar crianças feitas à imagem e semelhança de Deus.
Ultimato apoia este mutirão desde 2002. Anualmente paramos um tempo na primeira sexta feira do mês de junho, oramos todos e alguns de nós jejuam. Ao longo destes anos temos orado também pelos filhos de nossos colaboradores, para que não apenas sejam guardados, mas instrumentos nas mãos de Deus para abençoar outras crianças.
Falta pouco menos de um mês para o Mutirão! Será nos dias 4 a 6 de junho de 2010. Tempo suficiente para você mobilizar sua família, organização, comunidade de fé. Junte as crianças, os jovens e os idosos. Vamos nos lembrar de que durante estes dias estaremos juntos em oração.
Rev. Elben M. Lenz César e Klênia Fassoni
sexta-feira, 7 de maio de 2010
"HETEROSSEXUALIDADE SEM HOMOFOBIA E HOMOSSEXUALIDADE SEM HETEROFOBIA"

Se este objetivo for alcançado, me darei por satisfeito, mesmo não abrindo mão das minhas convicções cristãs contrárias à prática da homossexualidade. Primeiro, porque, em tempos bastante remotos, eu não sabia diferenciar uma coisa da outra, misturando a formação heterossexual com alguma dose de discriminação. Se todos somos igualmente marcados pelo pecado, tanto potencialmente como na prática, a discriminação torna-se ridícula e hipócrita, além de aumentar mais um pecado ao nosso vergonhoso currículo moral. Segundo, porque a oposição que alguns fazem ao homossexualismo não é educada, inteligente, coerente e caridosa. Há casos de agressão verbal e física. Em alguns setores muçulmanos acentuadamente fundamentalistas, os homossexuais podem até ser condenados à morte. Em maio de 1998 visitei o campo de concentração de Mauthausen, na Áustria, e vi uma placa assinalando que, entre os prisioneiros, alguns não eram nem judeus, nem inimigos políticos da Alemanha nazista, mas apenas homossexuais.
Em contrapartida, os homossexuais não podem dar lugar à heterofobia. Eles devem sair do armário sem pretender colocar os héteros dentro dos armários vazios. A sociedade precisa enxergar esse processo em andamento. Se os homossexuais podem defender a bandeira da homossexualidade, por que os heterossexuais não podem defender a bandeira da heterossexualidade?
Se a consciência de um homossexual não o deixa em paz, apesar do apoio ostensivo da mídia, de alguns profissionais da saúde e até mesmo de algum líder religioso, por que não se pode dar a ele auxílio psicológico ou pastoral, caso a pessoa espontaneamente o solicite? Se uma igreja se recusa a celebrar um casamento gay ou a ordenar padre ou pastor um homossexual praticante, por que zombar, perseguir, maltratar ou prender o responsável por esse comportamento, exigido por seu credo? Os homos querem liberdade de pensamento e de ação. O mesmo acontece com os héteros.
A prática homossexual é condenada pelas três religiões monoteístas do planeta: o cristianismo, o judaísmo e o islamismo. No caso dos protestantes (este é o meu caso), enquanto estes se conservarem fiéis às Escrituras Sagradas, sua única regra de fé e prática, a conduta homossexual será considerada um desvio sexual. Mas à luz da mesma Bíblia, eu também não posso odiar o gay, a lésbica, o bissexual, o travesti e o transexual!
sexta-feira, 30 de abril de 2010
"TEIMOSIA"

Veja-se, por exemplo, a teimosia do profeta Habacuque: “Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não dêem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao Deus Eterno e louvarei a Deus, o meu Senhor” (HC. 03.17 e 18, BLH).
Veja-se também a conhecida e magistral teimosia do salmista: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam” (Sl. 23.04).
A expressão ainda que ou ainda quando, usada por Habacuque e por Davi, é muito enfática. Ela quer dizer que mesmo havendo alguma tragédia, grande ou pequena, isso não pode nem deve perturbar a paz daquele que está firmado no Senhor.
Aquele que é possuído por essa santa teimosia é capaz de adorar a Deus nos momentos humanamente menos indicados. Depois de perder todos os seus bens e os dez filhos, “Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 01.20 e 21). A teimosia do homem da terra de Uz era devida à sua certeza: “Eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25). O rei Davi comportou-se da mesma maneira: depois da morte do filho, ele “se levantou da terra, lavou-se, ungiu-se, mudou de vestes, entrou na Casa do Senhor e adorou” (2 Sm. 12.20).
Há certas passagens por demais apertadas pelas quais só conseguiremos passar de cabeça erguida se formos realmente teimosos na fé. É como explica o salmista: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam” (Sl. 46. 01-03).
segunda-feira, 12 de abril de 2010
"O VINHO ACABOU"

Aqui está um precioso modelo de oração. Embora Deus saiba de tudo que nos ocorre, é muito saudável mencionar nas preces as diferentes situações embaraçosas que nos acontecem, quase sempre de surpresa.
Em algumas situações, podemos procurar o Senhor e segredar-lhe humildemente: “Acabou o ânimo”, “Acabou o pão”, “Acabou a alegria”, “Acabou a paciência”, “Acabou a esperança”, “Acabaram os recursos”, “Acabou o amor” e assim por diante.
Essas são orações sem rodeio, que mencionam o âmago do problema, corajosas, sinceras, humildes. Essas orações significam uma exposição da alma, da angústia que está até então presa lá dentro. É uma confissão: “Acabou o vinho”.
Uma vez introduzido na questão alheia, Jesus age, dá ordens, toma providências. No caso das bodas de Caná, Ele mandou fazer duas coisas: “Encham de água os seis potes de pedra” e “Tirem um pouco de água destes potes e levem ao dirigente da festa” (Jo 2.1-12). Embora fosse apenas um convidado, e não o noivo nem o pai do noivo, nem o mestre de cerimônias nem um dos serventes, Jesus foi obedecido e a água se transformou em vinho, melhor que o anteriormente servido.
Se Jesus solucionou um problema de etiqueta social, não resolveria problemas mais sérios, envolvendo as necessidades físicas, as necessidades emocionais e as necessidades morais?
Você precisa da bem-aventurada ousadia para confessar sempre que necessário: “Acabou o vinho”!
AUTOR: Elben M. Lenz César
segunda-feira, 29 de março de 2010
"A CORAGEM DE MARIA NO MUNDO DE MARTA"

A história incomoda, pois não é certo que uma fique “no bem bom”, enquanto a outra se encarrega de tudo sozinha. Também a atitude de Jesus nos causa desconforto, porque esperamos que ele fique do lado de Marta, com quem nos parecemos tanto. Afinal, e em tempos modernos, “correr” é a nossa especialidade! Dormimos pouco porque ficamos trabalhando até tarde. Acordamos cedo porque há “milhões” de coisas pra fazer. Paramos quase nunca e aceleramos cada vez mais. Assumimos mais responsabilidades do que deveríamos. Exigimos muito dos outros porque somos cobradas o tempo todo.
Fazemos muito, mas não nos sentimos plenamente reconhecidas, pois basta que um homem diga ou faça a mesma coisa e a maioria dará ouvidos, especialmente as mulheres. Arrumamos novos problemas e ainda não conseguimos resolver os antigos. O mundo cobra demais e nós nos cobramos na mesma medida, senão mais ainda. É por isso que a história contada por Lucas nos afeta tanto: o gesto e a quietude de Maria nos dizem o que não queremos ouvir.
Primeiro, as intenções de Marta eram boas e o que fazia tinha, sim, grande importância, mas talvez não fosse o mais importante naquela hora, para aquele momento! Como é difícil isto: avaliar o que realmente importa em alguns momentos específicos da nossa vida e tomar a atitude certa em relação ao que vamos fazer. A oportunidade era para as duas irmãs, mas apenas uma julgou ser único aquele momento que a vida lhe proporcionava: parar as outras coisas por algum tempo e fazer o que o coração mandava. Sem culpa. Sem medo. Com coragem. Apenas uma delas não perdeu a oportunidade que lhes fora concedida.
Segundo, a atitude de Maria quebra as expectativas ao apropriar-se do conhecimento, pois ouve o que Cristo tinha para ensinar, em tempos de desvalorização feminina. Sócrates, por exemplo, considerava a mulher um ser estúpido, enfadonho. Os seguidores de Buda não podiam nem mesmo olhar para ela. No mundo bíblico ela era pecadora e mentirosa “por natureza”, um “bem”, assim como os animais. Os doutores não lhes explicavam a lei. Assim, eram excluídas também do campo do saber. O conhecimento é sempre libertador e provoca mudanças pessoais, familiares, sociais e religiosas.
A princípio, a reação de Jesus soa injusta e facilmente uma pontinha dentro de nós o condena, pois não gostamos da crítica que ele faz à Marta. Contudo, era preciso que aquela mulher que cuidava tão bem do trabalho, aprendesse a cuidar também de si mesma. Ele sugere a ela que o trabalho não devia sobrepor-se à dimensão divina e nem a ela mesma. Cristo lhe oferece a oportunidade do crescimento interior, pessoal, espiritual.
Na sociedade moderna, a história de Marta e Maria sinaliza a crise de muitas mulheres que se sentem divididas entre o quintal e a rua; a maternidade e a vida profissional; a casa e trabalho; os filhos e os negócios; a igreja e o “único tempinho pra ficar em casa”. Uma delas teve iniciativa, mas só a outra conseguiu ver o quanto aquele momento era único e que as muitas atividades não tinham sentido, se não levassem aos pés do Mestre, mesmo que fosse para ouvir o que não queria.
As mulheres continuam sendo as maiores responsáveis pelos trabalhos domésticos e, no Brasil, o número das que sustentam a casa aumenta a cada ano. Elas circulam por todos os lugares, mas pode ser que o espaço interior continue aflito por um motivo bem simples: não é possível ter dupla, tripla jornada, fazer quase tudo sozinha, mal ter tempo para si ou para os filhos e achar que tudo está indo muito bem. Ledo engano!
Não sou feminista. Não sou “machista”. Apenas creio que as mulheres, assim como os homens, podem ser brilhantes em casa ou fora dela. Contudo, precisam reavaliar suas prioridades, valorizar mais a presença divina, buscar conhecimento e poder contar com a cumplicidade masculina, mas isso é assunto para outra reflexão.
AUTORA: Selma Almeida Rosa
