sexta-feira, 31 de maio de 2013

"ANTES QUE DECIDAM POR MIM!"


Dia a dia sou pressionado a tomar decisões. A vida me força a isso. Queira ou não, tenho que fazer escolhas. Começo o dia decidindo se vou levantar da minha cama ou não, se tomo esse ou aquele outro remédio (o genérico), se torro o meu dinheiro em dez dias de férias ou se quito as prestações do velho carro, e assim o dia vai passando.

A maior parte de minhas escolhas é trivial, outras nem tanto. As nem tanto são as que fazem diferença; essas, sim, mudam a vida da gente.

Não é fácil decidir (qualquer que seja a decisão), mas é preciso. É fundamental. Mais importante do que tomar uma decisão é tomá-la na hora certa, antes que outros a tomem por você. Se eu fosse contar de quantas situações Deus já me livrou, porque tomei a decisão certa na hora certa.

Pergunta a quem sabe

Para tomar decisões acertadas tenho aprendido que antes de tudo devo consultar Deus, em oração, pois Ele conhece o meu futuro, e nada melhor do que perguntar a quem já sabe o fim da história qual direção tomar para ficar de pé e não cair pelo caminho.

Eu não tenho a menor idéia do que me vai acontecer até o final desse dia, mas Deus sabe. Não apenas sabe, como ainda me diz que posso confiar a Ele a direção da minha vida.

Então, o que faço? Decido sempre em favor de nós dois: dele e de mim, pois Ele me faz as mesmas promessas, que antes fizera ao seu povo: "Eu te ouvirei e cuidarei de ti". E mais: "De mim procede o teu fruto" (Oséias 14:08). Diante de uma palavra como essa, não dá pra não consultar o Senhor antes de qualquer decisão.

Veja as circunstâncias 

Também decido olhando as circunstâncias. O que está acontecendo ao meu lado pode ser uma mensagem indireta de Deus, me mostrando que está na hora de mudar de direção, de sair do conforto (ou do desconforto). Enquanto a minha vida puder abençoar alguns, e eu puder ser abençoado, fico onde estou. No momento em que isso só puder ser conseguido com muita cirurgia e dor, então é sinal de que alguma coisa está errada, e que chegou novamente o momento de decidir em favor da vida que Jesus propõe.

Cedo também aprendi que devo decidir antes que as pessoas o façam por mim. Sempre que posso não espero que escolham o que é melhor pra minha vida. Eu me antecipo. Faço isso com oração, buscando no Senhor o melhor, quando o que está em questão sou eu.

Pessoas indecisas estão sempre à mercê das decisões dos outros. E os outros geralmente decidem em favor deles, não de quem esperou que outros decidissem em seu favor.

Então, decida.

Ore e faça sua escolha em favor do Senhor e de você. Decida de tal maneira que sua escolha honre o nome de Deus. Se sua escolha honrar o nome dele e for o melhor pra você, decida sem medo.

Faça isso. E a assinatura do Senhor virá embaixo.

AUTOR:  Samuel Costa da Silva

segunda-feira, 20 de maio de 2013

"POLICARPO DE ESMIRNA!"


FOI UM DOS PAIS DA IGREJA

Introdução

Nascido em uma família cristã por volta dos anos 70, na Ásia Menor (hoje Turquia), Policarpo dizia ser discípulo do Apóstolo João. Em sua juventude costumava se sentar aos pés do Apóstolo do amor. Também teve a oportunidade de conhecer Irineu, o mais importante erudito cristão do final do segundo século. Inácio de Antioquia, em seu trajeto para o martírio romano em 116, escreveu cartas para Policarpo e para a Igreja de Esmirna.
 
Nos dias do Papa Aniceto, Policarpo visitou Roma, a fim de representar as igrejas da Ásia Menor que observavam a Páscoa no dia 14 do mês de Nisan. Apesar de não chegar a um acordo com o papa sobre este assunto, ambos mantiveram uma amizade. Ainda estando em Roma, Policarpo conheceu alguns hereges da seita dos Valencianos, e encontrou-se com Márcio, o qual Policarpo denominava de “primogênito de Satanás”.

A Carta de Policarpo

Apesar de escrever várias cartas, a única preservada até a data, foi a endereçada aos Filipenses no ano 110. Nesta carta, Policarpo enfatiza a fé em Cristo, e o desenvolvimento da mesma através do trabalho para Cristo na vida diária. Também faz alusão à carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses e usa citações diretas e indiretas do Velho e Novo Testamento, atestando-os como canônicos. Na mesma carta, ele repete muitas informações recebidas dos apóstolos, especialmente de João. Por isto, ele é uma testemunha valiosa da vida e da obra da Igreja primitiva no segundo século.

Policarpo exorta os Filipenses a uma vida virtuosa, às boas obras e à firmeza, mesmo ao preço de morte, se necessária, uma vez que tinham sido salvos pela fé em Cristo. As 60 citações do Novo Testamento, das quais 34 são dos escritos de Paulo, evidenciam seu profundo conhecimento da Epístola do Apóstolo aos Filipenses e outras do mesmo Testamento. Ao contrário de Inácio, Policarpo não estava interessado em administração eclesiástica, mas antes em fortalecer a vida diária prática dos cristãos.

O Martírio de Policarpo

O martírio de Policarpo é descrito um ano depois de sua morte, em uma carta enviada pela Igreja de Esmirna à Igreja de Filomélio. Este registro é o mais antigo martirológio cristão existente. Diz a história que o procônsul romano, Antonino Pius, e as autoridades civis tentaram persuadí-lo a abandonar sua fé em sua avançada idade, a fim de alcançar sua liberdade. Ele entretanto, respondeu com autoridade: “Eu tenho servido Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou? Eu sou um crente”!

No ano 156, em Esmirna, Policarpo é colocado na fogueira. Milagrosamente as chamas não o queimaram. Seus inimigos, então, o apunhalaram até a morte e depois queimaram o seu corpo numa estaca. Depois de tudo terminado, seus discípulos tomaram o restante de seus ossos e o colocaram em uma sepultura apropriada. Segundo a história, os judeus estavam tão ávidos pela morte de Policarpo quanto os pagãos, por causa de sua defesa contra as heresias.

AUTORA: Vânia da Silva

quinta-feira, 2 de maio de 2013

"AUTORIDADES PARA ABENÇOAR!"


O Apóstolo Paulo traz um ensino polêmico desde seus dias: obedecer às autoridades, pois foram instituídas por Deus (Romanos 13.1ss). Tinha em sua mente que cumprir as leis e seguir as autoridades é uma questão de coerência.

Veja o exemplo das leis tributárias: muitas pessoas que não pagam seus tributos justificam sua atitude pela existente corrupção do governo, inoperância dos departamentos públicos, ou falência generalizada do sistema governamental. Ao mesmo tempo em que deixam de cumprir suas responsabilidades, exigem luz nas vias públicas, saneamento básico, segurança, atendimento social em meio às catástrofes, justiça nos tribunais, atendimento policial, educação para as crianças e tantos outros serviços públicos de responsabilidade do Estado.

Ao não pagarem seus tributos, deixam a conta para outro cidadão pagar. Em outras palavras, aqueles que não pagam seus impostos roubam os que pagam. A corrupção e o abuso de autoridade não são combatidos com sonegação e rebeldia, mas com denúncia, resistência social e o voto consciente.

Ao cumprirem suas obrigações com as autoridades, as pessoas ganham autoridade na vida. A isso Paulo chama de consciência. Ganham uma boa consciência perante Deus, seus descendentes, diante das autoridades e diante de si mesmos.

As autoridades são pessoas que precisam de muita oração, carentes da graça de Deus, necessitados do conhecimento de Cristo. Mesmo que não temam ao Senhor, precisamos interceder por eles para serem justos e consistentes em suas decisões e ações.

Tive uma relevante experiência nos últimos quatro anos acompanhando em Brasília o trâmite de uma Lei. Ao todo, fiz quase 70 viagens, conversando pessoalmente com 17 Senadores e 35 deputados federais. Foi uma longa jornada. Mas o êxito somente veio pelo respeito recíproco que tivemos. Foram inúmeras conversas, discussões, muitas em audiências públicas.  A boa vontade foi alcançada pelo bom testemunho que tive ao ser apresentado e mantido ao longo dos relacionamentos. Mesmo opiniões divergentes tiveram respeito recíproco. Tenho consciência que tudo aconteceu debaixo da benção de Deus e da deferência das autoridades com quem me relacionei. Confesso que após vivenciar tantos relacionamentos, minha oração por essas pessoas que ocupam cargos públicos mudou.

Posso afirmar com segurança que vale a pena ser um bom cidadão!

AUTOR: Rodolfo Garcia Montosa

segunda-feira, 22 de abril de 2013

"FUGINDO DA IMORALIDADE SEXUAL!"


"Porém quem se une com o Senhor se torna, espiritualmente, uma só pessoa com ele. Fujam da imoralidade sexual! ... o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo ... Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele" (1º Coríntios 06.17-20 - NTLH). 
  
Quando o apóstolo Paulo deu essas instruções, tinha absoluta consciência das lutas que as pessoas passam contra as tentações na área da sexualidade. Muitas são as formas de desvios expressas na Palavra que se referem a relações sexuais ilícitas, adultério, fornicação, concubinato, prostituição, dentre outros. A Bíblia narra diversas situações para nossa reflexão.

Davi não fugiu

Conta-nos, por exemplo, a história de alguém que não fugiu da imoralidade sexual. "Uma tarde Davi se levantou, depois de ter dormido um pouco, e foi passear no terraço do palácio. Dali viu uma mulher muito bonita tomando banho. Aí ele mandou que descobrissem quem era aquela mulher e soube que era Bate-Seba, filha de Eliã e esposa de Urias, o heteu. Então Davi mandou que alguns mensageiros fossem buscá-la. Eles a trouxeram, e Davi teve relações com ela" (2º Samuel 11.02-04 - NTLH).

Dali em diante, sua impureza gerou mentira e engano, até um horrendo plano de assassinato de seu fiel guerreiro Urias, o esposo traído. As consequências foram terríveis, pois a criança engravidada morreu e houve grande desordem na casa de Davi ao ponto de outro filho seu o desonrar publicamente. Nunca mais a família de Davi foi a mesma. Mesmo arrependido e perdoado, sofreu duras consequências de seu comportamento.  

José fugiu

Mas outra história nos é contada de alguém que fugiu da imoralidade sexual. "O SENHOR Deus estava com José. Ele morava na casa do seu dono e ia muito bem em tudo. Potifar entregou nas mãos de José tudo o que tinha e não se preocupava com nada, a não ser com a comida que comia. José era um belo tipo de homem e simpático. Algum tempo depois, a mulher do seu dono começou a cobiçar José. Todos os dias ela insistia que ele fosse para a cama com ela, mas José não concordava e também evitava estar perto dela. Mas um dia, como de costume, ele entrou na casa para fazer o seu trabalho, e nenhum empregado estava ali. Então ela o agarrou pela capa e disse: - Venha, vamos para a cama. Mas ele escapou e correu fugindo para fora, deixando a capa nas mãos dela" (Gênesis 39.02,06-07,10-12 - NTLH).

Manteve-se fiel ao seu patrão, a Deus e ao seu próprio corpo. A história nos conta como José foi elevado no Egito, tornando-se, depois de faraó, o homem mais poderoso na terra, casando-se, tendo filhos, livrando seu povo da fome e vivendo fartamente seus cento e dez anos junto com seus descendentes até a terceira geração.

Fugir ou não fugir?

Diferentes decisões, diferentes consequências. Fugir ou não fugir, eis a questão. Segundo Paulo, conseguimos fugir, pois nos tornamos um com o Pai, templo do Espírito Santo, comprados pelo precioso preço do sangue de Cristo.

Em outras palavras, temos sua natureza, recebemos sua habitação e nos tornamos sua propriedade. Assim, se houve pecado, arrependa-se e não peque mais (Colossenses 03.05; Tiago 01.21; 1ª Tessalonicenses 04.07).

Vamos todos glorificar a Deus com nossos corpos, sendo nossa sexualidade somente para nosso cônjuge (1ª Coríntios 07.02) e para ninguém mais.


AUTOR: Rodolfo Garcia Montosa

segunda-feira, 1 de abril de 2013

"NÃO TENHA MEDO DE ORAR!"


Ao visitar minha mãe recentemente eu estava folheando uma revista bem conhecida e me deparei com um artigo sobre uma atriz bem conhecida, que é um cristão professo. O artigo descrevia sua fé vibrante e o papel da oração em sua vida. Fui encorajado por seu cultivo de devoção constante. Eu quero crescer nessa também.
Mas o comentário que ficou comigo foi: "Eu não sei pedir [Deus] para a paciência, porque então ele me dá situações em que eu tenho que crescer mais paciente, eu aprendi essa lição!"

Deus abençoe a sua honestidade. Ao longo dos anos muitos cristãos sinceros já disse coisas semelhantes a mim. Peça a Deus para torná-lo mais piedoso eo que acontece? Você ganha mais dificuldade, mais luta e mais dor. Quem quer isso?

A resposta é: devemos! Não é a dor por si só, é claro. Mas, se a disciplina de dor produz um fruto pacífico de justiça (Hebreus 12:11), devemos suplicar para a disciplina. Se isso significa que será mais parecido com ele, mais profundamente conhecê-lo, ser mais livre da descrença com medo, e ter mais capacidade de amar os outros, devemos implorar para ele. "O amor é paciente" ( Coríntios 13:04). Se não queremos mais paciência, o que dizer sobre a nossa visão do amor?

E qual é a alternativa? Shallow amor? Tibieza? Não queremos que essa descrição por CS Lewis é sempre ser verdadeiro de nós?

Parece que Nosso Senhor encontra nossos desejos não muito fortes, mas muito fraco. Somos indiferentes criaturas, enganando sobre a bebida e sexo e ambição quando a alegria infinita nos é oferecido, como uma criança ignorante que deseja continuar fazendo tortas de lama em uma favela, porque ele não pode imaginar o que se entende pela oferta de um feriado no mar. Estamos muito satisfeitos com facilidade "( The Weight of Glory ).

Não! Não vamos ser tão facilmente satisfeitos! Não vamos ter medo de pedir a Deus para fazer "o que for preciso" para trazê-lo a maior glória ea nós a mais profunda alegria. Vamos realmente "prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 03:14). Vamos desejar que o prêmio!

Oh Pai, o que for necessário, aumentar o nosso amor, aumentando a nossa paciência! O que for preciso, aumentar o nosso prazer em você! O que for preciso, alinhar os nossos desejos desonestos com o seu! O que for preciso ensinar-nos a confiar mais em você! E livre-nos a orar estas coisas! Em nome de Jesus, amém.

Eu entendo a nossa irmã atriz da revista, acredite em mim. Deus faz responder a esses tipos de orações. Eu sei que a partir da experiência e da disciplina é muitas vezes doloroso. Mas o que eu gosto de Deus e suas promessas durante estes tempos são tão preciosos que eu não iria trocá-los para o mundo. E eu quero mais. Então eu continuo rezando "o que for preciso", mesmo com algum tremor.

Hoje Jesus está lhe pedindo, "O que você quer que eu faça por você" (Lucas 18:41)? Não tenha medo. Peça (Lucas 11:09)! "É aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino" (Lucas 12:32).


AUTOR: Jon Bloom

terça-feira, 26 de março de 2013

"A TENTAÇÃO DE CRISTO!"


A causa que me moveu a tratar desta passagem das Escrituras, foi para que aqueles que, pela inescrutável providência de Deus, caem em diversas tentações, não se julguem, por causa disso, menos aceitáveis na presença de Deus; mas, pelo contrário, tendo o caminho preparado para vitória através de Cristo Jesus, não temam, acima da medida, as astutas investidas da ardilosa serpente, Satanás; mas, com alegria e coragem, tendo tal Guia, tal Campeão e tais armas, como as encontradas nesta passagem (se com obediência ouvirmos e crermos verdadeiramente), possam assegurar-se do presente favor de Deus e da vitória final, por meio de Cristo, que, para nossa segurança e livramento, entrou na batalha e triunfou sobre seu adversário e sobre toda sua fúria, e também, para que as subsequências, sendo ouvidas e entendidas, possam ser melhor guardadas na memória.

Pela graça de Deus, nos proporemos a observar, no trato deste assunto:

1) Primeiro, o significado da palavra tentação e como ela é usada nas Escrituras;

2) Em segundo lugar, quem é tentado aqui e quando esta tentação aconteceu;

3) Em terceiro lugar, como e por quais meios Ele foi tentado;

4) E por último, porque Ele deveria experimentar aquela tentação e qual o proveito decorrente deste episódio, para nós (a parte aqui traduzida).

"Se és Filho de Deus manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mt. 04:03-04)

 O propósito pelo qual o Espírito Santo conduziu Jesus ao deserto para que Jesus fosse tentado, é nos fazer entender, através deste fato, que Satanás nunca cessa de se opor aos filhos de Deus, mas continuamente, por um meio ou outro, os conduz e os provoca a algum juízo pecaminoso sobre o Deus deles.

Desejar que pedras se transformem em pães ou que a fome seja satisfeita, nunca foi pecado, nem tão pouco uma opinião pecaminosa sobre Deus, mas, creio que esta tentação foi mais espiritual, mais sutil e mais perigosa. Satanás estava se referindo a voz de Deus que disse ser Cristo Seu Filho Amado.

Contra esta declaração ele luta, como lhe e intrínseco fazer, contra a indubitável e imutável palavra de Deus; pois sua malícia contra Deus e seus filhos escolhidos é tal, que para quem Deus declara amor e misericórdia, a estes ele ameaça com desprazeres e maldições; e onde Deus ameaça morte, lá ele é audacioso em declarar vida. Por causa disto Satanás é chamado de mentiroso desde o princípio (Jo. 08:44).

Assim sendo, o objetivo de Satanás é levar Cristo a desesperança, para que Ele não creia na voz de Deus seu Pai; e este parece ser o significado desta tentação: "Tu ouviste", Satanás diria, "uma voz dos céus dizer que Tu eras o amado Filho de Deus, no qual Ele se compraz (Mt. 03:17), mas não te julgarão louco ou um tolo sem juízo, se creres em tal promessa? Onde estão os sinais deste amor? Tu não estás sem o conforto de todas as criaturas? Tu estás pior do que as brutas feras, pois todo dia elas caçam para se alimentar e a terra produz grama e ervas para seu sustento, de forma que nenhuma delas definha ou é consumida pela fome. Mas tu jejuas há quarenta dias e quarenta noites, esperando sempre algum alívio e conforto dos céus, mas tua melhor provisão são pedras duras! Se Te glorias em teu Deus, e crês verdadeiramente na promessa que foi feita, ordena que estas pedras se transformem em pães. Mas, é evidente que Tu não o podes fazer, pois se pudesses, ou se teu Deus tivesse Te concedido tal privilégio, há muito terias matado tua fome e não necessitarias suportar este abatimento por falta de comida. Mas vendo que ainda continuas assim e que nenhum mantimento foi preparado para Ti, é presunção acreditar em tal promessa, e por isso, perca a esperança de qualquer socorro das mãos de Deus e proveja para Ti, por qualquer outro meio!"

Eu usei muitas palavras, mas eu não posso expressar o grande despeito que se esconde nesta tentação de Satanás. Foi uma zombaria de Cristo e de sua obediência. Foi uma clara rejeição da promessa de Deus. Foi a voz triunfante dele que aparentava ter conseguido a vitória. Oh! quão amargo este tipo de tentação é, nenhuma criatura pode entender, a não ser os que sentem a dor de tais dardos lançados por Satanás na consciência sensível dos que alegremente descansam e repousam em Deus e nas suas promessas de misericórdia.

Mas aqui devemos notar a base e o fundamento desta tentação. A conclusão de Satanás é esta: "Tu não és um eleito de Deus, muito menos seu Filho amado". Sua razão é esta: "Tu estás em dificuldades e não achas alívio". Logo, o fundamento da tentação era a pobreza de Cristo e a falta de comida, sem esperança de receber, da parte de Deus, o remédio. É a mesma tentação com a qual o diabo objetou a Cristo por meio dos principais sacerdotes, quando em seu tormento atroz na cruz; eles gritavam: "Se Ele é Filho de Deus, deixe que desça da cruz e creremos nele. Confiou em Deus; pois venha livrá-lO agora, se de fato Lhe quer bem" (Mt. 27:40,43). Como se dissessem: "Deus liberta os seus servos dos problemas. Ele nunca permite que os que O temem sejam envergonhados. Mas vemos este homem em angústia extrema. Se Ele é o Filho de Deus, ou ainda um verdadeiro adorador do Seu nome, Deus o livrará desta calamidade. Se não livrá-lO, mas permitir que pereça nesta angústia, então é um sinal seguro de que Deus O rejeitou, como hipócrita, que não terá porção de sua glória". Assim, Satanás tem oportunidade para tentar e também para mover outros a julgar e condenar os eleitos de Deus e seus filhos escolhidos, em função de que lhes sobrevêm muitas angústias.

Aprenderemos, agora, com quais armas devemos lutar contra tais inimigos e assaltos, na resposta de Jesus: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus".

A resposta de Cristo prova aquilo que estivemos mencionando antes, pois a menos que o propósito de Satanás tenha sido demover Cristo de toda esperança na providência misericordiosa de Deus concernente a Ele, naquela sua necessidade, Cristo não respondeu diretamente às palavras de Satanás: "ordene que estas pedras se transformem em pães" (Mt. 04:03). Mas Jesus Cristo, percebendo sua astúcia e malícia sutis, respondeu diretamente ao significado delas, desconsiderando suas palavras. Nesta resposta Satanás foi tão frustrado, que teve vergonha de replicar além, sobre este assunto.

Mas para que você entenda melhor o significado da resposta de Cristo, a expressaremos em outras palavras: "Você labora", Cristo diria, "em trazer ao meu coração dúvida e suspeita com relação a promessa de meu Pai, que foi publicamente proclamada no meu batismo, por causa da minha fome e da carência de toda provisão carnal. Você é audacioso em afirmar que Deus não cuida de mim. Mas você é enganador e sofista corrupto, e seu argumento é vão e repleto de blasfêmias; pois você vincula o amor, misericórdia e providência de Deus, a ter ou carecer da provisão carnal, o que não nos é ensinado em nenhuma parte das Escrituras de Deus, mas antes, elas expressam o contrário. Como está escrito "Nem só de pão...", ou seja, a vida e a felicidade do homem não consistem na abundância de coisas corpóreas, pois a possessão delas não abençoa ou torna feliz o homem, nem a falta delas é a causa da sua miséria final; mas a vida do homem consiste em Deus e nas suas promessas, e os que nelas se apegam sinceramente, viverão a vida eterna. E embora todas as criaturas na terra o desamparem, sua vida corpórea não perecerá até que o tempo apontado por Deus chegue. Pois Deus tem meios para alimentar, preservar e manter, ignorados pela razão humana e contrários ao curso comum da natureza. Ele alimentou seu povo Israel no deserto quarenta anos sem provisão humana. Ele preservou Jonas na barriga do grande peixe e manteve e guardou os corpos dos seus três filhos (Sadraque , Mesaque e Abede-Nego) no fogo da fornalha. A razão e o homem natural não viam saída nestes casos, a não ser destruição e morte, e julgariam que Deus havia retirado o Seu cuidado destas suas criaturas; e todavia, sua providência foi mais zelosa em relação a eles no limite dos perigos que enfrentaram, dos quais Ele os libertou de tal forma (e durante os assistiu), que sua glória, que é sua misericórdia e bondade, apareceu e sobressaiu-se mais, depois de seus problemas, do que se eles tivessem sucumbindo neles. E por esta razão, eu não meço a verdade e favor de Deus pelo fato de ter ou não necessidades físicas, mas pela promessa que Ele fez para mim. Assim como Ele é imutável, também são a sua palavra e promessa, as quais, Eu creio, me apego e sou fiel, independentemente do que possa vir externamente ao corpo".

Nesta resposta de Cristo podemos discernir quais armas devem ser usadas contra nosso adversário, o diabo, e como devemos refutar seus argumentos, que, com astúcia e malícia, ele faz contra os eleitos de Deus. Cristo poderia ter repelido Satanás com uma palavra ou pensamento, ordenando-o calar, como Aquele a quem todo poder foi dado no céu e na terra. Mas foi agradável a sua misericórdia, nos ensinar como usar a espada do Espírito Santo, que é a palavra de Deus, na batalha contra nosso inimigo espiritual. O texto da Escritura mencionado por Cristo, encontra-se no oitavo capítulo de Deuteronômio. Foi dito por Moisés, um pouco antes de sua morte, para firmar o povo na misericordiosa providência de Deus; pois no mesmo capítulo, e em outros depois deste, ele avalia a grande luta, os diversos perigos e as necessidades extremas que eles tiveram que suportar no deserto, no período de quarenta anos; e quão constante Deus tinha sido em mantê-los e em cumprir sua promessa, conduzindo-os através de todos os perigos até a terra prometida. E assim, este texto da Escritura responde, mais diretamente, às tentações de Satanás, pois Satanás raciocina deste modo(como mencionei antes): "Tu estás em pobreza e não tens provisão para sustentar tua vida. Isto prova que Deus não considera e nem toma conta de Ti, como Ele faz com os seus filhos escolhidos", Jesus Cristo responde: "Teu argumento é falso e vão, pois pobreza ou necessidade não excluem a providência ou cuidado de Deus, os quais são facilmente provados pelo exemplo do povo de Israel, que no deserto, muitas vezes, necessitou de coisas necessárias ao sustento da vida e, por carecerem delas, invejaram e murmuraram. Apesar disto, o Senhor nunca retirou deles seu cuidado e providência, mas, em conformidade ao que uma vez falou, a saber, que eles eram seu povo peculiar, e em conformidade a promessa feita a Abraão e àqueles que saíram do Egito, Ele continuou sendo seu guia e condutor, até que os colocou na tranqüila possessão da terra de Canaã, não obstante a grande debilidade e as diversas transgressões do seu povo".

Assim, nós somos ensinados, por Jesus Cristo, a repulsar Satanás e seus assaltos pela palavra de Deus e a aplicar os exemplos de sua misericórdia, mostrada a outros antes de nós, para nossa alma nas horas de tentação e nos tempos de nossas tribulações; pois aquilo que Deus faz a alguém em determinada época, cabe a todos que confiam e dependem Dele e nas suas promessas. Por esta razão, por mais que sejamos assaltados pelo nosso adversário Satanás, encontramos, na Palavra de Deus, armadura e armas suficientes.

A principal astúcia de Satanás é atormentar aqueles que começaram a abandonar seu domínio e a declarar inimizade contra a iniquidade, com diversos ataques, tendo como objetivo colocar em suas consciências, divergências entre eles e Deus, para que eles não descansem e repousem nas seguras promessas de Deus. E para conseguir isto, ele usa e inventa vários argumentos. Algumas vezes ele chama à lembrança deles, os pecados de sua juventude ou aqueles que cometeram no tempo de cegueira. Freqüentemente ele objeta a ingratidão deles em relação a Deus e suas presentes imperfeições. Através de doença, pobreza, tribulações nos seus lares, ou pela perseguição, ele pode alegar que Deus está zangado e não liga para eles. Ou pela cruz espiritual, que poucos sentem e menos ainda entendem sua utilidade e proveito, ele poderia levar os filhos de Deus ao desespero e, através de infinitos meios mais, ele anda ao redor como um leão que ruge, para minar e destruir nossa fé.

Mas é impossível para ele prevalecer contra nós, a menos que nós, obstinadamente, nos recusemos a usar a proteção e a arma que Deus tem oferecido.

Os eleitos de Deus não podem recusá-la, mas buscar pelo seu Defensor quando a batalha estiver mais acirrada, pois os soluços, gemidos e lamentações de tal luta (vencer o medo, as súplicas por persistência), são a busca incontestável e certa de Cristo nosso campeão. Não recusamos a arma, embora algumas vezes, por debilidade, não a usemos como devêssemos. É suficiente que seus corações sinceramente clamem por forca maior, por persistência e pelo livramento final de Cristo Jesus.

Aquilo que carecemos, Sua suficiência supre; pois é Ele que luta e triunfa por nós.

AUTOR: John Knox

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"ESTUDE TEOLOGIA CONOSCO!"

Matrículas abertas  para 2013

Início das Aulas: 04/02/2013

Maiores informações:

Fone: (31) 8210-7678 - Claro ou (31) 8807-0678 - Oi

e-mail: geraldinhho_ufv@hotmail.com

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

"DEIXA MEU POVO IR!"


Temos que sair do Egito e tirar o Egito de dentro! Para sair, enfrentamos pelo menos cinco tentativas que o Egito usa para nos manter presos, todas expressas nas palavras de faraó. 

A primeira luta externa foi impondo ao povo a tarefa de "ajuntar palha" (Êxodo 05. 07, 08a).

Representando a sobrecarga em nossa vida de atividades e trabalhos inúteis que roubam nosso tempo para as coisas que têm verdadeiro valor, ao que podemos chamar de ATIVISMO.

 A segunda luta externa é contra o SINCRETISMO.

Preste atenção nas palavras de faraó: "vão oferecer sacrifícios ao seu Deus, porém façam isso aqui mesmo, no Egito" (Êxodo 08. 25 - NTLH). Há uma clara intenção de intervir no culto a Deus. Cultuar a Deus dentro do Egito significa misturar-se às práticas de outras religiões ou filosofias estranhas, confusas, idólatras, que tiram a pessoalidade de Deus, introduzindo feitiçarias no lugar do relacionamento, rituais mágicos ao invés de busca de uma vida coerente com a santidade de Deus. Por causa do sincretismo é introduzido o uso supersticioso de objetos ungidos e santificados, água consagrada, relíquias, copo d'água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, óleos de Jerusalém, água do Jordão, trombetas de Gideão, cajado de Moisés, indulgências disfarçadas, amuletos, imagens de escultura.

Enfim, a criatividade usada para manter-nos no Egito não tem limites. Definitivamente, não dá pra servir a dois senhores (Mateus 06. 24) e nenhum objeto jamais substituirá o relacionamento desejável com Deus mediado única e exclusivamente por Cristo (1º Timóteo 02. 05). Também o sincretismo introduz vícios na oração, às vezes como o pagão que dá ordem aos deuses e quer manter o controle da ação; às vezes como o hindu que se entrega passivamente à fatalidade, sendo controlado pela ação.

A Bíblia nos ensina que a oração é o convite que o Senhor nos faz para nos relacionarmos com ele e participarmos da ação que ele iniciou. Não comandamos Deus, nem nos anulamos, mas nos envolvemos ativamente no curso da história. Precisamos ser libertos de todo o tipo de sincretismo em nossas vidas e em toda expressão de culto a Deus. Mas o desafio é grande, pois não podemos nos fundir ao Egito, a fim de não perder nossa identidade, nem nos isolar das pessoas que ainda habitam esse Egito, para não perder nossa relevância.

Quando o sincretismo alcança o nível da pregação, ou seja, quando o próprio púlpito torna-se proclamador da adoração a outros deuses, aí significa a institucionalização do desvio. O púlpito deve ser libertador e comprometido com a verdade do evangelho, e não refém, sem lucidez e discernimento. Mas a boa notícia é que o próprio Senhor sempre guardou pessoas que não se inclinaram aos deuses deste século (Romanos 11. 04).    

Rebeldia: Luta interior

Façamos agora um parênteses para introduzir o primeiro item que temos que tirar de dentro de nós, mesmo quando já saímos do Egito. A primeira luta interior chama-se rebeldia e está expressa tanto na história de Miriã e Arão (Números 12), quanto na revolta coordenada por Corá e mais 250 líderes em Israel (Números 16) quando se levantaram contra a autoridade de Moisés. O fato é que a experiência no Egito tinha deixado traumas profundos do abuso e exploração do poder e autoridade. Havia razão de sobra nessa história de opressão para não mais confiar em qualquer pessoa colocada em um posto de autoridade. De verdade, os rebeldes tiveram por ambição tomar o lugar do líder.

Mas o que não entenderam é que Deus havia preparado Moisés para essa posição. Sua liderança era ônus e não bônus, serviço e não exploração, doação e não recepção de benesses. Assim também em nossas vidas, mesmo quando saímos do Egito, podemos carregar o pensamento que todo o tipo de autoridade deve ser rejeitada, assim como Faraó. É necessário tirar essa marca do Egito de dentro de nós e resgatarmos a aceitação e apoio às lideranças que Deus mesmo levanta sobre nossas vidas no ambiente da família (Efésios 06. 02), no trabalho (Efésios 06. 05-09), na vida civil (Romanos 13. 01-04) e também na igreja (Hebreus 13. 07, 17).

Devemos respeitar, orar e trabalhar em conjunto com nossos líderes. 

A boa notícia é que Deus enviou o libertador. Moisés é uma figura de Cristo, nosso grande libertador. Podemos descansar na verdade que, não importa o tamanho da força do Egito e da voracidade de Faraó, "se o Filho os libertar, vocês serão, de fato, livres"  (João 08. 36 - NTLH).  Afinal, nosso Pai continua determinando: deixa meu povo ir!


AUTOR: Rodolfo Garcia Montosa 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

"ANO NOVO! 2013 COM JESUS!"

 
Chegamos ao final de mais um ano! Pela graça do nosso bom Deus vencemos mais uma vez! As lutas vieram, mas triunfamos, no Senhor Jesus, sobre todas elas. Jesus nos fez vencedores em tudo! Atravessamos vales escorregadios, desertos causticantes, tempestades bravias, montanhas que pareciam intransponíveis e saímos ilesos porque o Senhor esteve conosco!

            Este é um momento oportuno para refletirmos sobre o ano que passou. Com certeza muitas coisas boas e ruins aconteceram, mas em todas elas tivemos experiências que marcaram nossa vida para sempre. Para nós, que cremos na soberania de Deus, nada nos aconteceu por acaso, mas tudo teve um fim proveitoso. Como disse o apóstolo Paulo aos Romanos: “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus”. Às vezes não entendemos certos acontecimentos, mas mesmo assim devemos ter o espírito de gratidão ao Pai, pois temos consciência de que Ele, com sabedoria infinita, controla todas as coisas.

            Um novo ano nos espera e com ele a esperança de dias melhores. As expectativas são muitas. Porém, o que acontecerá só Deus sabe! No entanto, acreditamos que Deus continuará nos abençoando. 

            A passagem de ano é um bom momento para projetar nosso futuro, sabendo que O homem faz planos, mas a resposta certa vem dos lábios do Senhor”, como diz a Palavra de Deus em Provérbios. Nesta oportunidade, queremos convidá-lo, juntamente com sua família, para fazer um projeto de vida. Um projeto a curto, médio e a longo prazo, colocando no papel aquilo que você deseja, não esquecendo sobretudo do lado espiritual, pois ele é fundamental. A Bíblia diz: “Buscai primeiro o Reino de Deus e as demais coisas serão acrescentadas”.
 
            O problema de muitas pessoas é que costumam deixar Deus em segundo plano e o resultado é uma vida embaraçada, enrolada, atrapalhada em todos os sentidos. O Salmo 34 diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará”. Confia no Senhor Jesus e Ele cuidará dos detalhes de sua vida no ano vindouro! Que Deus nos abençoe e nos faça prosperar!

 Que no ano de 2013, sua vida possa estar no centro da vontade de Deus, pois como o Senhor foi conosco em 2012, será também neste novo ano. Como diz no Salmo 46: "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. O Senhor dos exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra."


AUTOR: Pastor Florêncio Moreira de Ataídes e Evangelista Geraldinho

emos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.

Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.)
Salmos 46:1-3
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.

Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.)
Salmos 46:1-3
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.

Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.)
Salmos 46:1-3
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.

Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.)
Salmos 46:1-3
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.

Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.)
Salmos 46:1-3

"OS 5 TIPOS DE PESSOAS - QUAL VOCÊ É?"

 
O autor Gordon MacDonald observa que há, nos relacionamentos, cinco tipos de pessoas. Num primeiro momento, categorizar as pessoas pode parecer meio frio e calculista, mas uma reflexão um pouco mais profunda sobre o tema pode ser profundamente libertadora e pode impactar os nossos relacionamentos de uma maneira fantástica. Vamos ver o que ele diz, e como isso pode nos ajudar:

Mentores: Primeiro, há as pessoas de quem aprendemos, ou mentores. São normalmente mais velhos e experientes, e de certa forma sabem o caminho para onde queremos ir. Nós precisamos buscá-los intencionalmente, investir em oração para encontrá-los e desenvolver relacionamento com eles, pois dificilmente virão atrás de nós.

Amigos Fiéis: O segundo tipo, são os amigos fiéis, aqueles que andam conosco lado-a-lado. São os parceiros de caminhada que compartilham da nossa visão e paixão. Se estivéssemos no exército, seriam os "companheiros de armas". Aqueles que enfrentam conosco as lutas, e que são amigos o bastante para fazerem perguntas difíceis e nos manterem honestos e na direção certa.

Aprendizes: O terceiro tipo, são os aprendizes ou ensináveis. Pessoas que aprendem conosco. Normalmente mais novos na fé, se apoiam em nós para aprender mais, e desenvolver sua fé e maturidade pessoal. Aqueles em quem fomos chamados a investir.

Legais: O quarto tipo são as pessoas "legais". Aqueles que usufruem da nossa paixão e visão, mas contribuem muito pouco para ela. São, na verdade, a grande maioria das pessoas, e corremos o risco de passar a maior parte do tempo tentando agradá-las.

Sugadoras: O quinto tipo são as pessoas "sugadoras", aquelas que sabotam a nossa paixão e visão causando conflitos e buscando conforto e reconhecimento constante. Sempre demandam ser paparicadas e celebradas.

Talvez, ao ler essas descrições, alguns nomes tenham surgido em sua mente. E é exatamente isso que devemos buscar, pois ao compreendermos a posição em que as pessoas se encontram, podemos ajustar nossas expectativas em relação a elas.

Exigindo o que não é possível

 
O fato é que nos frustramos porque não paramos para avaliar o papel das pessoas em nossas vidas. Quando espero desenvolver com alguém um relacionamento num nível em que não está capacitado a ter, minha decepção será inevitável. Por exemplo, se eu vejo um amigo como um parceiro lado-a-lado, mas ele é na verdade apenas legal, meus investimentos em desenvolver o relacionamento não serão correspondidos, e certamente me frustrarei.

Por outro lado, minha má avaliação pode também colocá-lo em situação difícil, que ainda não está preparado para lidar. Por exemplo, se eu vejo uma pessoa ensinável como um parceiro lado-a-lado, posso facilmente lhe causar sofrimento desnecessário ao inseri-lo em situações além de sua capacidade. Se eu exigir de uma pessoa legal, aprendizado e mudança de vida vou comprometer o relacionamento, pois isso vai além da simples amizade que ela deseja ter.

Desta forma, uma percepção do papel em que as pessoas atuam podem nos poupar sofrer e de causar sofrimento, pois nem nos expomos nem expomos aos outros a situações indesejadas ou a que não estamos preparados.

Mas há também o outro lado da moeda. Qual tem sido o meu e o seu papel diante dos relacionamentos que desenvolvemos? Da mesma forma que devemos investir prioritariamente nos três primeiros tipos de pessoas, precisamos buscar também ser um deles, evitando ao máximo sermos apenas legais, ou pior, sugadores.

Isso não significa que devemos obliterar as pessoas dos dois últimos tipos. Devemos tratá-las com dignidade e compaixão, afinal, elas também podem se tornar pessoas ensináveis e com o tempo grandes parceiras e até mentoras.

Nós precisamos aprender a investir o nosso tempo com sabedoria, e aprender a esperar das pessoas o que elas de fato podem nos oferecer e oferecer o máximo que pudermos a quem, de fato, pode melhor aproveitar. Assim podemos ter relacionamentos saudáveis e bem "resolvidos", em qualquer nível que seja.

Charles Chaplin disse que "cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso".

Estes são os 5 tipos de pessoas com quem nos relacionamos: Os Mentores - com quem aprendemos, os Amigos fiéis - com quem podemos contar, os Aprendizes (ensináveis) - que estão buscando o crescimento, os Legais - aqueles que querem se divertir, mas nada além disso, e os Sugadores - aqueles que demandam muito do nosso tempo e atenção, mas acrescentam pouco à nossa vida.

Que tipo de amigo você é?

A pergunta que eu preciso fazer é : "onde você se encaixa?". Que tipo de amigo você é?
Um mentor? Alguém que dá exemplo, mostra o caminho? Um amigo fiel? Alguém com quem os outros podem contar? Talvez seja um aprendiz, lutando para crescer e melhorar, ou uma combinação dos três?

O problema é se você for apenas um Legal, que só procura diversão e nada além, ou pior, um Sugador, que só pensa em si mesmo e nada acrescenta à vida de seus amigos.

Faça essa auto-avaliação. Se você estiver entre esses últimos, é hora de crescer. Repense suas atitudes e rompa com esses padrões de comportamento. Comece tornando-se um aprendiz, investindo no seu crescimento pessoal. Procure um mentor, alguém em quem possa se espelhar e encontrar ajuda. Leia bons livros, assista bons filmes e cresça. Em seguida, comece a investir nos relacionamentos. Logo você se tornará um amigo fiel e com o tempo, um mentor, e seus relacionamentos serão muito mais profundos e satisfatórios.

Se você já está entre os primeiros (mentor, amigo fiel e/ou aprendiz), meus parabéns! Você está no caminho certo. Continue investindo nas pessoas e deixe a sua marca.

Como afirma Charles Chaplin "...cada pessoa que passa em nossa vida deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós...". Então, que você possa sempre deixar algo muito bom.


AUTOR: ELY TORRESIN