sábado, 29 de agosto de 2009

"UNIÃO - SALMO 133"


“O Senhor nos chama para vivermos em unidade” = União, coordenação.

1. Como é bom e agradável que o povo de Deus viva unido como se fossem irmãos ! (Jo. 17 v. 21 ao 23) = “LER” (não; se tornem um, mas o subjuntivo sejam um ou continuamente ser um).

2. Precisamos ter amigos verdadeiros, porque ninguém vive sozinho:

• O verdadeiro amigo reconhece o seu amigo não é perfeito, é cheio de defeitos, mas não deixa que isto atrapalhe a amizade. (Pv. 17 v. 09) = O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos.

• O verdadeiro amigo ama. (Pv. 17 v. 17) = Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão. (Pv. 27 v. 17) = Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.

• O verdadeiro amigo diz a verdade e corrige o outro. (Pv. 27 v. 5 e 6) = Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama.

• Jamais abandone o seu amigo. (Pv. 27 v. 10) = Não abandones o teu amigo.
O verdadeiro amigo é uma benção grandiosa.

3. É como o óleo precioso que desce ! Unção de Deus

O óleo era usado na:

• Alimentação

• Para pôr nas feridas

• Para passar no corpo (perfume)

• Para iluminação

• Para ungir: doentes, profetas, sacerdotes e reis.

4. Que desce sobra à barba e sobre as suas vestes: A barba crescida era sinal de dignidade = Honra, decência. Sobre as vestes: Unção completa. A mulher ungiu o corpo de Jesus (Mt. 26 v. 07)

5. É como o Orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião

• Orvalho = Pequenas gotas de água que aparecem à noite.

• Hermom (hb) = Dedicar, consagrar. (possivelmente o Monte da transfiguração).

• Sião (hb) = Colina ressecada pelo sol. (Sl. 48 v. 02) = Alegria de toda terra.

• Monte Hermom = Monte coberto de gelo o ano todo (Monte do Ancião). Por causa do Calor parte do gelo derrete transformando em três pequenos rios o Banias, Ledã e Hasbani, os três se juntam e formam o Rio Jordão (hb) = Aquele que desce.

6. Explicação: Nós que somos o Monte Sião, nossa vida está aflita, alma cansada, ressecados (tornar a secar), sentimos às vezes sozinhos, à noite é fria e solitária, precisamos buscar do Monte Hermom o orvalho santo e o óleo precioso. Com nossa união formarmos o Jordão, porque fazendo assim, unidos, ungidos pelo óleo precioso e pelo orvalho de Hermom, nós estaremos em condições de receber as bênçãos de Senhor!

“Porque ali o Senhor ordena a benção e a vida para sempre.”

AUTOR: Evangelista Geraldo de Almeida Filho

sábado, 22 de agosto de 2009

"O CASO DA IGREJA UNIVERSAL - GLOBO X RECORD"



Prezados ! A paz do Nosso Senhor e Salvador JESUS CRISTO ! Devido à grande repercussão da mídia, principalmente da Rede Globo, sobre a Igreja Universal do Reino de Deus, sinto a necessidade de dar o meu parecer sobre o assunto. “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo.” (At. 05 v. 42).



Convido a todos os irmãos evangélicos a refletirem a respeito da união que precisamos ter. Tem um hino muito antigo que hoje nem se canta mais em nossas Igrejas que diz: "Não importa a Igreja que tu és, se atrás do calvário tu estás, se o seu coração é igual ao meu, dai-me as mãos e meu irmão será...” A Bíblia ensina:Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.” (Iº Co. 01 v. 10). Sei que isso é difícil quando se diz respeito à Igreja Universal, por causa das constantes heresias pregadas lá, mas precisamos nos posicionar em relação ao Evangelho.



Sei que há algumas divergências doutrinárias entre nós, e eu como defensor da genuína fé cristã, combato com veemência, principalmente as prática da Igreja Universal, mas também não posso acreditar em tudo que leio e ouço falar.



Todos sabem que a Rede Globo vem atacando com todas as forças o público evangélico, sejam em suas reportagens, novelas, séries e outros meios. Tenta nos humilhar e rebaixar a comunidade evangélica brasileira. Não podemos nesta hora, simplesmente acreditar no que a Globo diz e unir-nos a ela para atacar a Igreja Universal. Precisamos apurar os fatos e ver o que realmente é verdade. Temos é que lutar contra a tirania da Globo. “Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância.” (Tt. 01 v. 11).



Isso que a globo critica hoje, nada mais é o que a Igreja Católica Romana fez a vida toda, vendendo terrenos nos céus, vendendo perdão dos pecados. Mas isso a Globo não exibe, não faz um documentário no Globo Repórter sobre o assunto. Sem falar que em todas as novelas da Globo, particularmente não assisto nenhuma, não gosto de perder tempo, mas fico sabendo do que passa em comerciais e em reportagens na internet, prega sem censura a doutrina espírita e a idolatria.



Não estou aqui defendendo a Igreja Universal, porque sei que lá não é só flores, sei das heresias pregadas, do misticismo e ocultismo praticados, de como a Palavra de Deus é destorcida. A Igreja Universal precisa entrar pelo caminho da Palavra de Deus, porque o Apóstolo Paulo diz: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema = (MALDITO).” “Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema = (MALDITO).” (Gl. 01 v. 08 e 09). Mas também não concordo de simplesmente acreditar em tudo que a Globo diz e sair por aí falando mal da Igreja Universal.



Povo de Deus ! Vamos ser mais cautelosos e manter uma firme união, pois o próprio JESUS disse: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane.” (Mt. 24 v. 04). Porque quando a mídia ataca uma Igreja evangélica, seja ela qual for, está atacando o povo de Deus em geral. Vamos defender a nossa fé. “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.” (Jd. v. 03). E lutar juntos para que o Brasil saiba quem somos e porque estamos aqui. “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” (Iº Jo. 03 v. 08).



"PARA DESFAZER AS OBRAS DO DIABO !"



Que DEUS abençoe ricamente a todos em CRISTO JESUS...



AUTOR: Evangelista Geraldo de Almeida Filho (Geraldinho)


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

"CETEO - CENTRO DE ESTUDOS TEOLÓGICOS"


FORMATURA DA TURMA: "PRESBÍTERO JOÃO HONORATO" em Viçosa-MG

"CURSO BÁSICO DE TEOLOGIA" DO CETEO - CENTRO DE ESTUDOS TEOLÓGICOS



"CONSELHOS AOS PAIS"


Palestra do Içami Tiba em Curitiba:


1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.


2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, TV, etc.


3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.


4. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.


5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.


6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinqüente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome. Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.


7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.


8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.


9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconseqüente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.


10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.


11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa para fazer uso da droga. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.


12. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.


13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: 'E aí, como foi o seu dia?'. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver alguma coisa relevante. Não quer relembrar todos os fatos do dia...


14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.


15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.


16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.


17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.


18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).


19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.


20. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem 'vidas' (...) Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.


21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.


22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder. Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.


23. O erro mais freqüente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.


24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.


25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.


26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.



"Você não pode evitar que os problemas batam à sua porta, mas não há necessidade de oferecer-lhes uma cadeira." (Joseph Joubert)


AUTOR: Içami Tiba

terça-feira, 18 de agosto de 2009

"SEJA O SEU SIM, SIM, E O SEU NÃO, NÃO !"


Através da Bíblia temos a oportunidade de conhecer o caráter, os princípios e os valores de Deus. Uma das coisas que Ele mais valoriza é a sua Palavra.
Com o passar dos tempos, as pessoas tem deixado de dar importância às suas palavras. Cada vez mais, fazem uso de mentiras para conseguir promoções, status ou benefícios. Assim, acabam seguindo um curso totalmente contrário daquele desejado por Deus para nós.

Deus zela e valoriza sua palavra

Deus, em cada uma de suas atitudes, deseja nos ensinar algo. No livro de Gênesis podemos ler acerca da promessa que Ele fez a Abraão: “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção” (Gn 12.2). “Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo” (Hb 6.13).

Deus, após fazer a promessa a Abraão, mostrou o valor da sua palavra jurando por si mesmo. Na época do velho testamento, um juramento era uma invocação a Deus para que ele, o único que conhece os corações, testemunhasse a verdade, castigando o indivíduo que por acaso estivesse jurando falsamente. Deus empenhou a sua própria pessoa em sua promessa a Abraão. Deus mostrou a Abraão, e tem mostrado a nós também, que as palavras devem ser de honra e dignidade. Toda promessa deve ser cumprida, independentemente das circunstâncias.

Ainda que tudo mude à nossa volta, seja na área financeira, emocional ou espiritual, segundo o exemplo que Deus nos deu, devemos honrar cada uma das nossas palavras. Cumprir as nossas palavras não depende da fidelidade das outras pessoas, e sim da nossa, pois Deus, independente da nossa infidelidade, sempre permanecerá fiel para conosco. “...se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a Si mesmo” (2 Tm 2.13).

Imitando Deus

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (Ef 5.1). Ser imitador de Deus é muito mais do que dizer “sou crente” ou simplesmente ir ao culto de domingo. Ser imitador de Deus é ter exatamente as mesmas atitudes que Ele tem mediante as mais diversas circunstâncias. É valorizar aquilo que Deus valoriza: a palavra.

Homens e mulheres de uma só palavra

“Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt.5.37). A Bíblia nos mostra de forma muito clara que devemos prestar atenção em cada promessa ou palavra que declaramos. Devemos ser homens e mulheres de apenas uma palavra, para que tenhamos crédito perante as pessoas e perante Deus.
Quão desagradável é não poder distinguir se uma pessoa com a qual nos relacionamos está falando a verdade, ou se está mentindo.

Se você disse, eu acredito!

“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17). Ao lermos esse versículo tão belo e poderoso, podemos tirar dele vários ensinamentos importantes para as nossas vidas. Quanto mais ouvimos a Palavra de Deus, mais o nosso coração se encherá de fé, pois temos a convicção de que tudo aquilo que Deus diz, Ele cumpre.

Entendemos, então, que o crédito que damos a uma palavra está diretamente ligado à pessoa que a declarou. Todo cristão verdadeiro precisa ter crédito em suas palavras. Este crédito, muitas vezes, demora a ser conquistado. Entretanto, ele pode ser perdido muito facilmente, basta uma “simples” mentira. “O justo odeia a palavra de mentira...” (Pv 13.5)

A mentira não deve fazer parte das nossas vidas, devemos possuir apenas uma palavra e honrá-la em qualquer circunstância. Assim como Deus, o justo odeia a mentira. O simples fato de uma palavra ter partido de nós, deve ser suficiente para que as pessoas acreditem nela. Caso isto não ocorra, precisamos rever nossas atitudes e buscar ganhar crédito para a nossa palavra.

“Pequenas mentiras”

Muitos pais, para não serem importunados por seus filhos pequenos, costumam resolver algumas questões aplicando-lhes “pequenas mentiras”. À luz da palavra que acabamos de expor, mesmo essas questões, e principalmente essas, devem ser resolvidas falando-se a pura verdade.

Em primeiro lugar, toda mentira é procedente do Diabo. Ao mentir para o seu filho pequeno você estará agindo como um filho do Diabo. Em segundo, mais cedo ou mais tarde ele descobrirá que foi enganado e perderá a confiança em você. Em terceiro lugar, ele seguirá o seu exemplo mentindo para outras pessoas, porque julgará que essa é uma atitude normal. Por último, ele se tornará uma pessoa insegura em relação aos outros, desconfiando sempre de suas palavras. Portanto, vamos fazer direitinho a nossa lição de casa. Seja correto, e Deus certamente vai abençoar o seu lar.

Honre sua palavra!

Deus valoriza a sua Palavra e por isto sempre cumpre suas promessas. Como bons filhos de Deus, devemos honrar nossa palavra, assim como Deus o faz. O justo não tem prazer na mentira e sendo assim, possui apenas uma palavra e sempre a cumpre, custe o que custar.


AUTOR: Leandro da Silva Machado

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

"A IGREJA PRECISA DE UMA MISSÃO !"


Bill Hybells, pastor em Chicago, conta que certa vez foi participar de uma corrida de barcos. Ele era o dono do barco e tinha uma equipe de amadores que o ajudava. O regulamento permitia que um corredor profissional estivesse presente em cada barco para ajudar a equipe.

Ele convidou um dos veteranos corredores americanos. No dia da corrida, toda a equipe estava pronta e aquele corredor chegou. Depois de apresentar a equipe, Bill entregou o comando a ele. Aquele corredor disse que não poderiam sair dali sem antes definir algumas coisas. Em primeiro lugar ele perguntou:

- Qual é a nossa missão?

Todos ficaram se olhando e então alguém respondeu:

- Pretendemos ganhar a corrida.

Então ele disse:

- Ótimo, temos um bom ponto de partida, sabemos onde queremos chegar.

Depois disto ele ainda fez uma porção de perguntas, mas o objetivo inicial já tinha sido definido. A base de um planejamento também é esta. Se não houver a definição da missão da igreja, outras definições que venham a ser tomadas estarão soltas no ar, como pedras de meteorito no espaço. Estas pedras podem se colidir e provocar grandes estragos.

Muitas colisões que existem na igreja ocorrem porque os ministérios estão soltos. Talvez alguns deles até tenham uma direção, mas não estão olhando para o mesmo foco, e não tem uma visão geral.

A elaboração de uma declaração de missão

Muitos líderes argumentam que a igreja não precisa definir uma missão, pois ela já foi definida por Jesus. Isto é correto. Não dá para inventar uma nova missão para a igreja, diferente da que Jesus deixou.

No entanto, uma comparação simples torna possível entender uma coisa. Quando se pergunta qual é a missão de uma empresa de informática, a resposta é: fornecer tecnologia. Esta era a resposta que a IBM tinha anos atrás, antes que Bill Gates fundasse a Microsoft. Todas as empresas de informática eram iguais e pareciam ter a mesma missão. Depois que a Microsoft foi fundada, ela definiu como missão “ter um computador em cada casa do mundo”. Só que ela nunca fabricou um computador. O objetivo era: onde existir um computador a Microsoft teria um software instalado. Isto fez com que uma empresa criada na garagem com alguns jovens malucos se tornasse a maior do mundo. E a IBM? Ela quase desapareceu, e teve que se reinvetar para sobreviver.

Quando dizemos que todas as igrejas tem a mesma missão, isto é fato. Entretanto, muitas igrejas estão preocupadas em manter aquilo que sempre fizeram. Elas não contextualizam e nem criam um jeito diferente de fazer aquilo para o qual existem.

Talvez a sua igreja sempre esteve preocupada em manter aquilo que sempre fez. No entanto, é preciso fazer melhor aquilo que já se faz. Peter Ducker diz que “os fatores essenciais ao sucesso de uma missão são: Faça melhor aquilo que você já faz bem, se essa for a coisa certa a ser feita; olhe para fora em busca de oportunidades e necessidades. Um novo padrão é estabelecido quando se faz bem uma coisa. Isto é compromisso com a missão.”

A missão de uma igreja caracteriza o âmago do ministério a ser desenvolvido. Para John Stott, muitos consideram iguais os termos missão e evangelização, missionários e evangelistas e missões e programas de evangelização. Isto seria limitar demais a missão da igreja.

Isto nos leva a pensar em algumas coisas que Jesus afirmou, e que se relacionam com a missão da igreja. Jesus veio para servir e enviou sua igreja para servir ao mundo:

“...tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. Mateus 20.28

“Assim com tu me enviaste ao mundo, também eu vos envio ao mundo”. João 17.18

“Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também”. João 13.15

Russell Shedd afirma que: “A vontade de Deus para Jesus Cristo é também a vontade de Deus para a igreja”. Considerar a missão da igreja apenas evangelizar é superficilizar sua missão. Uma missão superficial gera um ensino superficial e realimenta um ciclo vicioso.

Para refletir

Uma igreja precisa tomar aquilo que Jesus nos deixou como missão, pensar na profundidade e extensão disto e contextualizar isto para esta geração. A falta de reflexão na contextualização da missão leva à superficialidade. A superficialidade da missão leva à superficialidade dos planos.

Todos os hospitais tem a mesma missão, mas em alguns deles nós não queremos nem entrar. Todos os hotéis tem a mesma missão, mas em alguns deles nós não queremos passar nem na porta. Assim é também com a igreja. Todas elas tem a mesma missão, mas algumas decidiram refletir e contextualizar sua missão. Elas entenderam o que Jesus disse há dois mil anos, mas buscaram a ajuda do Espírito Santo para conseguir causar um impacto no século 21.


AUTOR: Josué Campanhã


segunda-feira, 27 de julho de 2009

"MOTIVOS PELO QUAL PRECISAMOS APRENDER A PALAVRA DE DEUS"


  1. Para conhecer melhor o nosso Criador. (Oséias 06 v. 03) = Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR.
  1. Para não sermos destruídos. (Oséias 04 v. 06) = O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento. / (Isaías 05 v. 13) = Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede.
  1. Para não errarmos. (Mateus 22 v. 27) = Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. / (Provérbios 19 v. 02) = Assim como não é bom ficar a alma sem conhecimento, peca aquele que se apressa com seus pés.
  1. Para crescermos espiritualmente. (Iº Pedro 03 v. 18) = Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. / (Provérbios 01 v. 05) = O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos.
  1. Para sermos felizes. (Provérbios 03 v. 13) = Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento. / (Provérbios 19 v. 27) = Filho meu, ouvindo a instrução, cessa de te desviares das palavras do conhecimento.
  1. Para não sermos loucos. (Provérbios 01 v. 07) = O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução. / (Isaías 01 v. 03) = O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.
  1. Para sermos mensageiros do Senhor. (Malaquias 02 v. 07) = Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos.
  1. Para adquirir o principal. (Provérbios 04 v. 07) = A sabedoria é a coisa principal; adquire, pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento.
  1. Para sermos exemplo. (Iº Timóteo 04 v. 12) = Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza. / (Daniel 01 v. 04) = Jovens em quem não houvesse defeito algum, de boa aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e doutos em ciência, e entendidos no conhecimento, e que tivessem habilidade para assistirem no palácio do rei, e que lhes ensinassem as letras e a língua dos caldeus.
  1. Para sermos aprovado por Deus. (IIº Timóteo 02 v. 15) = Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. / (Provérbios 23 v. 12) = Aplica o teu coração à instrução e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.
  1. Para ensinar. (Iº Timóteo 04 v. 13) = Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá. / (Eclesiastes 12 v. 09) = E, quanto mais sábio foi o pregador, tanto mais ensinou ao povo sabedoria; e atentando, e esquadrinhando, compôs muitos provérbios.
  1. Para sermos sábios. (Provérbios 18 v. 15) = O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria. / (Provérbios 15 v. 14) = O coração entendido buscará o conhecimento, mas a boca dos tolos se apascentará de estultícia.
  1. Para sacrificarmos menos. (Oséias 06 v. 06) = Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos. / (Provérbios 24 v. 14) = Assim será para a tua alma o conhecimento da sabedoria; se a achares, haverá galardão para ti e não será cortada a tua esperança.
AUTOR: Evangelista Geraldo de Almeida Filho (Geraldinho)


Então o que você está esperando ? Venha estudar TEOLOGIA conosco.

CETEO (Centro de Estudos Teológicos)

Grade Curricular: 24 Matérias

Duração: 02 anos e 06 meses

Aulas: Todas as Segundas-Feiras

Horário: 19:30 hs as 22:00 hs

Local: Igreja Evangélica Assembléia de Deus

Rua da Conceição, nº 146. Viçosa-MG

Mensalidade: R$ 20,00 (Vinte reais).

Diretor: Evangelista Geraldo de Almeida Filho (Geraldinho)

Maiores Informações: (0xx) 31 8807-0678

e-mail: geraldinho@funarbe.org.br

AS AULAS RETORNARÃO NO DIA 10 DE AGOSTO. APROVEITE PARA MATRICULAR.

sábado, 25 de julho de 2009

"OUÇA UM TRECHO DESTA MENSAGEM"

Olá amigos e a paz do Senhor JESUS ! Segue um trecho da mensagem do Pastor Ricardo Gondim "ASSIM É A VIDA" que achei muito interessante. Vale a pena assistir e meditar nestas palavras.


Que DEUS lhe abençoe ricamente em CRISTO JESUS !

ass: Presbítero Geraldo de Almeida Filho (Geraldinho)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"ELE É ELE"


Mesmo tendo qualidades éticas fora do comum, mesmo esmagado por toda sorte de sofrimento e mesmo sem entender a gritante desarmonia entre uma coisa e outra, o homem da terra de Uz tinha uma noção muito clara e abençoadora da soberania de Deus. O livro que leva seu nome revela essa certeza logo no início.

Imediatamente após a sucessão de desgraças — a perda de todos os bens (11.500 cabeças de gado) e a morte trágica dos dez filhos num único dia —, Jó prostrou-se, rosto em terra, em adoração, e disse: “O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor” (Jó 1.21).

Se não é comum atribuir a Deus o que temos e tudo o que somos, é mais raro atribuir à soberania de Deus a perda de tudo o que temos e a perda de tudo o que somos. Essa é outra evidência do sólido relacionamento que Jó mantinha com o Senhor.

A noção da soberania de Deus estava profundamente enraizada em Jó. Era uma bagagem que ele carregava em qualquer circunstância. Encontrava-se tanto no interior como na superfície, tanto no coração como nos lábios. Era uma espécie de calmante que o ajudava a suportar os duros e seguidos revezes. Era uma espécie de andador que o ajudava a caminhar sempre ao lado do Senhor, sem se indispor com ele. Era o suporte que o mantinha vivo apesar da verborragia arrogante e massacrante de seus três amigos e de Eliú. Era a rocha sobre a qual Jó construiu a sua casa religiosa, de forma que ela não ruísse sob a pressão dos ventos contrários. Era a armadura de Deus com a qual Jó poderia resistir a Satanás e às demais potestades do ar.

Em um de seus discursos de defesa Jó fez uma preciosa confissão de fé na soberania de Deus (capítulo 12):
“Em sua mão está a vida de cada criatura e o fôlego de toda a humanidade” (v. 10).
“O que ele derruba não se pode reconstruir; o que ele aprisiona ninguém pode libertar” (v. 14).
“Despoja e demite os sacerdotes e arruína os homens de sólida posição” (v. 19).
“Derrama desprezo sobre os nobres, e desarma os poderosos” (v. 21).
“Dá grandeza às nações, e as destrói; faz crescer as nações, e as dispersa” (v. 23).
“Priva da razão os líderes da terra, e os envia a perambular num deserto sem caminhos” (v. 24).

Jó enxergava a absoluta soberania de Deus no plano físico (capítulo 9):
“Ele transporta montanhas [...] e as põe de cabeça para baixo” (v. 5).
“Ele sacode a terra, e a tira do lugar” (v. 6).
“Fala com o sol, e ele não brilha; ele veda e esconde a luz das estrelas” (v. 7).
“Só ele estende os céus e anda sobre as ondas do mar” (v. 8).

Mas, de todas as muitas declarações da soberania de Deus, espalhadas em seus numerosos discursos, a que mais chama a atenção é aquela em que Jó encerra qualquer discussão sobre o assunto, com apenas três enfáticas palavras: “Ele é ele!” (23.13). Ou seja, frente à soberania de Deus, já não há o que declarar. Deus é Deus e pronto, cale-se toda a terra!

Vejamos esse pronunciamento em outras versões: “O que sua alma deseja é o que realmente faz” (Bíblia Hebraica); “Ele quer uma coisa e a realiza” (Bíblia do Peregrino); “Sua vontade, o que ela decidir, isto o fará” (Tradução da CNBB); “Ele faz o que bem lhe agrada” (Edição Pastoral Catequética). Na paráfrase da Bíblia Viva, o texto é um pouco mais longo e mais explicativo: “Tudo que ele quer, ele faz. Não há remédio! Deus vai fazer comigo tudo o que planejou, inclusive coisas que ainda estão para vir”.

Entre os atos soberanos de Deus que estavam para vir, um deles seria uma agradabilíssima surpresa para Jó: o Todo-poderoso poria um ponto final em seu sofrimento e mudaria totalmente a sua sorte (42.10-16). Então Jó poderia acrescentar mais uma pequena manifestação da soberania de Deus naquele primeiro pronunciamento sobre a questão (1.21): O Senhor o deu, o Senhor o levou e o Senhor o trouxe de volta. E de forma mais completa: o Soberano Deus me deu tudo o que eu tinha, o Soberano Senhor levou tudo o que havia me dado e o Soberano Senhor me devolveu em dobro tudo o que havia levado.

A certeza da soberania de Deus sobre tudo e sobre todos produz sobrevivência em meio aos infortúnios, à dor, à incompreensão alheia, à doença, à morte, aos poderes das trevas e às monstruosas estruturas hostis a Deus e ao homem. Nem o mundo nem a história estão acéfalos, por isso podemos ter esperança. Assim como Jó, teremos surpresas, pois “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam” (1 Co 2.9). Não é verdade também que “os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que nos será revelada” e que “a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra” pelo Soberano Senhor (Rm 8.18-21)?


AUTOR: Elben M. Lenz César

sábado, 18 de julho de 2009

"BUSCAR A BENÇÃO DE DEUS"


TEMA: II SAMUEL Cap. 07 v. 29

Precisamos conquistar a benção de Deus como fez Davi.

1. BUSCAR DESCANSO EM DEUS: (II Sm. 07 v. 01) = Tendo-lhe o SENHOR dado descanso de todos os seus inimigos em redor.

2. BUSCAR AGRADAR A DEUS: (II Sm. 07 v. 02) = Olha, eu moro em casa de cedros, e a arca de Deus se acha numa tenda.

3. RECONHECER DE ONDE DEUS NOS TIROU: (II Sm. 07 v. 08 e 09) = Tomei-te da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo, sobre Israel. / E fui contigo, por onde quer que andaste, eliminei os teus inimigos diante de ti e fiz grande o teu nome, como só os grandes têm na terra.

4. AS PROMESSAS DE DEUS ESTENDEM PARA SUA FAMÍLIA: (II Sm. 07 v. 13, 14, 15 e 16) = Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. / Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens. / Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. / Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti.

5. PRECISAMOS APRENDER A SERMOS GRATOS: (II Sm. 07 v. 18 e 22) = Então, entrou o rei Davi na Casa do SENHOR, ficou perante ele e disse: Quem sou eu, SENHOR Deus, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui? / Portanto, grandíssimo és, ó SENHOR Deus, porque não há semelhante a ti, e não há outro Deus além de ti, segundo tudo o que nós mesmos temos ouvido.

6. TOMAR POSSE DAS BENÇÃOS DE DEUS: (II Sm. 07 v. 28 e 29) = Portanto, grandíssimo és, ó SENHOR Deus, porque não há semelhante a ti, e não há outro Deus além de ti, segundo tudo o que nós mesmos temos ouvido. / Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa do teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de ti, pois tu, ó SENHOR Deus, o disseste; e, com a tua bênção, será, para sempre, bendita a casa do teu servo.


AUTOR: Presbítero Geraldo de Almeida Filho

terça-feira, 14 de julho de 2009

"AOS PASTORES E MESTRES: EDUCAR EXIGE COERÊNCIA"


E tudo quanto fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai. (Colossenses 03:17)

A tarefa de educar deve ultrapassar as fronteiras do relacionamento formal de uma sala de aula ou de um auditório; deve alcançar todas as áreas da vida humana. Educar para a vida é a chave para uma sociedade mais justa e mais feliz. Quando o que se ensina/aprende “intra-muros” não tem sua relevância e importância na realidade “extra-muros”, chegamos ao momento de reavaliar métodos, valores e princípios.

Educar é comunicar, interagir num relacionamento educador-educando onde um torna-se o outro e vice-versa. Mas esta comunicação com a qual estabelecemos relacionamento com o outro não consiste de um só aspecto, mas dois: palavras e atitudes. Se desejamos educar para a vida e não apenas para o (mal) cumprimento de nossas obrigações e responsabilidades, devemos estar conscientes de que nossas atitudes “falam” tão alto quanto nossas palavras.

Palavras são importantes neste processo. Segundo Wittgenstein “os limites de nossa linguagem denotam os limites de nosso mundo”. É fundamental que nossos educadores falem cada vez mais e melhor para que os educandos também falem mais e melhor. No entanto, as atitudes também são importantes. Com elas corroboramos ou negamos aquilo que dizemos. Conta-se que certo educador, prestes a proferir uma palestra sobre a liberdade que resulta da educação, constrangeu-se profundamente ao perceber que era escravo de seu vício de fumar. Como falar sobre liberdade sendo escravo? Naquele mesmo dia decidiu que iria deixar o cigarro.

Vivemos dias em que falta coerência entre nossas palavras e atitudes. Quando uma não contradiz a outra é o contrário. Coerência é o imperativo de nosso tempo. Paulo, quando escreve aos colossenses o texto acima, tem em mente esta verdade: é preciso haver coerência entre palavras e atitudes em todas as áreas da vida, ou seja, em tudo quanto fizermos, em palavras ou em ações.

O problema da coerência, entretanto, está na intrínseca incoerência do ser humano. Somos naturalmente incoerentes. Falamos de amor mas odiamos, ao mesmo tempo em que amamos mas proferimos palavras de ódio. Proclamamos liberdade mas escravizamos em nossos sistemas de injustiça e opressão, ao mesmo tempo em que somos capazes de atitudes libertadoras em nome de ideologias escravizantes que queremos legitimar. Confessamos a existência de Deus mas vivemos como se Ele não existisse. Por mais que nos esforcemos, nossa incoerência interna torna-se evidente em nossas atitudes externas.

Como resolver nossa incoerência? Não podemos. É por esta razão que Paulo nos indica o caminho da solução que Deus providenciou: Jesus Cristo, o Senhor. Nossa incoerência só pode ser vencida quando nos permitimos viver na coerência do amor de Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. É em seu Nome que encontramos a coerência necessária para falar e agir com justiça e amor. Nossa solução não está em nós nem depende de nós; foi providenciada por Deus na pessoa de Jesus de Nazaré. Se falarmos e agirmos em nome dEle e não no nosso, aí está a coerência que buscamos.

Isto significa, portanto, que educar para a vida, na igreja, na escola, no lar e onde mais se queira fazer isto, é educar a partir do referencial dado por Jesus e de Seu senhorio sobre nossas vidas. A extensão do alcance de seu ato redentor extrapola os limites das realidades espirituais e transcendentes, alcançando e transformando realidades materiais, relacionais e imanentes. Educar para a vida é educar em o Nome de Jesus. A identidade do educador dá lugar à identidade de Cristo, o Senhor. Ele, sim, foi coerente em tudo e para com todos.

Mas não podemos nos esquecer da gratidão. Não podemos educar – nem fazer qualquer outra coisa realmente relevante – sem termos os nossos corações agradecidos. A vida é dom de Deus. A solução da incoerência humana em Cristo é iniciativa graciosa de Deus. O talento para o exercício das atividades pessoais vem de Deus. Nossa tarefa consiste em cumprir nossa vocação e nossa missão em gratidão a Deus. Tudo que nos compete é sermos agradecidos. Assim, a relação educador-educando – que pode ser professor-aluno, pastor-ovelha, pai-filho, etc. – ganha uma dimensão absolutamente nova, onde Deus é a razão principal do exercício coerente da tarefa de educar. É pela mais profunda e absoluta gratidão.

Em tempos como o nosso, onde a incoerência domina as relações entre os seres humanos, e deles com a natureza e o universo, é necessário que recuperemos a dimensão do senhorio de Cristo sobre todos e busquemos a coerência que há em Seu nome. Em tempos de egoísmo e orgulho como o nosso, onde cada um e todos correm atrás de seus próprios interesses e realizações, é necessário que recuperemos a dimensão da gratidão a Deus por todas as coisas. Que Deus nos abençoe nesta tarefa!


AUTOR: Marcelo Gomes

quinta-feira, 9 de julho de 2009

“O PERFIL DO AMIGO”


O amigo é como uma pérola de grande valor que só se encontra buscando com muito amor, carinho e sinceridade, o amigo ajuda-nos na perseverança.

Ser amigo é algo lindo e real como o sol. É dedicar-se sem reservas.

É confiar sem restrição. É portar-se sem subterfúgio e hipocrisia.

O amigo é companheiro ideal com quem dividimos nossas dores e alegrias. É aquele que nos transmite segurança e paz.

Ser amigo é renunciar muitas vezes ao próprio conforto pelo bem estar do outro.

É mudar seu itinerário com alegria e dizer: Onde quer que eu te leve, companheiro.

Ser amigo é respeitar o silêncio do outro. É sorrir, é sentir, é chorar, é lutar! É saber dizer: Tu erraste, mas eu estou do teu lado!

O amigo conhece as fraquezas do outro e nunca as explora.

O amigo sonda o pensamento do outro com suavidade e cuidado, busca, rebusca, sem ferir ajudando-o a apagar as cicatrizes.

O amigo vela o caminhar do outro e se compraz com o seu bem estar físico, e espiritual.

O amigo sofre "dores de parto" até que o companheiro alce vôo para o objetivo maior!

Ser amigo é calar, falar, ponderar, submeter- se, confiar!

O amigo nunca aceita afronto contra o seu companheiro. O amigo não se precipita em julgar.

O amigo sabe guardar! O amigo se alegra com o sucesso do outro; elogia, repreende, afaga, anima, ilumina.

O amigo às vezes se engana, mas nunca falha. O amigo, às vezes nos magoa sem perceber, mas corre e pede perdão.

O amigo é grato, justo e fiel. Ser amigo é saber dizer: que bom que te conheci.

"Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai...." (Pv. 27 v.10)

AUTOR: Desconhecido

terça-feira, 7 de julho de 2009

"POR LÍDERES CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO"


“Deus não concede o Espírito por medida” – disse João Batista aos seus próprios discípulos, quando o procuraram, confusos, para relatar que Jesus e seus seguidores também batizavam (João 03:34a). Para ele, ninguém poderia receber algo se do céu não lhe fosse dado. Toda verdadeira autoridade é espiritual. E aquele que Deus realmente enviou tem como característica principal o fato de dizer exatamente a Palavra de Deus. João queria que seus discípulos soubessem que sua função era fazer a vontade de Pai, e que esta vontade consistia em revelar Jesus Cristo, seu Filho. “Importa que ele cresça e que eu diminua” – dizia (Jo. 03:30).



Com estas afirmações, o Batista reafirmou sua fé na messianidade de Jesus e estabeleceu um importante paradigma para a compreensão do ministério do Espírito: não se trata do quanto cada um possui, mas do quanto se deixa possuir. Não é uma questão de quanto Espírito Santo cada líder tem, mas de quanto do líder o Espírito tem. Deus não dá o Espírito por medida porque, ou somos dele e nos dedicamos ao seu chamado, ou não somos e seguimos por nós mesmos. “Aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus” (Jo. 03:34b).


A partir dessa noção compreendemos o que Paulo quis dizer aos efésios quando aconselhou-os a que não se embriagassem com vinho, no qual há dissolução, mas se enchessem do Espírito (Ef. 05:18). Ao invés de entregar o controle da mente e dos movimentos aos efeitos do álcool, que só promove a vergonha e o desequilíbrio, os cristãos deveriam entregar este controle ao Espírito, que nos capacita e usa para a glória de Cristo. Ser cheio do Espírito não significa ter mais de sua presença ou poder (pois Deus não dá o Espírito por medida), mas confiar mais em sua direção e vontade, entregando o coração em suas mãos.


A idéia de encher-se não pode prescindir, então, da decisão por esvaziar-se. Entregar é uma opção de não reter. Não há plenitude espiritual onde o ego e o orgulho ainda ocupam algum espaço. O esvaziar não é um reduzir, mas um negar. Não se pode falar em “meio morto” ou “um pouco morto”. Ou morremos para nós mesmos e nossas ambições individualistas, ou seguiremos vivos e afastados do propósito de Deus. “Quem quiser ganhar a sua vida irá perdê-la; mas quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, irá salvá-la" (Lucas 17:33).


O desafio do líder, portanto, já não tem qualquer identificação com os apelos da competitividade. A verdadeira autoridade vem de cima. Não é necessário sobressair ao outro ou destacar-se. Se o Espírito fosse dado por medida, uns teriam mais e, outros, menos. Haveria diferença entre eles e os mais fracos estariam perdidos. Mas se é uma questão de entregar-se, o verdadeiro líder se esvaziará completamente, negando-se para ser cheio de Deus. E uma vez cheio, fará a vontade do Pai para a glória do Filho. “Importa que ele cresça...”


Líderes cheios do Espírito já não esperam reconhecimento ou fama. Não estão à procura de poder ou posições. Morreram para si mesmos e suas ambições mesquinhas. Estão cheios de Deus. São vasos de bênção. Assumem a liderança como oportunidade de serviço e amor. Andam guiados pelo Espírito e, por isso, chegam mais longe. Não têm medida.


AUTOR: Marcelo Gomes