quarta-feira, 26 de maio de 2010

"INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA"


"Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obrei r o que não tem de que se envergonhar, que MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE". II Tm 2.15.

Quando Deus criou o Universo e todos os seres vivos, tinha em mente um plano que seria executado em lugares e épocas por Ele determinados. Esse plano visa à glorificacão do Seu nome em todo o Universo e durante toda a eternidade.

O veículo pelo qual Deus revela esse plano aos homens é a Palavra de Deus. Ela é o único documento autêntico que conta a verdade sobre a origem do Universo e do ser humano. Ela revela também o amor de Deus para com a criatura humana, mostrando-lhe o único Caminho para o céu, que é Jesus Cristo. O mundo rejeitou esse Caminho de redenção, seguindo as filosofias vãs da imaginação humana, como o apóstolo Paulo afirma em Romanos cap. 1. Essas filosofias resultaram no caos em que o mundo hoje se encontra. Bem falou Jeremias: "Os sábios envergonhados, aterrorizados e presos; eis que rejeitaram a palavra do Senhor; que sabedoria é essa que eles têm?" Jr 08.09. Felizmente, possuímos a Bíblia que nos orienta quanto à maneira de sair do caos que o pecado nos causou. Todo e qualquer problema pessoal encontra a solução em Cristo, que é nossa Vida, nossa Luz, a Fonte de amor, a Força, a Sabedoria, o Pão da Vida, o nosso Amigo e Guia.

Ao manusear as páginas sagradas, podemos contar com a presença do Espírito Santo, o Autor das Escrituras, de Quem disse Jesus: "O Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas... Ele vos guiará a toda a verdade... há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar". Jo 14.26; 16.13,14. O Espírito Santo já revelou em Hebreus 11.03 que... "Pela fé entendemos que foi o universo formado pela Palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem". Nas Escrituras o Espírito Santo revela todo o propósito de Deus através dos séculos.

Por conseguinte, a Bíblia manifesta as grandes e majes-tosas doutrinas sobre a Trindade, a origem, a queda, e a redenção do homem. Pela Bíblia aprendemos a verdade sobre a Igreja, sua origem e destino, a relação entre a graça e a lei, e bem assim as instruções necessárias para o crente. A profecia é parte integral das Escrituras e podemos afirmar que a Bíblia é o único Livro no mundo que apresenta legítimas profecias, autenticadas pelos acontecimentos históricos posteriores. As "épocas" ou "eras" e "dispensações" bíblicas constituem a "espinha dorsal" das Escrituras.

A interpretação certa das profecias dependerá do conhecimento dessas épocas históricas e os respectivos pactos vigentes entre Deus e os homens. A formulação sistemática dessas verdades divinas, que o estudo das dispensações proporciona, muito contribuirá para evitar erros crassos e grande confusão na interpretação da mensagem de Deus aos homens. Agostinho era desta opinião: "Distingam-se os períodos e as Escrituras se harmonizarão."

As divisões gerais que faremos da verdade bíblica nesta obra versam em torno de: 1) a terra; 2) o homem; e 3) os seres espirituais. Trataremos do mundo físico, do planeta Terra e das várias fases de sua existência. Em seguida estudaremos a história do homem, sua queda no Jardim do Éden, e sua redenção. Por fim, consideraremos o mundo dos espíritos, sua origem e seu destino final.

As Dispensações Bíblicas. A palavra "dispensarão" encontra-se quatro vezes no Novo Testamento, em I Co 09.17; Ef 01.10; 03.02; e Cl 01.25. A palavra grega é "oikonomia", da qual deriva-se a palavra "economia", que, segundo o Dicionário Prático Ilustrado, significa a "boa ordem na administração, na despesa de uma casa". Originalmente significava a mordomia ou gerência duma casa. (Em grego, casa é "oikos"). No uso bíblico a "dispensação" (oikonomia) representa a administração que Deus faz em Sua grande casa" universal, na qual estão afetos a Ele todas as inteligências, tanto homens como seres angelicais.

O estudo das dispensações revela os vários métodos usados por Deus em Suas relações com as diferentes classes de povo através dos vários períodos determinados por Ele a fim de lograr o Seu propósito. Por conseguinte, é necessário distinguir ou separar esses diversos períodos, a fim de "manejar bem a Palavra da verdade", como Paulo exortou a Timóteo. II Tm 02.15.

"Manejar bem" a Palavra significa, na linguagem de Paulo, "fazer um corte reto". O pedreiro constrói a parede em linha reta. O carpinteiro risca a obra em linha reta. O agricultor ara a terra em linhas retas. Semelhantemente, o obreiro do Senhor que interpreta a Bíblia, terá que interpretá-la corretamente - em linha reta! Para conseguir esse resultado, o intérprete da Palavra terá que entender os períodos ou "dispensações" e isso por sua vez requer o estudo diligente das Escrituras e a observação minuciosa da revelação divina aos homens.

O preguiçoso jamais saberá interpretar o pensamento divino. Por isso Paulo assim exortou a Timóteo: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar...” II Tm 02.15. A palavra "procura (no original grego, “spoudason") significa "apressar-se, ser diligente". Manejar bem significa usar as faculdades racionais, a inteligência, como em Isaías 01.18, onde Deus convoca Seu povo, “Vinde, pois e arrazoemos. diz o Senhor".

Paulo avisa contra o perigo de fraude na interpretação das Escrituras em II Co 04.02, dizendo: "... rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a Palavra de Deus..." "Adulterar", no original, é "dolos", que significa "pegar com isca". Portanto, tem o sentido de falsificar e corromper. Na antigüidade falsificavam ouro e vinho. Em todos os tempos levantaram-se falsos "mestres", e falsos "profetas" que por ensinos engenhosos têm conseguido enganar os incautos, causando-lhes a eterna destruição da alma.

Pedro referiu-se às epístolas de Paulo dizendo que nelas haviam "certas coisas difíceis de entender , que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles." II Pe 03.15,16. Como, então, é importante que saibamos, não "deturpar", mas sim interpretar corretamente (fazer o corte em linha reta!) a Palavra de Deus.

Isso significa que todas as idéias, noções e opiniões preconcebidas sejam postas de lado e que a própria Bíblia seja o intérprete de si mesma.

AUTOR: Nels Lawrence Olson

Extraído do Livro: O Plano divino através dos séculos. Editora CPAD.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

"EU APOIO ESTA IDÉIA ! VAMOS ORAR"





Louco desperdício

No dia 26 de agosto de 1727, 48 moravianos (antigos habitantes da atual República Tcheca) decidiram continuar em oração a partir da meia-noite daquele dia até a meia-noite do dia seguinte, revezando-se durante as 24 horas. No dia 27, já eram 77 irmãos orando e intercedendo, além de crianças que haviam se engajado nesta “aliança comunitária”. O bispo Hasse relata que, a partir desse dia, os moravianos não pararam de orar “por mais de cem anos”.

Fala-se muito em oração, mas ora-se muito pouco. A ausência da prática da oração em nossas vidas e em nossas igrejas é uma demonstração néscia de desperdício. Pois a oração é a ferramenta mais eficaz e o recurso mais precioso. Muitas vezes nós e nossos familiares estão no centro dos pedidos. Nada há de errado nisto, mas não é possível parar por aí. A intercessão em favor de outros é uma das marcas da igreja que serve.

Nestes tempos de uma espiritualidade centrada no indivíduo, o Mutirão de oração pelas crianças e adolescentes em risco é um bom exercício para que a igreja saia de si mesma, olhe para fora e intervenha no mundo dos pequenos, invadindo o terreno onde imperam pobreza, violência, desamor, fragilidade e trevas, e lutando para resgatar crianças feitas à imagem e semelhança de Deus.

Ultimato apoia este mutirão desde 2002. Anualmente paramos um tempo na primeira sexta feira do mês de junho, oramos todos e alguns de nós jejuam. Ao longo destes anos temos orado também pelos filhos de nossos colaboradores, para que não apenas sejam guardados, mas instrumentos nas mãos de Deus para abençoar outras crianças.

Falta pouco menos de um mês para o Mutirão! Será nos dias 4 a 6 de junho de 2010. Tempo suficiente para você mobilizar sua família, organização, comunidade de fé. Junte as crianças, os jovens e os idosos. Vamos nos lembrar de que durante estes dias estaremos juntos em oração.
Para mais informações visite nosso site. http://www.ultimato.com.br/

Rev. Elben M. Lenz César e Klênia Fassoni

sexta-feira, 7 de maio de 2010

"HETEROSSEXUALIDADE SEM HOMOFOBIA E HOMOSSEXUALIDADE SEM HETEROFOBIA"


Na próxima semana, acontecerá aqui em Viçosa a 1ª Semana da Diversidade Sexual, envolvendo toda a comunidade universitária. Um dos objetivos é combater a “discriminação contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais”, o que tem sido chamado acertadamente de homofobia.

Se este objetivo for alcançado, me darei por satisfeito, mesmo não abrindo mão das minhas convicções cristãs contrárias à prática da homossexualidade. Primeiro, porque, em tempos bastante remotos, eu não sabia diferenciar uma coisa da outra, misturando a formação heterossexual com alguma dose de discriminação. Se todos somos igualmente marcados pelo pecado, tanto potencialmente como na prática, a discriminação torna-se ridícula e hipócrita, além de aumentar mais um pecado ao nosso vergonhoso currículo moral. Segundo, porque a oposição que alguns fazem ao homossexualismo não é educada, inteligente, coerente e caridosa. Há casos de agressão verbal e física. Em alguns setores muçulmanos acentuadamente fundamentalistas, os homossexuais podem até ser condenados à morte. Em maio de 1998 visitei o campo de concentração de Mauthausen, na Áustria, e vi uma placa assinalando que, entre os prisioneiros, alguns não eram nem judeus, nem inimigos políticos da Alemanha nazista, mas apenas homossexuais.

Em contrapartida, os homossexuais não podem dar lugar à heterofobia. Eles devem sair do armário sem pretender colocar os héteros dentro dos armários vazios. A sociedade precisa enxergar esse processo em andamento. Se os homossexuais podem defender a bandeira da homossexualidade, por que os heterossexuais não podem defender a bandeira da heterossexualidade?

Se a consciência de um homossexual não o deixa em paz, apesar do apoio ostensivo da mídia, de alguns profissionais da saúde e até mesmo de algum líder religioso, por que não se pode dar a ele auxílio psicológico ou pastoral, caso a pessoa espontaneamente o solicite? Se uma igreja se recusa a celebrar um casamento gay ou a ordenar padre ou pastor um homossexual praticante, por que zombar, perseguir, maltratar ou prender o responsável por esse comportamento, exigido por seu credo? Os homos querem liberdade de pensamento e de ação. O mesmo acontece com os héteros.

A prática homossexual é condenada pelas três religiões monoteístas do planeta: o cristianismo, o judaísmo e o islamismo. No caso dos protestantes (este é o meu caso), enquanto estes se conservarem fiéis às Escrituras Sagradas, sua única regra de fé e prática, a conduta homossexual será considerada um desvio sexual. Mas à luz da mesma Bíblia, eu também não posso odiar o gay, a lésbica, o bissexual, o travesti e o transexual!
AUTOR: Rev. Elben M. Lenz César

sexta-feira, 30 de abril de 2010

"TEIMOSIA"


Nem toda teimosia é maléfica e eticamente incorreta. Há uma teimosia santa. É aquela que insiste em acreditar em Deus em toda e qualquer circunstância. Não há maior triunfo do que superar pela fé um transtorno qualquer, de pequena ou longa duração, até que se enxergue a luz no fim do túnel. Além de ser benéfica, essa modalidade de teimosia é uma virtude rara.

Veja-se, por exemplo, a teimosia do profeta Habacuque: “Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não dêem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao Deus Eterno e louvarei a Deus, o meu Senhor” (HC. 03.17 e 18, BLH).

Veja-se também a conhecida e magistral teimosia do salmista: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam” (Sl. 23.04).

A expressão ainda que ou ainda quando, usada por Habacuque e por Davi, é muito enfática. Ela quer dizer que mesmo havendo alguma tragédia, grande ou pequena, isso não pode nem deve perturbar a paz daquele que está firmado no Senhor.

Aquele que é possuído por essa santa teimosia é capaz de adorar a Deus nos momentos humanamente menos indicados. Depois de perder todos os seus bens e os dez filhos, “Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 01.20 e 21). A teimosia do homem da terra de Uz era devida à sua certeza: “Eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25). O rei Davi comportou-se da mesma maneira: depois da morte do filho, ele “se levantou da terra, lavou-se, ungiu-se, mudou de vestes, entrou na Casa do Senhor e adorou” (2 Sm. 12.20).

Há certas passagens por demais apertadas pelas quais só conseguiremos passar de cabeça erguida se formos realmente teimosos na fé. É como explica o salmista: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam” (Sl. 46. 01-03).



AUTOR: Rev. Elben M. Lenz César

segunda-feira, 12 de abril de 2010

"O VINHO ACABOU"


É muito singela a história da transformação de 480 litros de água em vinho da melhor qualidade, acontecida durante os festejos de um casamento realizado em Caná da Galiléia, logo no início do ministério de Jesus. Sabedora do constrangimento pelo qual estava passando a família do noivo, a mãe de Jesus se aproximou dele e lhe disse: “O vinho acabou”. Depois, aproximando-se também dos desnorteados serventes lhes ordenou: “Façam o que Ele mandar”. A Jesus, Maria não deu ordem alguma. Apenas comunicou o fato: “Acabou o vinho”.

Aqui está um precioso modelo de oração. Embora Deus saiba de tudo que nos ocorre, é muito saudável mencionar nas preces as diferentes situações embaraçosas que nos acontecem, quase sempre de surpresa.

Em algumas situações, podemos procurar o Senhor e segredar-lhe humildemente: “Acabou o ânimo”, “Acabou o pão”, “Acabou a alegria”, “Acabou a paciência”, “Acabou a esperança”, “Acabaram os recursos”, “Acabou o amor” e assim por diante.

Essas são orações sem rodeio, que mencionam o âmago do problema, corajosas, sinceras, humildes. Essas orações significam uma exposição da alma, da angústia que está até então presa lá dentro. É uma confissão: “Acabou o vinho”.

Uma vez introduzido na questão alheia, Jesus age, dá ordens, toma providências. No caso das bodas de Caná, Ele mandou fazer duas coisas: “Encham de água os seis potes de pedra” e “Tirem um pouco de água destes potes e levem ao dirigente da festa” (Jo 2.1-12). Embora fosse apenas um convidado, e não o noivo nem o pai do noivo, nem o mestre de cerimônias nem um dos serventes, Jesus foi obedecido e a água se transformou em vinho, melhor que o anteriormente servido.

Se Jesus solucionou um problema de etiqueta social, não resolveria problemas mais sérios, envolvendo as necessidades físicas, as necessidades emocionais e as necessidades morais?

Você precisa da bem-aventurada ousadia para confessar sempre que necessário: “Acabou o vinho”!

AUTOR: Elben M. Lenz César

segunda-feira, 29 de março de 2010

"A CORAGEM DE MARIA NO MUNDO DE MARTA"


"... Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só cousa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada." Lucas 10 : 38-42

A narrativa de Lucas é breve: em uma de suas andanças, Jesus entra num povoado, e uma mulher chamada Marta o recebe em sua casa. Acontece que Marta tinha uma irmã, Maria, a qual simplesmente assenta-se aos pés de Jesus para ouvi-lo. Enquanto ela está bem tranquila, a outra (Marta) fica com todo o trabalho e corre de um lado para o outro com os afazeres domésticos, cumprindo o papel que lhe era reservado. Até que não agüenta mais, reclama e pede o apoio do Mestre. Jesus, porém, não diz nem faz o que ela gostaria.

A história incomoda, pois não é certo que uma fique “no bem bom”, enquanto a outra se encarrega de tudo sozinha. Também a atitude de Jesus nos causa desconforto, porque esperamos que ele fique do lado de Marta, com quem nos parecemos tanto. Afinal, e em tempos modernos, “correr” é a nossa especialidade! Dormimos pouco porque ficamos trabalhando até tarde. Acordamos cedo porque há “milhões” de coisas pra fazer. Paramos quase nunca e aceleramos cada vez mais. Assumimos mais responsabilidades do que deveríamos. Exigimos muito dos outros porque somos cobradas o tempo todo.

Fazemos muito, mas não nos sentimos plenamente reconhecidas, pois basta que um homem diga ou faça a mesma coisa e a maioria dará ouvidos, especialmente as mulheres. Arrumamos novos problemas e ainda não conseguimos resolver os antigos. O mundo cobra demais e nós nos cobramos na mesma medida, senão mais ainda. É por isso que a história contada por Lucas nos afeta tanto: o gesto e a quietude de Maria nos dizem o que não queremos ouvir.

Primeiro, as intenções de Marta eram boas e o que fazia tinha, sim, grande importância, mas talvez não fosse o mais importante naquela hora, para aquele momento! Como é difícil isto: avaliar o que realmente importa em alguns momentos específicos da nossa vida e tomar a atitude certa em relação ao que vamos fazer. A oportunidade era para as duas irmãs, mas apenas uma julgou ser único aquele momento que a vida lhe proporcionava: parar as outras coisas por algum tempo e fazer o que o coração mandava. Sem culpa. Sem medo. Com coragem. Apenas uma delas não perdeu a oportunidade que lhes fora concedida.

Segundo, a atitude de Maria quebra as expectativas ao apropriar-se do conhecimento, pois ouve o que Cristo tinha para ensinar, em tempos de desvalorização feminina. Sócrates, por exemplo, considerava a mulher um ser estúpido, enfadonho. Os seguidores de Buda não podiam nem mesmo olhar para ela. No mundo bíblico ela era pecadora e mentirosa “por natureza”, um “bem”, assim como os animais. Os doutores não lhes explicavam a lei. Assim, eram excluídas também do campo do saber. O conhecimento é sempre libertador e provoca mudanças pessoais, familiares, sociais e religiosas.

A princípio, a reação de Jesus soa injusta e facilmente uma pontinha dentro de nós o condena, pois não gostamos da crítica que ele faz à Marta. Contudo, era preciso que aquela mulher que cuidava tão bem do trabalho, aprendesse a cuidar também de si mesma. Ele sugere a ela que o trabalho não devia sobrepor-se à dimensão divina e nem a ela mesma. Cristo lhe oferece a oportunidade do crescimento interior, pessoal, espiritual.

Na sociedade moderna, a história de Marta e Maria sinaliza a crise de muitas mulheres que se sentem divididas entre o quintal e a rua; a maternidade e a vida profissional; a casa e trabalho; os filhos e os negócios; a igreja e o “único tempinho pra ficar em casa”. Uma delas teve iniciativa, mas só a outra conseguiu ver o quanto aquele momento era único e que as muitas atividades não tinham sentido, se não levassem aos pés do Mestre, mesmo que fosse para ouvir o que não queria.

As mulheres continuam sendo as maiores responsáveis pelos trabalhos domésticos e, no Brasil, o número das que sustentam a casa aumenta a cada ano. Elas circulam por todos os lugares, mas pode ser que o espaço interior continue aflito por um motivo bem simples: não é possível ter dupla, tripla jornada, fazer quase tudo sozinha, mal ter tempo para si ou para os filhos e achar que tudo está indo muito bem. Ledo engano!

Não sou feminista. Não sou “machista”. Apenas creio que as mulheres, assim como os homens, podem ser brilhantes em casa ou fora dela. Contudo, precisam reavaliar suas prioridades, valorizar mais a presença divina, buscar conhecimento e poder contar com a cumplicidade masculina, mas isso é assunto para outra reflexão.

AUTORA: Selma Almeida Rosa

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"COISAS DE DEUS !"


Deus ainda fala com as pessoas?

Um jovem foi para o estudo da Bíblia numa noite de Quarta-feira.

O pastor dividiu entre ouvir a Deus e obedecer a palavra do Senhor.

O jovem não pode deixar de querer saber se "Deus ainda fala com as pessoas?".

Após a pregação ele saiu para um café com os amigos e eles discutiram a mensagem.

De formas diversas eles falaram como Deus tinha conduzido suas vidas de maneiras diferentes.

Era aproximadamente 10 horas quando o jovem começou a dirigir-se para casa.

Sentado no seu carro, ele começou a pedir " Deus! Se ainda falas com as pessoas, fale comigo. Eu irei ouvi-lo. Farei tudo para obedecê-lo".

Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito estranho: "Pare e compre um galão de leite". Ele balançou a cabeça e falou alto "Deus é o Senhor? ". Ele não obteve resposta e continuou dirigindo-se para casa.

Porém, novamente, surgiu o pensamento "compre um galão de leite".

O jovem pensou em Samuel e como ele não reconheceu a voz de Deus, e como Samuel correu para Eli.

"Muito bem, Deus! No caso de ser o Senhor, eu comprarei o leite".

Isso não parece ser um teste de obediência muito difícil. Ele poderia também usar o leite. O jovem parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa.

Quando ele passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido "Vire naquela rua". Isso é loucura, pensou e, passou direto pelo retorno.

Novamente ele sentiu que deveria ter virado na sétima rua. No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua. Meio brincalhão, ele falou alto "Muito bem, Deus. Eu farei". Ele passou por algumas quadras quando de repente sentiu que devia parar. Ele Brecou e olhou em volta. Era uma área misto de comércio e residência. Não era a melhor área, mas também não era a pior da vizinhança.

Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estavam escuras, como se as pessoas já tivessem ido dormir, exceto uma do outro lado que estava acesa.

Novamente, ele sentiu algo, "Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela casa do outro lado da rua". O jovem olhou a casa. Ele começou a abrir a porta, mas voltou a sentar-se. "Senhor, isso é loucura. Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?".

Mais uma vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite.

Finalmente, ele abriu a porta, "Muito Bem, Deus, se é o Senhor, eu irei e entregarei o leite àquelas pessoas. Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem. Eu quero ser obediente.

Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo, se eles não responderem imediatamente, eu vou embora daqui".

Ele atravessou a rua e tocou a campainha. Ele pôde ouvir uma barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança. A voz de um homem soou alto:

"Quem está aí? O que você quer?". A porta abriu-se antes que o Jovem pudesse fugir. Em pé, estava um homem vestido de jeans e camiseta.

Ele tinha um olhar estranho e não parecia feliz em ver um desconhecido em pé na sua soleira.
"O que é? ". O jovem entregou-lhe o galão de leite. "Comprei isto para vocês". O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto.

Depois, uma mulher passou pelo corredor carregando o leite e foi para a cozinha. O homem seguia-a segurando no braços uma criança que chorava.

Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a falar, meio soluçando "Nós oramos. Tínhamos muitos contas para pagar este mês e o nosso dinheiro havia acabado.

Não tínhamos mais leite para o nosso bebê. Apenas orei e pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de conseguir leite". Sua esposa gritou lá da cozinha:

"Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco... Você é um anjo?

* jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e colocou-o na mão do homem.

Ele voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face. Ele experimentou que Deus ainda responde os pedidos.

Agora, um simples teste para você: Se você acredita em instintos verdadeiros, mande esta mensagem para todos os seus amigos.

Você tem 24h por dia, gasta com muitas coisas.Quanto tempo você leva para parar um pouquinho e ouvir Deus?

AUTOR: Desconhecido

"NAVEGAR É PRECISO !"


Certamente você que navega na internet, também navega no grande mar da vida.

A diferença é que no mar da vida nada é virtual, tudo é real.

Nesse caso você precisa guiar sua vida de modo sábio e na direção certa.

Quem poderá guiá-lo então, num cotidiano de altos e baixos, de sorrisos e lágrimas, de bonança e temporal, de morte e vida?

Só alguém maior que o sol e as estrelas, só alguém maior que a chuva e o vento, só alguém maior que o universo, a morte e a própria vida, só alguém maior que você mesmo para mostrar claramente que rumo tomar.

Jesus Cristo disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim." (João14:06)

Navegue com segurança no mar da vida.

Jesus Cristo é perito o bastante para guiar teu barco a um porto seguro.

AUTOR: Pastor Edilson Ramos

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

"2010. O ANO DA MUDANÇA COM JESUS"


A vida é apenas uma mistura de acontecimentos, de circunstâncias e de situações para muitos de nós. Assim o meu convite está lançado a cada um de nós no intuito de marcar este formidável ano de 2010 como sendo um sinal específico da mudança. Pois o nosso DEUS é um Deus de mudança.


Cada ano que recomeça, são as mesmas coisas; o mesmo círculo de amigos, as mesmas atividades, as mesmas histórias, os mesmos problemas e dificuldades, a mesma concepção das coisas, a mesma atitude, o mesmo comportamento, os mesmos pensamentos, os mesmos sucessos, os mesmos fracassos, os mesmos desejos e esperanças.


Mas existem algumas diferenças dentro de nós que podem marcar a diferença sem realmente ter de alterar nada de extraordinário. Muitas pessoas não querem tomar esta coragem de tomar decisões e ariscar ao agindo e fazendo coisas que poderão demonstrar as nossas particularidades. Esquecem de buscar a direção do ESPÍRITO SANTO, de buscar forças em JESUS para vencer seus medos.


O que é que nos caracteriza e diferencia dos outros? Porque devemos nós fazer sempre as coisas como os outros e procurar assemelhar-se aos outros que cremos serem melhor do que nós? Terão todos eles os mesmos pensamentos, as mesmas esperanças, a mesma personalidade, os mesmos medos e angústias, as mesmas ambições, os mesmos malogros e sucessos, as mesmas visões que os transporta nos sonhos? DEUS usou e usa pessoas com personalidades diferentes, que às vezes tem que ir ao contrário de todos para mostrar qual é a vontade de DEUS. Lembra do profeta Micaías ? (I Rs. 22 v. 12 ao 28).


Fazer esforços de alterar alguns dos nossos pensamentos, dos nossos hábitos, das nossas concepções negativas, nos desperta a realidade para com o nosso próximo. Que as nossas dificuldades, os nossos malogros, os nossos problemas, as nossas decepções, se tornem num trampolim, numa espécie de motor que ativa as nossas vontades e a coragem de não renunciar e continuar a bater-se para um sucesso verdadeiro, duradouro e a uma comunhão mais profunda com o Mestre JESUS. (Rm. 08 v. 38 e 39).


Que este ano através do ESPÍRITO SANTO, traga ainda uma nova respiração para materializar os nossos sonhos dentro da vontade do MESTRE. Realizando os nossos objetivos tão importantes para da nossa felicidade. Não se deixe abater, pois DEUS é com você ! (Rm. 08 v. 37).


É por estas meras e simples palavras que dirijo a minha mensagem a todos com um sinal de esperança, pois sei que “o melhor de DEUS ainda está por vir.” (Rm. 08 v. 18). Nunca pare de lutar, vá em frente, sobretudo com muita fé em Deus e nas vossas capacidades de superar todos os obstáculos para um sucesso perfeito nas nossas relações. Fazendo isso o seu 2010 será inesquecível e diferente dos outros anos que viveu. Com JESUS na vida, faz toda a diferença !


AUTOR: Hurricane


ADAPTAÇÃO: Evangelista Geraldo de Almeida Filho

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"COMEÇANDO BEM E TERMINANDO MAL ?"

O que está acontecendo ?

Um domingo, depois de dirigir o culto em sua igreja como fazia há anos, pastor Mario entrou em seu estúdio, fechou a porta, rasgou seu certificado de ordenação, jogou as chaves da igreja numa gaveta e se foi, para nunca mais voltar ao ministério.
O pastor João serviu à sua igreja fielmente por mais de trinta anos. No entanto, nos últimos anos ele simplesmente cumpria sua obrigação “profissional” de pastor, pregando os mesmos sermões de anos atrás, dando os mesmos conselhos enferrujados e contando os anos até sua aposentadoria.

O caso do pastor José é mais dramático. Um dos promissores talentos da denominação, criado numa pequena cidade do interior, ele tinha se formado com dificuldades no seminário. No ministério demonstrou grande potencial. Aos poucos sua igreja crescia e seu ministério prosperava. Foi uma surpresa quando seu deslize moral foi descoberto. Foi ainda maior a surpresa quando ele recusou o processo de disciplina da denominação e anunciou que iria se “auto-disciplinar”. Hoje ele trabalha de vendedor ambulante, completamente afastado de qualquer atividade ministerial sem sequer congregar-se.

Os nomes dos pastores acima são fictícios, mas eles representam o que acontece em igrejas e ministérios cristãos em todo o mundo. Robert Clinton cita, em seu livro A Escalada de um Líder, que 70% dos ministros do evangelho desistem no meio do caminho e não completam sua carreira.

Este não é o plano de Deus para os homens e mulheres que Ele chamou para a nobre tarefa de comunicar a verdade eterna do Evangelho. A expectativa de Deus é de que como Paulo, cada homem ou mulher que tem um encontro pessoal com ele, envolva-se imediatamente na obra de proclamar as boas notícias reveladas neste encontro. Paulo começou bem sua carreira cristã. Deus também espera que possamos chegar ao fim de nossa vida dizendo como Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2º Tm. 04.07).

O que leva homens e mulheres de Deus, que conhecem as verdades da Palavra e provaram a Sua presença a abandonarem tudo e fazerem escolhas egoístas que destroem seu legado de fé? Basta perguntar a Salomão. Ele é o exemplo do líder que começou bem, mas terminou em desastre. Sua caminhada começou no poder de Deus, mas terminou na idolatria e corrupção. Depois da sua morte, o Reino se dividiu e Israel nunca mais foi o mesmo.

O que aconteceu com o homem mais sábio da Terra? Ele esqueceu o que ele mesmo havia escrito e tornou-se um néscio. O mesmo homem que escreveu “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Pv. 09.10) foi o autor de “Vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Ec. 01.02). O Sábio de Provérbios tornou-se o néscio de Eclesiastes.

O primeiro passo na queda de Salomão se deu no momento em que ele deixou de ouvir e aprender. Em algum ponto da glória e prosperidade ele chegou à conclusão de que já havia aprendido tudo. Um fato da vida é que no momento que deixamos de usar uma parte de nossos corpos, ela começa a definhar. No instante em que Salomão parou de aprender, sua sabedoria começou a encolher.

À medida em que a sabedoria ia murchando, o caráter do rei começou a definhar também. Logo, ele deixou de viver por suas convicções e se deixou influenciar pelas esposas com as quais ele havia casado por conta de acordos de política externa. Elas trouxeram ao palácio real não somente suas riquezas e cultura, mas também seus deuses e crenças, que logo começaram a infectar o caráter enfraquecido do rei. “Já não há lembrança das gerações passadas; nem das gerações futuras haverá lembrança entre os que virão depois delas” (Ec. 01.11). Salomão agora perde de vista seu legado e contribuição ao projeto maior de Deus.

No final do período de ditadura militar no Brasil, um Presidente da República pediu à nação que o esquecesse. O Brasil atendeu a seu pedido. Quase ninguém se lembra dele nem de seu legado.

Salomão chegou a crer que seria esquecido e se esqueceu do legado que foi chamado a deixar para as gerações futuras. Ele investiu em pactos internacionais, num templo e num suntuoso palácio. Nenhuma destas obras resistiu ao tempo.

O processo de atrofia espiritual de Salomão culminou com a perda da relação de intimidade que uma vez ele gozara com Deus. No começo de seu reinado, Deus se manifestou ao rei diretamente em duas ocasiões. Ao chegar ao final de sua vida, seu coração se desviou de seu Deus.

A queda de Salomão foi um processo insidioso, como um câncer que não aparece até que seja demasiado tarde. Não precisamos acabar como Salomão ou como os pastores do início deste texto. Para isto precisamos estar alertas agora, enquanto “pensamos estar de pé” (1º Co. 10.12), ouvindo, aprendendo e vivendo por nossas convicções e na força de um caráter moldado pelo Espírito Santo.

Nunca podemos esquecer de que nosso legado é eterno. Somos parte de um plano maior de Deus que durará para além de nossas existências. E finalmente, não podemos deixar que nada nos afaste de nossa relação de intimidade com Deus. Para isto, podemos aprender com Paulo, que terminou bem. Quando ele falou aos cristãos de Éfeso em sua última visita àquela igreja, afirmou: “Em nada tenho a minha vida como preciosa para mim, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At. 20.24).

AUTOR: Norival Trindade Júnior

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

"CONFRATERNIZAÇÃO DOS ALUNOS DO CETEO"

Confraternização dos alunos do Curso Básico de Teologia. Foi muito bom...
Que DEUS abençoe cada aluno e que 2010 seja de muitos estudos...


Última aula do ano de 2009. Também a despedida da Professora Aparecida Gomes Machado (Cida), ela está indo embora para São Paulo. Sentiremos saudades, pois era uma ótima professora. O Curso Teológico CETEO agradece a Professora Cida Gomes pelo seu empenho e dedicação pelo trabalho na obra do Senhor!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

"ACHANDO A PURIFICAÇÃO"


TEMA: II° REIS CAP. 05 v. 01


Se quisermos ser purificados pelo Senhor, precisamos aprender com essa história bíblica...


  1. A RESPOSTA DE DEUS VEM DE QUEM MENOS ESPERAMOS: (II° Rs. 05 v. 03) = “Disse ela à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.” / Apesar se seu país, Israel, perdera a guerra e ela fosse pega como escrava, ela não deixou de abençoar e mostrar o poder de Deus.

  1. DEVEMOS PROCURAR QUEM TEM AUTORIDADE PARA FAZER ALGO: (II° Rs. 05 v. 05 e 06) = “Respondeu o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. Ele partiu e levou consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez vestes festivais. Levou também ao rei de Israel a carta, que dizia: Logo, em chegando a ti esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures da sua lepra.” / Naamã procurou o seu superior, pois ele tinha autoridade e domínio para enviá-lo a Israel.

  1. DEUS AGE EM NOSSAS VIDAS ANTES DO MILAGRE: (II° Rs. 05 v. 07) = “Tendo lido o rei de Israel a carta, rasgou as suas vestes e disse: Acaso, sou Deus com poder de tirar a vida ou dá-la, para que este envie a mim um homem para eu curá-lo de sua lepra? Notai, pois, e vede que procura um pretexto para romper comigo.” / Mesmo o rei de Israel dizendo que não podia fazer nada, Deus já estava no controle. Preparou o profeta Eliseu.

  1. DEUS QUER USAR OS NOSSOS PROBLEMAS PARA GLORIFICAR SEU NOME: (II° Rs. 05 v. 08) = Ouvindo, porém, Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel. / Sua vida é um canal para propagar a glória de Deus !

  1. DEUS NÃO AGE COMO PENSAMOS: (II° Rs. 05 v. 10 e 11) = Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. Naamã, porém, muito se indignou e se foi, dizendo: Pensava eu que ele sairia a ter comigo, por-se-ia de pé, invocaria o nome do SENHOR, seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra e restauraria o leproso. / Do jeito que Deus age, às vezes nos decepcionamos, mas Ele sempre tem o melhor.

  1. PRECISAMOS ACREDITAR NA PALAVRA DE DEUS: (II° Rs. 05 v. 12 e 13) = Não são, porventura, Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não poderia eu lavar-me neles e ficar limpo? E voltou-se e se foi com indignação. Então, se chegaram a ele os seus oficiais e lhe disseram: Meu pai, se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso, não a farias? Quanto mais, já que apenas te disse: Lava-te e ficarás limpo. / Sem fé é impossível agradar a Deus.

  1. AÍ SIM VEM O MILAGRE, A PURIFICAÇÃO: (II° Rs. 05 v. 14) = Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo.

  1. E O NOME DE DEUS É GLORIFICADO: (II° Rs. 05 v. 15 e 18) = Voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva; veio, pôs-se diante dele e disse: Eis que, agora, reconheço que em toda a terra não há Deus, senão em Israel; agora, pois, te peço aceites um presente do teu servo. Nisto perdoe o SENHOR a teu servo; quando o meu senhor entra na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encosta na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom, quando assim me prostrar na casa de Rimom, nisto perdoe o SENHOR a teu servo.


AUTOR: EVANGELISTA GERALDO DE ALMEIDA FILHO

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"QUEM PODE SER LÍDER NA IGREJA DE CRISTO ?"


A escolha e nomeação de líderes na igreja de Cristo é um processo de vital importância, cuja eficácia é comprometida por dois posicionamentos extremos.


Por um lado, muitas pessoas potencialmente capacitadas pelos parâmetros apresentados nas Escrituras não se imaginam atuando como líderes, pois têm seus conceitos sobre liderança permeados por paradigmas humanos, ultrapassados e não valorizados por Deus.

Para estas pessoas, os líderes têm habilidades naturais que não podem ser aprendidas. Pensam que líderes são aqueles indivíduos visivelmente percebidos como tal, porque tendem a impor melhor suas idéias e conseguem manifestar sua influência sobre outros com muito mais intensidade do que são influenciados por estes.

Indivíduos com esse perfil são rotulados de "líderes natos" - aqueles superdotados no campo dos relacionamentos - cuja ascendência nas relações é notada desde a mais tenra idade. O sentimento de incapacidade é inevitável para muitos que possuem esse elevado e distorcido conceito sobre liderança cristã. Como conseqüência, a igreja de Cristo fica desfalcada de pessoas de valor que poderiam atuar com muita relevância na sua edificação.

Por outro lado, as demandas carentes de líderes se avolumam e mesmo imbuídos da mais nobre intenção de fazer com que as coisas na igreja aconteçam, somos impulsionados a nomear líderes ignorando as orientações bíblicas que deveriam nortear este ato.

As escolhas são direcionadas pela necessidade e, quando muito, por aquilo que se conhece das credenciais humanas, mas não pelos critérios apresentados nas Escrituras.

As experiências profissionais, as habilidades naturais e às vezes somente o fato de alguém aceitar o desafio são os elementos considerados suficientes para conduzir o processo. Como conseqüência, a igreja de Cristo acaba sendo liderada por pessoas biblicamente desqualificadas, cujas atuações são altamente prejudiciais à saúde do Corpo de Cristo.

Em um extremo verificamos a busca pelos poucos naturalmente superdotados e no outro extremo a postura de que qualquer um serve.

À luz dessas considerações, faz-se necessário desmistificar a liderança cristã, sem diminuir sua grandiosidade, e buscar na Palavra de Deus os princípios estabelecidos por Ele para colocar alguém nesta posição.

Se quisermos atuar em obediência ao Senhor, não podemos admitir procedimentos que ignoram Seus critérios para a escolha dos líderes da Sua igreja.

A Palavra de Deus nos apresenta em 1Timóteo 3 e Tito 1 os parâmetros essenciais para a escolha dos oficiais da igreja de Cristo, sejam eles bispos (ou supervisores), sejam eles diáconos.

Os candidatos a líderes na igreja de Cristo, quer liderando algum ministério, quer atuando no diaconato, deveriam ser submetidos ao crivo dessas passagens. São essas qualificações que Deus espera encontrar nos candidatos a líderes do Seu rebanho.

Com isto em mente, destaquemos alguns aspectos essenciais derivados de uma análise mais cuidadosa dessas duas passagens:

Em primeiro lugar é interessante perceber que não vemos nessas passagens a busca por aquelas habilidades normalmente esperadas em um "líder nato". Deus não busca pessoas que "vendam bem suas idéias", ou que influenciem outros com sua personalidade forte, ou mesmo que possuam experiências significativas no mercado de trabalho.

Pelo contrário, Deus estabelece características que são virtudes cristãs acessíveis a todo servo fiel, e que podem ser didaticamente agrupadas da seguinte forma:

- Possuir um lar bem constituído (marido de uma só mulher, filhos fiéis e bem comportados sob disciplina - "pois se alguém não lidera a própria casa como cuidará da igreja de Deus?". A hospitalidade requerida do líder também está relacionada com seu lar - é como se ele dissesse "podem ficar em casa - não tenho nada a esconder!").

- Comportar-se exemplarmente (irrepreensível, bom testemunho dos de fora, primeiramente experimentado, justo, fiel em tudo, piedoso, respeitável, amigo do bem).

- Exalar humildade (modesto, não arrogante, não neófito - para não se ensoberbecer).

- Comunicar-se com santidade (uma só palavra, não maldizente).

- Manifestar autocontrole (domínio de si, sóbrio, temperante, não violento, inimigo de contendas, cordato, não dado ao vinho).

- Apresentar desapego material (não avarento, não cobiçoso de torpe ganância).

- Manejar bem a Palavra da Verdade (apto para ensinar, apegado à palavra fiel, poder para exortar no reto ensino e convencer os que contradizem).

Em segundo lugar é necessário admitir, como desdobramento natural desse entendimento aliado à disposição de obedecer ao Senhor, que será necessário em alguns contextos tomar a corajosa decisão de não realizar alguma obra por falta do obreiro qualificado, ou não preencher algum cargo pela mesma razão.

Finalmente, em virtude deste cenário avaliado, é imperativo ressaltar a importância de se investir em vidas, através do discipulado cristão, como plataforma de formação e capacitação de líderes.

Idealmente, uma igreja sadia deveria ter mais pessoas qualificadas, ou líderes em potencial, do que líderes em exercício - pois as virtudes esperadas dos líderes são na verdade manifestações da piedade, que são, a rigor, o padrão de Deus a ser almejado por todos os seus filhos.

AUTOR: Vlademir Hernandes