quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"DECISÕES: PEDRAS OU PÃES!"

Nas férias, li um artigo muito interessante intitulado ‘bread or stone' (pão ou pedra). O que mais me chamou a atenção foi o modo como o autor lidou com o tema ‘tomada de decisões'. Utilizando a figura do pão e da pedra, ele trabalhou duas idéias básicas. A primeira é a de que a grande maioria dos líderes gosta de tomar decisões do tipo ‘pão' (aquelas que ‘alimentam' o grupo gerando contentamento e que são de fácil digestão).

Liderados gostam desse tipo de decisão e chegam a aplaudir seus líderes quando estes a tomam. Esses líderes se esquecem, porém, de onde vem o pão: da farinha! Decisões desse tipo, em geral, não servem para construirmos grandes ações no Reino. Apesar de agradar a maioria, a curto prazo, acabam se tornando ineficientes e prejudiciais ao grupo. 

Por outro lado, existem decisões do tipo ‘pedra' (são aquelas ‘duras de engolir' e que ‘não servem de travesseiro'). A grande maioria dos liderados detesta quando o líder toma uma decisão assim e, em geral, reclama, tentando transformar a ‘pedra' em ‘pão'. Dizem que o líder é ‘duro demais' ou então que não tem ‘jogo de cintura'. A questão é que com pedras podemos construir alicerces que no futuro darão segurança e estabilidade a nossos investimentos no Reino de Deus.

Sempre esbarraremos em ‘pedras e pães'. Precisamos de sabedoria para não nos deixarmos influenciar por nossos expectadores e darmos o pão na hora errada ou oferecermos a pedra quando os alicerces já estão construídos. E é aqui que entra o discernimento. Sem ele temos de tudo para errar, mas com ele o acerto já é garantido. Na prática, o discernimento seria a arte de dar pão e pedra de acordo com as necessidades do Reino. Como descobrir isso? Precisamos de intimidade com Deus para ouvirmos a voz do Espírito Santo mas também de avaliação honesta, crítica e profunda sobre a situação. Não podemos ser dirigidos por comentários infundados, opiniões que não expressam a realidade ou então provocações de nossa carnalidade. Com discernimento, poderemos agir motivados pelo que é certo e não pelo que é simpático; pelo que é proveitoso para o Reino e não proveitoso para um pequeno grupo de pessoas; pelo que é melhor a longo prazo e não apenas melhor para um momento.

Pensando neste tema, lembrei das palavras de Jesus "não só de pão viverá o homem..." e "sobre essa pedra edificarei minha Igreja'. É mais fácil carregar e distribuir pães do que pedras. E aí mora o perigo: fazermos o mais fácil. Quem quer produzir pão precisa primeiro construir sua padaria, e aí entra a figura da pedra que dá a solidez para construção e pode ser utilizada até mesmo para erguer as paredes. Nossas decisões devem priorizar a solidez e o correto. Se os pães puderem ser utilizados depois, então, que nós os distribuamos. Alimentar o liderado não é o bastante: precisamos dar-lhe uma base sólida para que ele tenha onde se abrigar nas tempestades da vida.

Que descubramos como carregar e distribuir pedras para a edificação. E que após isso tenhamos a alegria de entregar muitos pães, quentinhos e saborosos, que, com certeza, gerarão satisfação a todos.

REFLEXÃO

1.  Você está diante de decisões do tipo ‘pedra e pão?
2.  Com discernimento, qual é a decisão ideal para esse momento?
3.  Sua liderança tem sido marcada pela solidez ou apenas pela simpatia?
4.  Você tem construindo um ministério sólido, mesmo quando algumas decisões desagradam seus liderados?
5.  Você é guiado pelo discernimento ou pelos apelos emocionais de um grande ou pequeno grupo?
6.  Deus tem te dado pedras ou pães para a distribuição?

Só um lembrete: pedra não é espinho. É possível entregar pedras sem ferir ninguém. Por outro lado, pão, depois de algum tempo, pode se tornar duro como uma pedra.

Que Deus nos dê sabedoria nas decisões.

AUTOR: Guilherme Ávilla Gimenez

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"OS PAIS APOSTÓLICOS"

Os Pais Apostólicos

           O nome “pais apostólicos” tem sua origem na Igreja do Ocidente do século II. São chamados de “pais apostólicos” os homens que tiveram contato direto com os apóstolos ou, então, foram citados por alguns deles. Destacam-se entre os indivíduos que regularmente recebem esse título, Clemente de Roma, Inácio e Policarpo, principalmente este último, pois existem evidências precisas de que ele teve contato direto com os apóstolos.

Clemente de Roma (30-100)

Várias hipóteses já foram levantadas sobre Clemente para identificá-lo. Para alguns, ele pertencia à família real. Para outros, ele era colaborador do apóstolo Paulo. Outros ainda sugeriram que ele escreveu a carta aos Hebreus. Em verdade, as informações a respeito de Clemente de Roma vão desde lendárias a testemunhas fidedignas. Alguns pais, como Orígenes, Eusébio de Cesaréia, Jerônimo, Irineu de Lião, entre outros, aceitaram como verdadeira a identificação de Clemente de Roma como colaborador do apóstolo Paulo.

A principal obra de Clemente de Roma é uma carta redigida em grego, endereçada aos crentes da cidade de Corinto, mais ou menos no final do reinado de Domiciano (81-96) ou no começo do reino de Nerva (96-98). A epístola trata, principalmente, da ordem e da paz na Igreja. Seu conteúdo traz à tona o fato de os crentes formarem um corpo em Cristo, logo deve reinar nesse corpo a unidade, e não a desordem, pois Deus deseja a ordem em suas alianças. Traz, ainda, a analogia da adoração ordeira do Antigo Israel e do princípio apostólico de apontar uma continuidade de homens de boa reputação.

Inácio de Antioquia (??-117)

Mesmo sendo de Antioquia, seu nome, Ignacius, deriva-se do latim: igne: “fogo”, e natus: “nascido”.

Conforme seu nome sugere, Inácio era um homem nascido do fogo, ardente, apaixonado por Cristo. Segundo Eusébio, após a morte de Evódio, que teria sido o primeiro bispo de Antioquia, Inácio fora nomeado o segundo bispo dessa influente cidade.

Inácio escreveu algumas epístolas às comunidades cristãs asiáticas: à igreja de Éfeso, às igrejas de Magnésia, situada no Meander, à igreja de Trales, às igrejas de Filadélfia e Esmirna e, por fim, à igreja de Roma. O objetivo da carta a Roma era solicitar que os irmãos não impedissem seu martírio, o que aconteceria durante o reinado de Trajano (98-117).

Antioquia

Foi fundada por volta do ano 300 a.C., por Seleuco Nicátor, com o nome de Antiokkeia, (cidade de Antíoco). Tornou-se capital do império selêucida e grande centro do Oriente helenístico. Conquistada pelos romanos por volta do ano 64 a.C., conservou seu estatuto de cidade livre e foi a terceira cidade do Império depois de Roma e Alexandria (no Egito), chegando a abrigar 500 mil habitantes. Evangelizada pelos apóstolos Pedro, Paulo e Barnabé, tornou-se metrópole religiosa, sede de um patriarcado e centro de numerosas controvérsias, entre elas, o arianismo, o monofisismo, o nestorianismo. Era considerada a igreja-mãe do Oriente.

Policarpo (69-159)

Sobre sua infância, família e formação, não temos informações precisas, contudo há documentos históricos sobre ele. Graças a alguns testemunhos fidedignos, podemos reconstruir sua personalidade. Foi discípulo do apóstolo João, amigo e mestre de Irineu, tendo ainda conhecido Inácio, sendo consagrado bispo da igreja de Esmirna. Quanto aos seus escritos, o único que restou desse antigo pai da igreja foi a sua epístola aos filipenses, exortando-os a uma vida virtuosa de boas obras e a permanecerem firmes na fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Seu estilo é informal, com muitas citações do Velho e do Novo Testamentos.

Faz, ainda, 34 citações do apóstolo Paulo, evidenciando que conhecia bem a carta desse apóstolo aos filipenses, entre outras epístolas de Paulo. Há, também, os depoimentos de Eusébio e Irineu, relatando a intimidade de Policarpo com testemunhas oculares do evangelho. Segundo Tertuliano, Policarpo teria sido ordenado bispo pelas mãos do próprio apóstolo João.

O martírio de Policarpo

O martírio de Policarpo é descrito um ano depois de sua morte, em uma carta enviada pela Igreja de Esmirna à Igreja de Filomélio. Esse registro é o mais antigo martirológio cristão existente. Diz a história que o procônsul romano, Antonino Pius, e as autoridades civis tentaram persuadi-lo a abandonar sua fé, quando já avançado em idade, para que pudesse ser livre.

Ele, entretanto, respondeu com autoridade: “Eu tenho servido a Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou? Eu sou um crente!”.

Justino, o mártir (100-170) 

Flávio Justino Mártir nasceu em Siquém, na Palestina, no início do segundo século e morreu mártir no ano 170. Depois de peregrinar pelas mais diversas escolas filosóficas (peripatética, estóica e pitagórica) em busca da verdade para a solução do problema da vida, abandonou o platonismo, último estágio de sua peregrinação filosófica. O amor à verdade fez que ele rejeitasse, pouco a pouco, os sistemas filosóficos pagãos e se convertesse ao cristianismo. Em sua época, foi o mais ilustre defensor das verdades cristãs contra os preconceitos pagãos.

Embora leigo, é considerado o primeiro “pai apologista” da Igreja, logo depois dos primitivos “pais apostólicos”, pois dedicou sua vida à difusão e ao ensino do cristianismo. Em Roma, abriu uma escola para o ensino da doutrina cristã e, ainda nessa cidade, dedicou-se ao apostolado, especialmente nos meios cultos, onde se movimentava com desembaraço. Escreveu muitas obras, mas somente três chegaram até nós: duas apologias contra os pagãos e um diálogo com o judeu Trifão.

Foi açoitado e, depois, decapitado.

Irineu (130-200) 

Nascido no ano 130, em Esmirna, na Ásia Menor (Turquia), e filho de uma família cristã, Irineu era grego e foi influenciado pela pregação de Policarpo, bispo daquela cidade. Anos depois, Irineu mudou-se para Gália (atual sul da França), para a cidade de Lyon, onde foi presbítero no lugar do bispo que havia sido martirizado em 177.

Além da pregação de Policarpo, Irineu recebeu influência de Justino, cujo ministério foi um elo entre a teologia grega e a latina, atuando, no início, junto com um de seus contemporâneos, Tertuliano.

Enquanto Justino era primariamente um apologista, Irineu contribuiu na refutação contra as heresias e na exposição do cristianismo apostólico. Sua maior obra foi desenvolvida no campo da literatura polêmica contra o gnosticismo.

Tertuliano de Cartago (150-230)

Nasceu por volta de 150 d.C., em Cartago (cidade ao nordeste da África), onde provavelmente passou toda a sua vida, embora alguns estudiosos afirmem que ele morasse em Roma. Por profissão, sabe-se que era advogado. Fazia visitas com freqüência a Roma, sendo que, aos 40 anos, se converteu ao cristianismo, dedicando seus conhecimentos e habilidades jurídicas ao esclarecimento da fé cristã ortodoxa contra os pagãos e os hereges.

Foi o pai das doutrinas ortodoxas da Trindade e da pessoa de Jesus Cristo. Suas doutrinas a respeito da Trindade e da pessoa de Cristo foram forjadas no calor da controvérsia com Práxeas que, segundo Tertuliano, “sustenta que existe um só Senhor, o Todo-Poderoso criador do mundo, apenas para poder elaborar uma heresia com a doutrina da unidade. Ele afirma que o próprio Pai desceu para dentro da virgem, que Ele mesmo nasceu dela, que Ele mesmo sofreu e que, realmente, era o próprio Jesus Cristo”.

Tertuliano foi o primeiro teólogo cristão a confrontar e a rejeitar com grande vigor e clareza intelectual essa visão aparentemente singela da Trindade e da unidade de Deus. Ele declarou que se esse conceito fosse verdade, então o Pai tinha morrido na cruz, e isso, além de ser impróprio para o Pai, é absurdo.

Orígenes (185-254)

Nasceu de pais cristãos em 185 ou 186 da nossa era, provavelmente em Alexandria. Era escritor cristão de vasta erudição, de expressão grega e, inicialmente, com ação em sua cidade natal. Estudou letras e aprendeu de cor textos bíblicos com seu pai, que foi morto por ocasião da repressão do imperador Sétimo Severo às novas religiões.

O bispo de Alexandria passou a Orígenes a direção da Escola Catequética, sendo então sucessor de Clemente. Estudou na escola neoplatônica de “Ammonios”. Viajou a Roma, em 212, onde ouviu ao sábio cristão Hipólito. Em 215, organizou em Alexandria uma escola superior de Exegese Bíblica. Devido ao seu vasto conhecimento, viajava muito e ministrava ao público nas igrejas.

O fato de se haver castrado por devoção lhe criou dificuldades com alguns bispos, que contrariavam o sacerdócio dos eunucos. Em 232, transferiu-se para Cesaréia, na Palestina, onde se dedicou exaustivamente aos seus estudos. Sobreviveu aos tormentos de que foi vítima sob o domínio do imperador Décio (250-252). Posteriormente a esta data, morreu em Tiro, não se sabendo exatamente quando.

Era considerado o membro mais eminente da escola de Alexandria e estudioso dos filósofos gregos. Acreditava que a alma preexiste e está subordinada à metempsicose. Aqui vemos nele uma tese tipicamente pitagórica e platônica, sendo abandonada depois pelo cristianismo oficial. Todavia, é relembrada ainda hoje por aqueles que a defendem como doutrina cristã: os espíritas.

Origem da palavra cânon

A palavra cânon vem do assírio “Qânu”. É usada 61 vezes no Antigo Testamento, sempre em seu sentido literal, que significa “cana”, “balança”. O primeiro a usar esse termo foi Orígenes, para se referir à coleção de livros sagrados, que eram ou serviam de regra e fé para o ensino cristão.

Cipriano (200-258)

Tharsius Caecilius Cyprianus. Converteu-se em 246 d.C. e, três anos depois, foi nomeado bispo de Cartago, no norte da África.

Durante dez anos, conduziu seu rebanho sob a perseguição do imperador Décio, uma das mais cruéis. Foi também o grande sustentáculo moral e espiritual da cidade de Cartago no período em que esta foi atacada por uma epidemia. Além disso, escreveu e batalhou pela unidade da Igreja.

Seu nome está ligado a uma grande controvérsia a respeito do batismo e da ordenação efetuada por hereges. No entender de Cipriano, essas cerimônias não valiam, pelo fato de os oficiantes estarem em desacordo com a ortodoxia. Assim, deveriam ser rebatizados e reordenados todos os que entrassem pela verdadeira Igreja. Estêvão, bispo de Roma, discordou com ele e isso gerou um cisma, uma vez que Cipriano, além de rejeitar a autoridade do bispo romano, convocou um concílio no norte da África para resolver a questão.

Seus escritos consistem em tratados de caráter pastoral e de cartas, 82 ao todo, das quais 14 eram dirigidas a ele mesmo e as restantes tratavam de questões de sua época.

Como mártir, morreu decapitado em 14 de setembro de 258 d.C, durante a perseguição do imperador Valeriano

Eusébio de Cesáreia (265-339)

Incentivado por Constantino, Eusébio fez a narração da primeira história do cristianismo, coroando-a com a sua imperial adesão a Cristo. “A ortodoxia era apenas uma das várias formas de cristianismo, durante o século III, e pode só ter se tornado dominante no tempo de Eusébio” (JOHNSON, 2001: 69).

Cesaréia

Fundada pelo rei Herodes no século I a.C. em um porto comercial fenício e grego denominado Torre de Straton, Cesaréia foi assim denominada pelo monarca em homenagem ao imperador romano César Augusto.

A cidade foi detalhadamente descrita pelo historiador judeu Flávio Josefo. Era uma cidade murada, com o maior porto na costa oriental do Mediterrâneo chamado “Sebastos”, nome grego do imperador Augusto.

Jerônimo (325-378)

Erudito das Escrituras e tradutor da Bíblia para o latim. Sua tradução, conhecida como a Vulgata, ou Bíblia do Povo, foi amplamente utilizada nos séculos posteriores como compêndio para o estudo da língua latina, assim como para o estudo das Escrituras.

Nascido por volta do ano 345 em Aquiléia (Veneza), extremo norte do Mar Adriático, na Itália, Jerônimo passou a maior parte da sua juventude em Roma, estudando línguas e filosofia. Apesar de a história não relatar pormenores de sua conversão, sabe-se, porém, que ele foi batizado quando tinha entre 19 e 20 anos. Depois disso, ele embarcou em uma peregrinação pelo Império que levou vinte anos.

Crisóstomo (344-407)

Criado em Antioquia, seus grandes dotes de graça e eloqüência, como pregador, levaram-no a ser chamado a Constantinopla, onde se tornou patriarca (ou arcebispo). Como os outros apologistas, harmonizou o ensinamento cristão com a erudição grega, dando novos significados cristãos a antigos termos filosóficos, como a caridade.

Em seus sermões, defendia uma moralidade que não fizesse qualquer transigência com a conveniência e a paixão, e uma caridade que conduzisse todos os cristãos a uma vida apostólica de devoção e de pobreza comunal. Essa piedosa mensagem, entretanto, tornou-o impopular na corte imperial, e também entre alguns membros do clero de Constantinopla, por isso acabou sendo banido e morreu no exílio.

Agostinho (354-430)

Aurélio Agostinho nasceu no ano de 354, na cidade de Tagaste de Numídia, província romana ao norte da África, atual região da Argélia. Agostinho iniciou seus estudos em sua cidade natal, seguindo depois para Cartago. Ensinou retórica e gramática, tanto no Norte da África como na Itália. Ficou conhecido como o filósofo e teólogo de Hipona. Polemista capaz, pregador de talento, administrador episcopal competente e teólogo notável, criou uma filosofia cristã da história que continua válida até hoje em sua essência.

Inspirado no tratado filosófico denominado “Hortensius”, de Cícero, converteu-se em ardoroso pesquisador da verdade, abraçando o maniqueísmo. Com vinte anos, perdeu o pai e tornou-se o responsável pelo sustento da família. Ao resolver que iria para Roma, sua mãe foi contra, então teve de enganá-la na hora da viagem. De Roma, foi para Milão, onde novamente passou a lecionar retórica.

Influenciado pelos estóicos, por Platão e pelo neoplatonismo, também estava entre os adeptos do ceticismo. Em Milão, porém, conheceu Ambrósio, que o converteu ao cristianismo. Depois disso, voltou ao norte da África, onde foi ordenado sacerdote e, mais tarde, consagrado bispo de Hipona. Combateu a heresia maniqueísta que antes defendia e participou de dois grandes conflitos religiosos: o Donatismo e o Pelagianismo. Sua obra mais conhecida é a autobiografia “Confissões”, escrita, possivelmente, no ano 400. Em “A cidade de Deus” (413-426) formulou uma filosofia teológica da história.
 
AUTOR: Matéria do ICP

"O VALOR TERAPÊUTICO DAS ESCRITURAS"

A Lei do Senhor é perfeita e revigora a alma
 
Salmo 19. 07
            A Lei do Senhor era lida pelos adultos e ensinada às crianças. Era objeto de conversa todo o dia, enquanto assentado em casa, enquanto andando pelo caminho, enquanto se preparando para dormir e para acordar. Era amarrada aos braços, presa na testa e escrita nos batentes das portas (Dt. 06. 06- 09). Feliz, muito feliz era aquele que meditava na Lei do Senhor dia e noite (Sl. 01. 01, 02). 
 
          Para o experiente salmista, “a Lei do Senhor é perfeita” , “os testemunhos do Senhor são dignos de confiança”, “os preceitos do Senhor são justos”, “os mandamentos do Senhor são límpidos” e as ordenanças do Senhor são verdadeiras” (Sl. 19. 07- 11). Mas o poeta de Israel não fica apenas na admiração e na contemplação. Ele enumera também o valor terapêutico da Palavra de Deus. A cada palavra elogiosa, menciona uma virtude dos oráculos divinos. Além de perfeita, a Lei do Senhor “revigora a alma”. Além de serem dignos de confiança os testemunhos do Senhor “tornam sábios os inexperientes”. Além de justos, os preceitos do Senhor “dão alegria ao coração”. O salmista não hesita em afirmar que “os mandamentos do Senhor são límpidos e trazem luz aos olhos” (Sl. 19. 07- 09). 
 
         Não se lê a Bíblia apenas para se tomar conhecimento da verdade. A verdade sozinha torna-se lei, torna-se um peso, torna-se cansativa e pode até mesmo gerar a tal soberba da verdade, a soberba teológica. A Palavra de Deus é leite para acabar com a fome, é alimento para fazer crescer, é lenha para atear fogo do entusiasmo, é combustível para pôr em movimento os bons propósitos do coração. A Escritura existe “para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2 Tm. 03. 17). 

AUTOR: Rev. Elben M. Lenz César

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

"MOTIVAÇÃO!"

Prezados ! A paz de Cristo reine em vossos corações ! 

Coloquei um vídeo motivacional para vocês, assistam ele é muito bom.

Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.

Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.

Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.

Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,

Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. (Romanos 08 v. 31 ao 39).

Que Deus vos abençoe ricamente em Cristo Jesus !

ASS: Evangelista Geraldo de Almeida Filho (Geraldinho)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"LIDERANÇA PASTORAL E FAMÍLIA SAUDÁVEL !"

"... Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor." (Josué 24.15)

Numa sala de aula, um grupo de líderes foi surpreendido com uma pergunta do professor. "Vocês estão dispostos a darem a vida pela Igreja de Cristo?", indagou o mestre, silenciando por alguns minutos, dando tempo para que processássemos a pergunta e respondêssemos com sabedoria. Alguns alunos quebraram o silêncio, e responderam que "sim", apresentando, cada um, as suas justificativas. Confesso que fui levado a dar a mesma resposta. Afinal, soa bem esta idéia de estarmos trabalhando arduamente por uma causa e por isso, todo sacrifício é válido para salvarmos as pessoas. Parece que o reconhecimento da igreja é maior para esse tipo de desprendimento, de líderes que desenvolvem um estilo pastoral mais "sacrificial".

Retomando a Palavra, o professor contrariou as justificativas de seus alunos com duas colocações: Primeiro, afirmou ele, não foi isso que Jesus pediu aos seus pastores; Segundo, é um sério erro de visão do ministério pastoral, que tem conduzido muitos líderes a desenvolverem o que chamou de "Síndrome de Messias". Uma expressão para significar a atitude de muitos líderes que se apresentam para o "sacrifício", trabalhando incansavelmente, dias, noites e madrugadas, justificado pelo serviço ao Reino de Deus e bem estar do seu rebanho. Alguns pastores estão, literalmente, morrendo pela igreja de Cristo, ou, em outra versão, estão matando seus ministérios. O professor ainda fez uma última afirmativa: "Somente um pode entregar a sua vida pela Igreja e morrer por ela: "Jesus". Ele já fez isso uma única vez e não pediu a ninguém mais para fazê-lo novamente".

O excesso de trabalho, a falta de cuidado com a saúde física, a ausência do lar, etc., tem sido confundido com a urgência do cuidado diligente da Igreja. Os pastores acabam vendo isso como condição normal do ministério, recebendo homenagens ao final da jornada, com destaques para seus "esforços além da conta ou sacrifícios sem medida". As conseqüências precisam ser avaliadas à luz de um histórico mais detalhados da vida do líder. Qual foi verdadeiramente o custo para o exercício do seu ministério? Comece perguntando às esposas e filhos, que são as pessoas mais autorizadas a falar sobre o assunto. 

A triste realidade é que esta entrega inconsequente, aceita pelos líderes da Igreja como processo natural da vocação, está levando ao sacrifício não apenas eles, mas infelizmente, também suas famílias. Esposas em silêncio, compreensivas ao chamado ministerial de seus esposos, quando podem compartilhar e abrir seus corações, revelam suas dores, frustrações, uma solidão velada, depressão disfarçada em sorrisos forçados na porta da Igreja. Filhos sem pais não é característica apenas de uma sociedade perversa, sem Deus. Esta realidade invade também os lares cristãos, inclusive dos pastores e líderes. Estudos já demonstraram que há um grande número de filhos de pastores que, ao alcançarem a idade da independência, abandonaram a Igreja. Podemos encontrar uma série de justificativas para esta realidade, mas não há como esconder o desequilíbrio entre o excesso pastoral e a ausência paternal como uma das causas. Filhos precisam de pai, mais do que de pastor!

Se não pode ser diferente, eu abdico do ministério pastoral. Mas estou certo de que não foi bem assim que Deus nos ensinou. Ele jamais destruiria aquilo que ele mesmo construiu e considerou muito bom. Se família é dádiva de Deus e o ministério pastoral é vocação e chamado do mesmo Deus, um não pode excluir o outro, e nem mesmo temos o direito de estabelecer uma hierarquia de valores entre família e ministério. Nesta escala, na maioria das vezes, a família sai perdendo. É possível conciliar o trabalho pastoral com o bem-estar da família do pastor? Esta pergunta deve ser respondida com ações, mais do que com palavras, pelo bem dos nossos filhos e de nossas esposas, que precisam de maridos em casa, mais do que de pastores.

Estas ações não diminuem o trabalho pastoral, mas o qualifica; não o incrimina diante de Deus, mas o credencia ainda mais para o exercício da liderança sobre a Igreja de Cristo; não o diminui diante da comunidade cristã, mas gera respeito e credibilidade maior pela vida familiar exemplar.

Reconheço que temos um alto preço a pagar para realizar um ministério pastoral efetivo e liderar a Igreja de Cristo com excelência. Porém, não deve estar incluso neste preço a destruição ou desintegração das famílias. Se assim acontecer, falhamos! 

"Ele deve governar bem sua própria família, tendo os filhos sujeitos a ele, com toda a dignidade. Pois, se alguém não sabe governar sua própria família, como poderá cuidar da igreja de Deus?" (1Tm 03.04,05)

Pense a respeito e peça a orientação de Deus para o exercício de um ministério eficaz em todas as direções. E, se preciso for, mude! Pelo bem-estar do ministério e da família, presente precioso de Deus.

AUTOR: EDISON  ZEMUNER

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

"AGENDA (ONDE ESTAREI)"

"AGENDA 2017"
 
JANEIRO - 2017

07/01/17 - Culto de Santa Ceia as 18:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
11/01/17 - Ministrando em um Culto Público as 19:30hs - Ass. de Deus Bairro Bom Jesus em Viçosa-MG.
22/01/17 - Ministrando no Culto e Jovens as 19:00hs - Ass. de Deus Bairro Santo Antônio em Viçosa-MG.
29/01/17 - Ministrando em um Culto Público as 18:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).

     
FEVEREIRO - 2017

04/02/17 - Culto de Santa Ceia as 18:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
06/02/17 - Ministrando Aula de Teologia as 19:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG.
07/02/17 - Ministrando Estudo Bíblico as 19:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
11/02/17 - Ministrando em uma Campanha as 19:00hs - Ass. de Deus no Bairro Amoras em Viçosa-MG.
13/02/17 - Ministrando Aula de Teologia as 19:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG.
17/02/17 - Curso de Capacitação na área Infantil as 19:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
18/02/17 - Curso de Capacitação na área Infantil as 19:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
20/02/17 - Ministrando Aula de Teologia as 19:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG.
25/02/17 - Ministrando em um Retiro as 19:00hs - Ass. de Deus Madureira em Visconde do Rio Branco-MG.
26/02/17 - Ministrando Estudo Bíblico as 09:00hs - Ass. de Deus no Bairro Amoras em Viçosa-MG.
26/02/17 - Ministrando em um Retiro as 19:30hs - Igreja Missionária em Viçosa-MG.
27/02/17 - Ministrando em um Retiro as 19:30hs - Ass. de Deus Taubaté em Visconde do Rio Branco-MG.
28/02/17 - Projeto Avivar as 19:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).


MARÇO - 2017

05/03/17 - Culto de Santa Ceia as 09:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
05/03/17 - Ministrando em um Culto Público as 19:00hs - Ass. de Deus na Zona Rural do Buieié em Viçosa-MG.
06/03/17 - Ministrando Palestra sobre: Ética e Valores  as 18:00hs - CESEC em Viçosa-MG.
06/03/17 - Ministrando Aula de Teologia as 19:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG.
11/03/17 - Culto da Mulher as 19:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
13/03/17 - Ministrando Aula de Teologia as 19:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG.
20/03/17 - Ministrando Aula de Teologia as 19:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG.
25/03/17 - Ministrando Aula no Seminário Batista as 08:30hs - Segunda Igreja Batista de Viçosa-MG.
25/03/17 - Ministrando em uma Semana Teológica as 16:00hs - Ass. de Deus Missão em Juiz de Fora-MG. 
27/03/17 - Ministrando Aula de Teologia as 19:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG.


ABRIL - 2017

01/04/17 - Culto de Santa Ceia as 09:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
03/04/17 - Ministrando Aula de Teologia as 19:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG.
09/04/17 - Ministrando em um Culto Missionário as 18:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
10/04/17 - Ministrando Aula de Teologia as 19:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG.
17/04/17 - Ministrando Aula de Teologia as 19:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG.
18/04/17 - Ministrando Estudo Bíblico as 19:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
22/04/17 - Congresso de Mulheres as 18:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
23/04/17 - Congresso de Mulheres as 18:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
24/04/17 - Congresso de Mulheres as 18:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
28/04/17 - Ministrando em um Culto Unificado de Jovens as 19:00hs - Ass. de Deus no Bairro Santa Clara em Viçosa-MG.
29/04/17 - Ministrando Aula no Seminário Batista as 08:30hs - Segunda Igreja Batista de Viçosa-MG.
30/04/17 - Ministrando Palestra para Jovens as 16:45hs - Ass. de Deus Missão em Juiz de Fora-MG.
30/04/17 - Ministrando em um Congresso de Jovens as 18:00hs - Ass. de Deus Missão em Juiz de Fora-MG.


MAIO - 2017

01/05/17 - Ministrando em um Encontro de Casais as 17:00hs - Ass. de Deus Taubaté em Visconde do Rio Branco-MG.
06/05/17 - Culto de Santa Ceia as 18:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
20/05/17 - Ministrando Aula no Seminário Batista as 08:30hs - Segunda Igreja Batista de Viçosa-MG.
20/05/17 - Ministrando em um Trabalho de Jovens as 17:00hs - Ass. de Deus em Oratórios-MG 
21/05/17 - Ministrando em uma Cruzada Evangelística as 09:00hs - Ass. de Deus em Cruzes-MG.
27/05/17 - Ministrando em um Congresso de Senhoras as 18:00hs - Ass. de Deus Missão em Goianá-MG.
28/05/17 - Ministrando em um Congresso de Senhoras as 18:00hs - Ass. de Deus Missão em Goianá-MG.


JUNHO - 2017

03/06/17 - Culto de Santa Ceia as 18:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
09/06/17 - Ministrando em um Encontro de Casais as 19:00hs - Ass. de Deus IADMA em Ubá-MG.
17/06/17 - Ministrando Aula no Seminário Batista as 08:30hs - Segunda Igreja Batista de Viçosa-MG.


JULHO - 2017

01/07/17 - Culto de Santa Ceia as 18:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
09/07/17 - Semana da Palavra as 18:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
10/07/17 - Semana da Palavra as 19:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
11/07/17 - Ministrando na Semana da Palavra as 19:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
12/07/17 - Semana da Palavra as 19:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
13/07/17 - Semana da Palavra as 19:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).

14/07/17 - Semana da Palavra as 19:00hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).
22/07/17 - Ministrando em um Congresso de Jovens as 18:00hs - Ass. de Deus no Bairro de Santa Clara em Viçosa-MG.


AGOSTO - 2017

05/08/17 - Culto de Santa Ceia as 18:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).


SETEMBRO - 2017

02/09/17 - Culto de Santa Ceia as 18:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).


OUTUBRO - 2017

07/10/17 - Culto de Santa Ceia as 18:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).


NOVEMBRO - 2017

04/11/17 - Culto de Santa Ceia as 18:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).


DEZEMBRO - 2017


02/12/17 - Culto de Santa Ceia as 18:30hs - Ass. de Deus em Viçosa-MG (SEDE).


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"CANDIDATOS EVANGÉLICOS PARA VOTAR EM MINAS GERAIS"

Prezados ! Boa tarde e a paz do Senhor Jesus ! Vários irmãos têm me procurado pedindo para indicar alguém evangélico para votar. Apesar de não envolver-me com política, acho importante nós evangélicos, votarmos somente em pessoas evangélicas, NÃO DÊ O SEU VOTO PARA UMA PESSOA INCRÉDULA, que depois lutará contra o povo de Deus.

 Lembre-se da Palavra de Deus: “QUANDO UM JUSTO GOVERNA O POVO SE ALEGRA”.

Só vote em pessoas que conhecem a Palavra de Deus. Ainda que algum não vai ser fiel, mas pelo menos a nossa parte foi feita...

Não apoio ninguém, por isso segue a lista dos Candidatos Evangélicos que eu conheço...


CANDIDATOS A DEPUTADO ESTADUAL

Bispo Gilberto Abramo (PRB) – 10100
João Leite (PSDB) – 45777
Pastor Joaquim Raspante (PPS) – 23330
Cabo Júlio (PMDB) – 15190
Pastor Luiz Arão (PTC) – 36785
Pastora Lúcia Reis (PTB) – 14235
Pastor Mauro Fraga (PT) – 13512
Pastor Ricardo (PSDC) – 27555
Pastor Rogério José (PTC) – 36022
Pastor Terso Júnior (PV) – 43743
Pastor Vanderlei Miranda (PMDB) – 15000
Bispo Wanderlucio (PSC) – 20789
Pastor Carlos Henrique (PRB) – 10123


CANDIDATOS A DEPUTADO FEDERAL

Eduardo Rocha (PTC) – 3611
Isaías Silvestre (PSB) – 4077
Leonardo Quintão (PMDB) – 1500
Mário de Oliveira (PSC) – 2020
Pastor José Mendes (PMDB) – 1561
Pastora Irmã Maria (PPS) – 2310
Walter Tosta (PMN) - 3345


SENADORES (Eu votarei)

Itamar Franco (PPS) – 234 (Não é evangélico, mas pode ir contra o PT).
Miguel Martini (PHS) – 313 (Não é evangélico, mas declarou que é totalmente contra o ABORTO).

GOVERNADOR (Eu votarei)

Zé Fernando (PV) – 43 (Por falta de opção).

PRESIDENTE (Eu votarei)

Marina Silva (PV) – 43 (É evangélica da Assembléia de Deus).


ASS: Evangelista Geraldo de Almeida Filho (Geraldinho)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

APOSTILA: "ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO"

APOSTILA: ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO COM FOCO EM EBD






Uma Apostila para quem exerce, ou deseja exercer algum tipo de liderança na Igreja, Trabalho ou em Casa.

Bem elaborada com as técnicas e teorias administrativas, junto com a Palavra de Deus.

Essa apostila foi elaborada para ministração em 02 Seminários para Líderes e Professores em Viçosa-MG e Ponte Nova-MG.

Adquira logo a sua e lidere com capacitação e coerência com a Palavra de Deus.

Por apenas R$ 10,00 (Dez reais) + frete

OBS: O valor do frete dependerá de cidade do comprador.

Peça a sua já ! Pedidos: geraldinho@funarbe.org.br

"OLHEM ESTE VÍDEO ! É IMPORTANTE"

Prezados ! A paz do Senhor Jesus ! Não sou muito fã de política, mas como é a hora de agir (votar), precisamos nos posicionar como um povo que não aceita o pecado virar lei. Assisti esse vídeo e achei interessante.

Gostaria que todos assistissem, pois é importante para abrir os nossos olhos.

Lembrando: Não estou apoiando nenhum candidato e nem fazendo apologia contra ninguém, estou na luta pela causa de Cristo.

Que Deus vos abençoe ricamente em Cristo Jesus !

Evangelista Geraldo de Almeida Filho (Geraldinho)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"ENTENDENDO O LIVRO DE AMÓS "


“PROFETA AMÓS”

Quem era o Profeta Amós ?

Seu nome do hebraico significa carregador de fardos.

Era natural de Técoa, um povoado nas regiões montanhosas, próximo a Jerusalém. (Am. 01 v. 01 a).

Profissão: Era pastor de ovelhas, boiadeiro e agricultor, cultivava sicômoros (espécie de figo). (Am. 07 v. 14).

Seu livro foi escrito aproximadamente em 760 a.C.

Profetizou para o Reino Norte (Israel), 40 anos antes do cativeiro Assírio.

Profetizou na mesma época que Jonas e Oséias (no reino Norte - Israel) e Isaías e Miquéias (no reino Sul - Judá).

Profetizou nos reinados de Uzias em Judá e Jeroboão II em Israel.

Não tinha nenhuma ligação com profetas ou com profecias...

Existem 03 tipos de maneiras de ser profeta no Antigo Testamento.

• Ser chamado por Deus para o ministério de profeta. (Jr. 01 v. 05).
• Ser filho de profeta. (Am. 07 v. 14).
• Aprender em uma escola. (II Rs. 06 v. 01).

As Visões...

1. Visão de desolação causada por gafanhotos. (Am. 07 v. 01 ao 03) = O profeta intercede e Deus adia o julgamento.

2. Visão de fogo destrutivo. (Am. 07 v. 04 ao 06) = Amós novamente intercede e Deus adia o julgamento.

3. Visão do prumo. (Am. 07 v. 07 a 09) = Deus testará Israel com um prumo; não há mais desculpa para Israel. Desta vez Amós não intercede mais.

4. Visão do cesto de frutas. (Am. 08 v. 01 a 03) = Indicando que o fim de Israel está próximo. O país já esta maduro para o julgamento. Amós também não intercede mais.

5. Visão do Templo. (Am. 09 v. 01) = O próprio Iahweh volta-se contra o local no qual se lhe presta culto. É porque tornou-se um lugar de culto sem sentido.

Amós não intercede na terceira visão em diante porque não se trata dos agricultores mais, e sim do povo urbano.

1º Visão = Uma praga de gafanhotos destruindo as plantações dos agricultores. E isto acontecia depois que o feno destinado ao pagamento do tributo ao palácio do rei já tinha sido cortado. Os gafanhotos, que têm alto poder de destruição, estavam piorando a situação dos agricultores, levando-os à fome. Pois estes já eram muito explorados pelo governo que, todo ano, tomava boa parte do que produziam. Amós, compadecido, apela a Iahweh, argumentando que os agricultores eram frágeis demais para sofrer tal ameaça de fome. E Iahweh, segundo o profeta, revoga o castigo.

2º Visão = Nesta visão o profeta Amós vê um incêndio terrível que, de tão forte, consome até as fontes subterrâneas de água depois de ter acabado com os campos. Novamente Amós apela a Iahweh para que suspenda a praga, porque a ameaça agora é de grande seca, penalizando os fracos agricultores de sua época. Esta visão se parece muito, no seu jeito, com a dos gafanhotos. Elas formam um par. Mostram a realidade da roça na época de Amós, quando os pequenos agricultores sofrem muitas ameaças, sejam naturais, sejam da exploração que vinha lá de cima, do governo. Amós diz que Iahweh tem compaixão dos pequenos e retira os castigos que os ameaçam. Mas e os mecanismos sociais que provocam fome e sede no campo? Estes permanecem... Por isso a gente diz que estas duas visões são indicadores do nível de consciência profética de Amós no que se refere ao campo.

3º Visão = O profeta vê Iahweh verificando o alinhamento de um muro com um fio de prumo. O muro simboliza Israel que está torto e deverá ser demolido para ser realinhado, porque muro torto não tem conserto. Só derrubando. Desta vez Amós não intercede e a certeza do castigo torna-se mais forte.

4º Visão = Um cesto de frutas maduras e isto simboliza para ele o fim de Israel.

5º Visão = É o próprio Iahweh quem atua e de modo dramático. De pé sobre o altar dos holocaustos - portanto, diante do edifício do santuário - ele bate nos capitéis, provocando um terremoto que destrói o santuário e mata as pessoas que estão ali dentro. Não há possibilidade de fuga, garante o texto. Esta visão é o ponto máximo deste ciclo. O próprio Iahweh volta-se contra o local no qual se lhe presta culto. É porque, na visão de Amós, o santuário (de Betel) traiu seu papel de conduzir o povo a Iahweh e à vida. Tornou-se um lugar de culto sem sentido, amparando e ocultando as múltiplas opressões e injustiças que se cometem no país.

Os crimes de Israel são os seguintes:

1. "vendem o justo (tsaddîq) por prata": desprezo ao devedor.

2. "o indigente ('ebyôn) por um par de sandálias": escravização por dívidas ridículas.

3. "esmagam sobre o pó da terra a cabeça dos fracos (dallîm)": humilhação/opressão dos pobres.

4. "tornam torto o caminho dos pobres ('anawim)": desprezo pelos humildes.

5. "um homem e seu filho vão à mesma jovem": opressão dos fracos (das empregadas/escravas).

6. "se estendem sobre vestes penhoradas, ao lado de qualquer altar": falta de misericórdia nos empréstimos.

7. "bebem vinho daqueles que estão sujeitos a multas, na casa de seu deus": mau uso dos impostos (ou multas).

Amazias duvida do ministério de Amós.

Amós deixa claro que, se está em Betel, é porque foi convocado por Iahweh, não é em interesse próprio nem mandado por alguém de Judá: Eu sou um vaqueiro e um cultivador de sicômoros. Mas Iahweh tirou-me de junto do rebanho e Iahweh me disse: 'Vai, profetiza a meu povo, Israel' (Am. 07,14b-15). Também em (Am. 03, 03-06) Amós fala da necessidade da profecia: se Iahweh convoca alguém, não há como escapar. O texto termina assim, no v. 8: "Um leão rugiu: quem não temerá? O Senhor Iahweh falou: quem não profetizará?".

O livro termina com uma mensagem de que, apesar de Deus castigar a Israel, Deus irá restaurar a nação, quando ela se voltar a Deus.


AUTOR: Evangelista Geraldo de Almeida Filho (Geraldinho)