quarta-feira, 31 de julho de 2013

"PRIMÍCIAS DAS SUAS CRIATURAS!"




"Segundo a sua vontade ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas " (Tiago 01:18).

O apóstolo Paulo ensinou que a salvação é exclusivamente pela graça. Algumas pessoas dizem que Tiago não concordava com o apóstolo Paulo. Eles dizem que Tiago não ensina que o homem é salvo somente pela fé. Mas certamente, Tiago de fato concordava com Paulo. Ele sabia que tudo que há de bom no homem vem da graça de Deus. Tiago cria que o homem é salvo pela fé, e que a fé é dádiva de Deus. Ele escreveu: "Toda boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes..." (Tiago 01:17). Tiago não ensinou que as boas obras do homem de modo algum ajudam no que diz respeito a salvação, como algumas pessoas afirmam que ele ensinou. Ele dá toda a honra e a glória a Deus.

Eu também quero trazer honra e glória a Deus ao considerar este texto com vocês. O texto fala somente às pessoas que são salvas. Portanto devemos fazer antes de tudo uma divisão. Nem todos os homens são salvos. Nem todos são filhos de Deus. Precisamos sondar nossos corações e perguntar a nós mesmos se somos verdadeiros crentes em Jesus Cristo. Um dia Deus irá fazer uma separação entre os homens. Ele colocará aqueles que são crentes à sua mão direita. Essas pessoas irão aos céus. Ele colocará aqueles que não são crentes em Jesus à Sua mão esquerda. Essas pessoas irão para o inferno.

Vamos falar primeiro a respeito das pessoas mencionadas no texto — os filhos de Deus. Em seguida falaremos das responsabilidades que temos por sermos filhos de Deus.

1. 0 privilégio que pertence aos filhos de Deus é que eles foram regenerados, nascidos de novo pelo Espírito Santo, através da Palavra de Deus. "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade" (1ª Pe. 01:23). Recebemos muitas bênçãos depois de nascermos de novo. Todas essas bênçãos vêm através da absoluta e graciosa vontade de Deus. Deus não está obrigado a nos abençoar. Ele pode fazer como quiser. Ele pode decidir não nos abençoar de modo algum. Tudo que podemos reivindicar de Deus é justiça, o que significa que Deus deve nos punir pelos nossos pecados.

Estamos nas mãos de Deus, esperando saber o que Ele vai fazer. Se Deus assim desejar, Ele pode salvar toda a humanidade. Ou se Ele quiser, Ele pode decidir não salvar ninguém. Se Deus desejar, Ele pode, na Sua misericórdia, salvar um homem e deixar outro para sofrer a punição pelo seu pecado. Não há injustiça alguma da parte de Deus se Ele assim fizer. É direito soberano de Deus fazer o que Lhe aprouver. Deus diz na Bíblia: "... compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia" (Rm. 09:15-16).

Alguns ficam muito zangados com este ensinamento. A ira deles não muda o fato de que a verdade da soberania de Deus mantém-se firme como uma rocha. Deus não tem que explicar ao homem o que Ele faz. Ele faz o que quer, nos céus e na terra.

A doutrina da soberania de Deus traz grande alegria aos que crêem nEle. Nós nos regozijamos no amor de Deus que nos escolheu para sermos Seus filhos. Deus deixa as pessoas que Ele não escolheu seguirem seus próprios caminhos e perecerem no final. Ele teve misericórdia de nós porque assim o quis, mesmo antes de nós começarmos a orar e procurá-lo. Este propósito eletivo de Deus é precioso. No mundo precisamos pleitear, até com pessoas ricas, antes que elas nos deem alguma coisa. Não tivemos que implorar a Deus. Todas as coisas preciosas que Ele nos deu, foi "segundo a sua vontade". Deus Se apraz na misericórdia, em dar livremente. O nome de Deus é amor e a natureza de Deus é amor. É natural ao sol enviar luz. É coisa natural Deus enviar a luz de Sua eterna graça.

Louvemos ao Senhor que nos amou quando estávamos mortos em nossas transgressões e pecados. Glorifiquemo-lo pela Sua misericórdia livremente demonstrada a nós. Não merecíamos a misericórdia de Deus. Frequentemente desprezamos essa misericórdia. Alguns de nós resistimos a misericórdia de Deus por longo tempo. Curvemo-nos então humildemente diante do trono de Deus. Vamos agradecer-lhe pelas Suas misericórdias que duram para sempre. Quão maravilhoso é que, devido Deus assim o desejar, Ele teve compaixão de nós. O grande privilégio que Deus nos concedeu é que, através do poder divino do Espírito Santo, já nascemos de novo.

Nosso primeiro nascimento foi natural. Deus nos fez e nossos corpos são Sua maravilhosa criação. Nosso segundo nascimento foi espiritual. Nascemos de novo, regenerados pelo poder divino do Espírito Santo. Nosso segundo nascimento é uma obra de Deus, tão grande quanto o nosso primeiro nascimento, nossa criação natural. "Segundo a sua vontade" Deus nos deu uma nova vida, e nos fez novas criaturas. Acaso temos a certeza de que nascemos de novo? Sabemos que somos novas criaturas em Cristo?

Talvez às vezes tenhamos dúvidas se somos nascidos de novo. Mas o homem que nasceu de novo sabe que há uma mudança nele. Há vezes quando até aquelas pessoas que duvidam da sua salvação têm certeza que passaram da morte para a vida. Sonde seu próprio coração. Deixe que esta oração venha de seus lábios e coração: "Sonda-me, ó Deus, e prova-me". Devo advertir-lhes que se nada mais têm do que a natureza pode lhes dar, vocês perecerão. Viver uma vida boa e bem comportada não lhes dará uma entrada para o reino de Deus. "Necessário vos é nascer de novo" (Jo. 03:07). Estas palavras estão no portão do céu. Até mesmo as pessoas mais destacadas na Igreja e na nação devem nascer de novo, para serem admitidas no céu. Não importa se vocês viveram uma boa vida ou se desobedeceram abertamente a lei de Deus — precisam nascer de novo. O Espírito Santo deve operar esta transformação sobrenatural em vocês. Esta mudança é o resultado do eterno propósito, poder e amor de Deus.

Aqueles que têm parte deste precioso privilégio são felizes. Embora estivessem mortos em transgressões e em pecado, agora eles estão vivos. Embora fossem carnais e terrenos, agora são espirituais. Eles estavam distanciados, mas agora foram trazidos para perto de Deus. Todos estes privilégios são exclusivamente devidos à soberana vontade de Deus. Se vocês nasceram de novo, agradeçam a Deus de todo o coração e humilhem-se diante dEle.

A maneira que esta mudança foi operada em nossos corações é claramente expressa: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade" (Tg. 01:18). Homens são geralmente salvos ao ouvirem o evangelho pregado. Alguns afirmam que a pregação da verdade é eficaz para salvar o homem. Isto não é totalmente verdadeiro. A verdade de Deus pode ser fielmente pregada e ninguém ser convertido. Outros dizem que o Espírito de Deus regenera as pessoas sem se utilizar da Palavra de Deus. Isto também não pode ser verdadeiro. A Bíblia nunca diz que o homem pode ser salvo sem a Palavra de Deus. A Palavra e o Espírito sempre operam juntos. A Bíblia diz: "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes..." (Hb. 04:12). As Escrituras ensinam claramente que o Espírito de Deus opera através da Palavra de Deus. 

A Palavra não opera sem o Espírito. "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mc. 10:09). Amigo, você foi salvo pela leitura da Palavra de Deus? A Palavra de Deus é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

O que é esta Palavra de Deus que traz vida nova à pessoa? A palavra é a pregação da doutrina da cruz. Ninguém jamais nasceu de novo através da pregação da lei. A lei pode tornar um homem mais humilde. A lei pode quebrantar e ferir o homem. Ela poderá mostrar-lhe a punição que receberá como pecador. Contudo, a lei jamais lhe trará vida nova. A Bíblia diz: "... Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados" (IIª Co. 05:19). Algumas pessoas removem o sacrifício de Cristo do evangelho. Elas condenam o texto: "... o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (Iª Jo. 01:07). Não deixam nada de evangelho. A palavra "sangue" é uma das mais solenes e importantes palavras em todas as Escrituras. As pessoas não serão salvas se esta doutrina não for pregada.

Se a pregação do evangelho trouxe salvação a você, então pregue-o aos outros. Fale a cada um do fato que Cristo morreu pelos pecadores. Afirme em todo lugar que qualquer um que crer no Senhor Jesus Cristo terá vida eterna. Diga às pessoas que Jesus Cristo foi o substituto dos culpados. Diga-lhes que Ele sofreu pelos pecadores; que a espada da justiça abateu o Pastor para que as ovelhas pudessem ser livres. Declare aos seus ouvintes como o Redentor sofreu a ira de Seu Pai para que os filhos dEle jamais tenham que enfrentar a Sua ira.

Nós crentes em Jesus devemos olhar para trás com gratidão e esperança pelo que Deus fez. "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade".

2. Devemos pensar na obrigação que pesa sobre aqueles que têm o privilégio de serem salvos.

(I). Uma regra do governo de Deus tanto para aqueles que estão sob o evangelho como os que estão sob a lei, é que muito é esperado da pessoa a quem muito é dado. Nosso texto diz: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas".

Deus coloca aqueles que Ele salvou em primeiro lugar. Ele lhes dá mais dignidade do que ao resto das criaturas. O Seu povo escolhido é o Seu tesouro especial. Creio que as pessoas mais pobres dentre o povo de Deus são mais importantes do que os homens mais eminentes da terra que não são convertidos. Deus vê Seus santos como jóias na Sua coroa. Ele vê o resto da humanidade como pedras comuns. Deus tem grande prazer em Seu povo. O Seu povo é muito especial para Ele. Portanto o povo de Deus é um povo privilegiado. Contudo, privilégios especiais acarretam obrigações especiais. Quero falar-lhes a respeito dessas obrigações.

Deuteronômio 26:01-04 nos diz que em Israel os primeiros frutos eram recolhidos das colheitas. Em seguida eles eram entregues a Deus. No Novo Testamento, Tiago nos diz que Deus nos salvou para que possamos nos oferecer como uma oferta, como primícias, a Deus. Os israelitas traziam uma cesta das primeiras espigas de trigo, para oferecê-las em sacrifício ao Senhor. Esta oferta das primícias foi ordenada por Deus e é uma obrigação dos crentes de hoje. Temos que entregar ao Senhor uma parte de todo o dinheiro que ganhamos. Espero que vocês já estejam fazendo isso. Não quero falar agora a respeito de dar dinheiro ao Senhor. Tudo que vocês tiverem, e todo o seu tempo pertencem a Deus. 

Quero, entretanto, falar-lhes a respeito de si mesmos. Toda pessoa redimida deve concordar que foi comprada por um preço. Dizer que é redimido significa que pertence a Cristo. Estão vocês, de fato, vivendo dia após dia como aqueles que vivem para Cristo? Podem dizer honestamente: "Para mim o viver é Cristo"? (Fl. 01:21). Se você não pode dizer isso, meu amigo, você está se portando desonestamente como cristão. Deve examinar seu coração para descobrir o que está errado.

O principal propósito da vida do autêntico cristão deve ser o de tentar expandir o reino de Cristo. O cristão deve também procurar demonstrar a glória de Cristo em sua vida. Se vocês empenham seu tempo servindo a si mesmos, então não são servos de Deus. Se Cristo realmente vive em vocês, desejarão viver para Ele. Muitas pessoas dizem que são cristãs, mas não vivem como cristãs. Elas servem a Deus limitando-se a frequentar a igreja. 

A Bíblia nos diz que as nossas obras para Cristo que não são verdadeiras serão queimadas por completo como se fossem madeira, palha ou resto¬lho. Até mesmo pregadores podem pregar a mensagem de Cristo com falta de sinceridade. Eles podem estar pregando somente para demonstrarem suas próprias habilidades. Tais pregadores trazem desonra ao nome de Cristo.

Venhamos a Cristo e confessemos nossas faltas. Peçamos graça para que em dias futuros possamos viver somente para Ele, que é o nosso "culto racional" (Rm. 12:01). Nossos espíritos, almas e corpos pertencem a Ele.

(II). A oferta das primícias no Velho Testamento era voluntária. Não era obrigatório trazer as primícias. Entretanto, se a pessoa não trouxesse as primícias, ela perdia a bênção de Deus. Se trouxesse as primícias, Deus a amava porque era uma pessoa que dava prazerosamente. Peço que vocês se entreguem a Deus com a mesma disposição. Aos cristãos que não se entregaram verdadeiramente, eu digo: "Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Rm. 12:01). Rogar é uma palavra bem forte. Mas de fato eu "rogo" que vocês se entreguem a Deus. Em breve deixaremos este mundo. Lamentaremos então que perdemos oportunidades de servir ao Senhor. Vocês estão fazendo tudo que podem por Cristo? Jovens, vocês têm certeza que estão usando todas as habilidades que Deus lhes deu? Há algo mais que podem fazer por Cristo? Podemos continuar vivendo vidas vulgares. No entanto, tudo pode ser feito para a glória de Deus, até o comer e o beber. Qualquer que seja o nosso trabalho, devemos fazê--lo diligentemente e no temor de Deus. Então nosso serviço será aceito por Deus como se fôssemos pregadores do evangelho, os quais estão a serviço de Cristo em tempo integral. Venham como são e entreguem-se com tudo que possuem com alegria a Deus. Façam de vocês mesmos um "sacrifício vivo".

Observem em Deuteronômio 26:04 que o homem trazia as espigas de trigo numa cesta. Ele trazia de livre vontade, porém não era ele quem as oferecia a Deus. "E o sacerdote tomará o cesto da tua mão, e o porá diante do altar do Senhor teu Deus". Nossa oferta deve também ser entregue a Deus por meio de um mediador. Não podemos nos oferecer diretamente a Deus. Devemos vir a Deus através do nosso Mediador, o Senhor Jesus Cristo. Nada que podemos fazer é em si mesmo aceitável a Deus. Cristo deve cobrir tudo que fazemos com Seu próprio mérito. Devemos trazer nossos corações e nossas obras ao Senhor Jesus Cristo, que é o nosso Sumo Sacerdote. Devemos pedir a Cristo que nos tome da maneira que somos e nos ofereça diante do trono eterno de Deus. Quando Cristo faz isso, somos feitos "agradáveis no amado" (Ef. 01:06). Somos aceitos por causa do sangue e da justiça de Cristo.

Depois que as primícias foram oferecidas, parece que o adorador em Deuteronômio, capítulo 26, fazia uma confissão do que ele devia a Deus. O judeu lá permanecia com suas espigas de trigo. Ele confessava que seu pai era "Siro". Por "Siro" ele queria dizer "Abraão". Os descendentes de Abraão emigraram ao Egito. Lá, Deus multiplicou-os e eles se tornaram a nação de Israel. Deus libertou e trouxe os filhos de Israel do Egito, através do deserto, para a terra que Ele lhes havia prometido. O adorador lembrava-se então que à parte da bondade de Deus ele nada tinha. Ele dizia a Deus: "... tudo vem de ti, e da tua mão to damos" (Iº Cr. 29:14). Nós também devemos lembrar de tudo que Deus nos tem feito. Por isso, devemos nos entregar de novo — e tudo que temos — a Deus.

Que privilégio é conhecer o Senhor Jesus Cristo como Salvador por muitos anos. Tivemos muitas experiências em nossas vidas. Fomos muito ingratos e omissos. Mas Deus tem demonstrado fidelidade e benevolência a nós que nada merecemos. Louvemos a Deus pelo Seu amor, pela Sua imutabilidade e pela Sua graça perdoadora. Lembrem-se de todos os pecados que lhes foram perdoados e de toda a graça que receberam. Lembrem-se de todas as orações que foram respondidas. Pensem em todas as provações das quais foram libertos. Pensem em todos os conflitos em que Deus lhes ajudou a ser vitoriosos e ofereçam-se como sacrifícios vivos a Deus. Se você, amigo, nunca negou nada de si para Cristo, faça-o agora. Quanto mais negar a si mesmo e fizer mais por Cristo, tanto mais feliz você será. A religião será um peso ao cristão indiferente, um costume a ser suportado, não um banquete a ser desfrutado.

O adorador seguia seu caminho após ter apresentado seu feixe de trigo. Deuteronômio diz que seu coração ficará alegre, e que ele será abençoado. O fato de que as primícias foram dadas a Deus significava que toda a colheita seria abençoada. Da mesma forma, os crentes hoje em dia são abençoados por Deus e são eles próprios uma bênção para os seus semelhantes.

A Bíblia diz: "Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe, e faça resplandecer o seu rosto sobre nós. Para que se conheça na terra o teu caminho, e em todas as nações a tua salvação" (Sl. 67:01-02). Bênçãos são dadas às nações através do povo de Deus. 

Lembrem-se da promessa: "Eu serei para Israel como orvalho; ele florescerá como o lírio, e espalhará as suas raízes como o Líbano" (Os. 14:05). Quando vocês se entregarem completamente a Deus, as pessoas ao seu redor serão abençoadas pela graça que Deus lhes dará. O verdadeiro avivamento começa em casa. Tirem primeiro as ervas daninhas de seus próprios jardins. Capinem seus jardins para que deles possam crescer flores. Se vocês querem que a graça de Deus passe às suas famílias, cuidem para que a graça de Deus esteja em suas próprias vidas. Entreguem-se ao Senhor agora, assim como as cestas de espigas de trigo eram entregues a Ele nos dias do Velho Testamento.

Até aqui estive falando aos filhos de Deus. Não posso falar, porém, da mesma maneira aos que não são filhos de Deus. Se o seu coração, meu ouvinte, não está correto diante de Deus, você não pode fazer oferta alguma a Ele. Deus não aceitaria nenhuma oferta a Ele oferecida que venha de um incrédulo.

No entanto, digo o que você pode fazer, por meio da graça de Deus. Você não pode trazer nada a Ele, mas pode pedir-lhe algo. Você não pode ser um doador porém pode ser um receptor. Pode receber o amor de Cristo. Cristo apela a você que traga seu coração vazio e necessitado a Ele. Seu mandamento é: "Creia, e viverá". Crer é confiar em Cristo para lhe salvar. Ninguém que já creu em Cristo constatou que Ele não cumpriu a Sua promessa. 

Que você seja guiado pelo Espírito Santo a vir em confiança ao Salvador, Àquele que uma vez foi morto, mas que agora vive. Daí você dará a Deus todo o seu coração. Você irá então viver para Aquele que morreu por você.


Autor: C. H. SPURGEON

terça-feira, 2 de julho de 2013

"CURSO TEOLÓGICO!!!"

ATENÇÃO! Você que mora em Viçosa-MG e região.
 Não perca a oportunidade! 
Matrículas abertas!



sexta-feira, 28 de junho de 2013

"SANTIFICAÇÃO!"



 TEMA: LEVÍTICO 20:07


Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com Deus e servi-lo com alegria. Santificação é um estado de separação para Deus; todos os crentes entram neste estado quando são nascidos de Deus. A santificação é sinônimo de santidade, a palavra grega para ambas significa "uma separação", de primeira uma separação posicional de uma vez por todas a Cristo em nossa salvação; em segundo lugar, uma santidade prática progressiva na vida de um crente enquanto aguarda o retorno de Cristo e, finalmente, uma separação permanente do pecado quando chegarmos ao céu.

   1- Santificar. É uma ordem: 
       (Iº Ts. 04:07) - “Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação”.

   2- Guardar a Palavra: 
       (Sl. 119:11) - “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”.

   3- Praticar a Palavra: 
     (Tg. 01:22) – “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos”.

   4- Para ver maravilhas. É urgente: 
     (Js. 03:05) – “Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o SENHOR maravilhas no meio de vós.

   5- O Senhor Santifica: 
   (Jo. 17:19) – “E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade”.

   6- Sem ela, não veremos a Deus: 
    (Hb. 12:14) – “Segui a paz com todos, e a santificação; sem a santificação ninguém verá o Senhor”.


    AUTOR: Evangelista Geraldo de Almeida Filho

"ESTÃO TODOS CONVIDADOS!"

Serão dias de alimento espiritual. Aproveite e saia saciado a presença de DEUS!




sexta-feira, 31 de maio de 2013

"AVIVAMENTO NOS DIAS DE JONATHAN EDWARDS!"

 

Introdução.

* Jonathan Edwards, um pastor congregacional que viveu no século XVIII, é hoje considerado pelos historiadores um dos maiores teólogos e pensadores da história dos Estados Unidos. Ele foi não somente um dos instrumentos do primeiro grande reavivamento ocorrido naquele país, mas o maior estudioso e intérprete desse fenômeno.

* Através de vários livros que escreveu, ele analisou os eventos cuidadosamente, em seus diferentes aspectos. Em essência, Edwards apoiou alegremente o reavivamento, vendo nele a manifestação genuína do Espírito de Deus, mas também foi um crítico severo dos desvios, exageros e impropriedades que por vezes ocorreram. Uma de suas principais preocupações foi mostrar em seus escritos quais os critérios pelos quais se pode reconhecer a autenticidade de uma experiência religiosa dessa natureza. 

1. Contexto Religioso
 
* Quando Jonathan Edwards iniciou o seu ministério, a sua região, a Nova Inglaterra, já havia sido colonizada pelos ingleses há cem anos. Os colonizadores foram os famosos puritanos, calvinistas que lutaram por uma igreja mais pura no seu país de origem e que eventualmente foram para o Novo Mundo a fim de viverem sem impedimentos de acordo com as suas convicções.

* Ao chegarem a Massachusetts, primeiro a Plymouth in 1620 e depois a Salem e Boston em 1629-30, eles procuraram edificar uma comunidade verdadeiramente cristã e uma igreja composta de pessoas convertidas e consagradas a Deus. Apesar de alguns problemas, e de certa intolerância para com outras pessoas e grupos que pensavam de maneira diferente, eles conseguiram realizar esse ideal por algum tempo.

* Eventualmente, depois de um período inicial de sofrimentos e provações amargas, os colonos prosperaram materialmente na nova terra cheia de tantas oportunidades. No final do século XVII, a vida na Nova Inglaterra era em grande parte pacífica e confortável. A maioria das pessoas pertenciam à classe média e quase não havia pobreza. O nível educacional também era relativamente alto.

* Todo esse progresso havia sido alcançado por causa dos valores religiosos e éticos dos puritanos, como o seu amor ao trabalho, sua disciplina de vida, sua rejeição de vícios e a preocupação em serem bons mordomos das bênçãos de Deus.

* Porém, juntamente com a prosperidade material, ocorreu um declínio no fervor religioso entre as novas gerações. O cristianismo de muitos tornou-se meramente nominal; o mundanismo e a apatia espiritual tornaram-se generalizados. Além disso, novas ideologias vindas da Europa, o racionalismo e o iluminismo, com sua ênfase na razão e na capacidade humana, também estavam influenciando muitas pessoas.

* Nesse ambiente desanimador, pastores e membros das igrejas oravam por um reavivamento das energias espirituais do povo de Deus. E isto ocorreu através do Grande Despertamento (1720s-40s), o primeiro evento da história norte-americana a atingir pessoas das diferentes colônias com um interesse religioso comum. 

2. Jonathan Edwards 

* Jonathan Edwards nasceu em 1703, sendo filho de um consagrado ministro congregacional. Precoce e piedoso desde a sua meninice, aos 12 anos ele escreveu a uma de suas irmãs: "Pela maravilhosa misericórdia e bondade de Deus, tem ocorrido neste lugar uma extraordinária atuação e derramamento do Espírito de Deus... tenho razões para pensar que isso diminuiu em certa medida, mas espero que não muito. Cerca de treze pessoas uniram-se à igreja num estado de plena comunhão." Depois de dar os nomes dos convertidos, ele acrescentou: "Acho que muitas vezes mais de trinta pessoas se reunem às segundas-feiras para falar com o Pai acerca da condição das suas almas."

* Edwards obteve o seu grau de bacharel no Colégio de Yale em 1720, onde continuou seus estudos teológicos e trabalhou como professor assistente por algum tempo. Após um breve pastorado numa igreja presbiteriana de Nova York, em 1726, aos 23 anos de idade, ele foi auxiliar o seu avô, Salomão Stoddard, o famoso pastor da igreja de Northampton, Massachusetts.

* No ano seguinte, Jonathan casou-se com Sarah Pierrepont, então com 17 anos de idade, filha de um pastor bem conhecido e bisneta do primeiro prefeito de Nova York. Os historiadores destacam a harmonia, amor e companheirismo que sempre caracterizou a vida do casal. Eles gostavam de andar a cavalo ao cair da tarde para poderem conversar e antes de se deitarem sempre tinham juntos os seus momentos devocionais.

* Jonathan e Sarah tiveram 11 filhos, todos os quais chegaram à idade adulta, fato raro naqueles dias. Em 1900, um repórter identificou 1400 descendentes do casal Edwards. Entre eles houve 15 dirigentes de escolas superiores, 65 professores, 100 advogados, 66 médicos, 80 ocupantes de cargos públicos, inclusive 3 senadores e 3 governadores de estados, além de banqueiros, empresários e missionários.

* Em 1729, com a morte do seu avô, Jonathan tornou-se o pastor titular da igreja de Northampton, na qual, através de sua poderosa pregação, ocorreu um grande avivamento cinco anos mais tarde (1734-35). O Grande Despertamento tivera os seus primórdios alguns anos anos entre os presbiterianos e reformados holandeses na Pensilvânia e Nova Jérsei, cresceu com as pregações de Edwards e atingiu o seu apogeu no ano de 1740, com o trabalho itinerante do grande avivalista inglês George Whitefield (1714-1770). [Sobre o avivamento entre os presbiterianos, ver o recente artigo do Rev. Frans L. Schalkwijk, "Aprendendo da História dos Avivamentos," em Fides Reformata II-2.]

* Em 1750, após 23 anos de pastorado, Jonathan Edwards foi despedido pela sua igreja, a razão principal sendo a sua insistência em que somente pessoas convertidas deviam participar da Ceia do Senhor, em contraste com a prática anterior do seu avô. No seu sermão de despedida, depois de advertir a igreja sobre as contendas que nela havia e os perigos que isto representava, ele concluiu: "Portanto, eu quero exortá-los sinceramente, para o seu próprio bem futuro, que tomem cuidado daqui em diante com o espírito contencioso. Se querem ver dias felizes, busquem a paz e empenhem-se por alcancá-la (Iª Pe. 03:10-11). Que a recente contenda sobre os termos da comunhão cristã, por ter sido a maior, seja também a última. Agora que lhes prego o meu sermão de despedida, eu gostaria de dizer-lhes, como o apóstolo disse aos coríntios, em IIª Co. 13:11: "Quanto ao mais, irmãos, adeus! Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco."

* No ano seguinte, Edwards foi para Stockbridge, uma região remota da colônia de Massachusetts, onde trabalhou como pastor e missionário entre os índios. Em 1757, a sua excelência como educador e sua fama como teólogo e filósofo fez com que ele fosse convidado para ser o presidente do Colégio de Nova Jérsei, a futura Universidade de Princeton. Um mês após a sua posse, Edwards faleceu devido a complicações resultantes de uma vacina contra varíola. 

3. Jonathan Edwards e o Avivamento
 
* A maior contribuição de Jonathan Edwards para a igreja evangélica está nos importantes livros que escreveu como teólogo e intérprete do avivamento. Curiosamente, sua obra mais conhecida é pouco representativa do seu pensamento como um todo. Trata-se do célebre sermão "Pecadores nas mãos de um Deus irado," que ele pregou na cidade de Enfield em 1741. A ênfase maior dos seus escritos e sermões não está na ira de Deus, e sim na sua majestade, glória e graça.

* Além de muitas conversões e santificação de vidas, o Grande Despertamento também aprofundou uma divisão entre os líderes que eram favoráveis ao avivamento e aqueles que não eram. O problema ficou mais sério quando, após a obra de pregadores sérios e equilibrados com Edwards e Whitefield, surgiram imitadores sensacionalistas que manipulavam emocionalmente as pessoas. O Dr. Lloyd-Jones diz que Edwards lutou em duas frentes: contra os adversários do avivamento e contra os extremistas; contra o perigo de extinguir o Espírito e contra o perigo de deixar-se levar pela carne e ser iludido por Satanás.

* Nesse contexto, Edwards propos-se a defender o avivamento como obra do Espírito de Deus, ao mesmo tempo que combateu os excessos e desvios que muitas vezes ocorriam. Foi nesse sentido que ele escreveu vários livros de grande valor, o primeiro deles sendo a Narrativa Fiel da Surpreendente Obra de Deus (1736-37), em que descreveu o recente despertamento em sua cidade e regiões vizinhas. Alguns anos depois, ele escreveu Alguns Pensamentos sobre o Atual Reavivamento da Religião na Nova Inglaterra (1742), analizando o movimento mais amplo. Esta obra baseia-se parcialmente em algumas profundas experiências espirituais da sua esposa Sarah.

* Em 1746, Edwards publicou a sua obra mais amadurecida sobre o assunto, o seu Tratado sobre as Afeições Religiosas (resultou de uma série de sermões sobre Iª Pedro 01:08), no qual argumentou que o cristianismo verdadeiro não se evidencia pela quantidade ou intensidade das emoções religiosas, mas por um coração transformado que ama a Deus e busca o seu prazer. Ele faz uma análise rigorosa das diferenças entre a religiosidade carnal, que produz muita comoção, e verdadeira espiritualidade, que toca o coração com a visão da excelência de Deus e o liberta do egocentrismo.

* Como bom calvinista que era, Edwards também escreveu algumas obras em defesa das convicções reformadas acerca da incapacidade moral e espiritual dos seres humanos e sua profunda necessidade da graça transformadora de Deus: A Liberdade da Vontade (1754) e O Pecado Original (1758). 

4. A Genuína Experiência Religiosa
 
* Nos seus escritos, Jonathan Edwards avaliou a experiência religiosa à luz das Escrituras e das suas convicções reformadas. O ponto de partida da sua pregação e da sua teologia foi o Deus soberano, em sua majestade, graça e glória. Esse Deus criou o universo e o ser humano para manifestar a sua grandeza e o seu amor. A majestade e a graça de Deus também se revelam de modo supremo no envio de Cristo para redimir os pecadores.

* Nenhum avivamento ou experiência religiosa é genuína se não realçar esse Deus sublime em sua soberania, graça e amor. O critério principal é este: se quem está no centro das atenções é Deus ou o ser humano. Para que Deus esteja no centro é necessário, em primeiro lugar, que haja nos corações um profundo senso de incapacidade, de dependência de Deus, e de convicção da nossa pecaminosidade. Além disso, é preciso que haja a consciência de que toda genuína experiência religiosa é fruto da atuação do Espírito de Deus, que transforma e santifica os pecadores, capacitando-os a amar e honrar a Deus em suas vidas.

* Portanto, todas as teorias de salvação que dão ênfase às obras humanas ou à capacidade humana só desmerecem a grandeza do amor de Deus revelado a nós em Cristo Jesus e tornado real em nossos corações somente pela iluminação do Espírito Santo.

* Edwards crê na necessidade de transformação do ser humano. A moralidade externa não é suficiente, daí a importância da conversão. Por outro lado, para aqueles que já são crentes, uma fé simplesmente racional ou intelectual não basta. É preciso que a pessoa se aproxime de Deus não só com o entendimento, mas com os sentimentos. Cabeça e coração (luz e calor) devem funcionar juntos na vida conduzida pelo Espírito. O próprio Edwards era um exemplo disso. [Ver D.M. Lloyd-Jones, Jonathan Edwards e a Crucial Importância de Avivamento, PES, 12-18.]

* Em todas as suas obras Edwards insistiu na importância dos afetos profundos na vida espiritual. Por "afetos" ou "afeições" ele se referia às disposições do coração que nos inclinam para certas coisas e nos afastam de outras. Todas as nossas ações derivam dos nossos desejos: ou nos comprazemos no Deus vivo e buscamos servi-lo e honrá-lo, ou somos cativos de desejos voltados para alvos menores.

* Edwards advertiu contra dois grandes erros no avivamento. Primeiro, o mero emocionalismo: os avivalistas podem simplesmente excitar as emoções das pessoas e produzir falsas conversões. Emoções intensas não são uma evidência clara acerca de uma experiência religiosa. No seu grande tratado sobre as Afeições Religiosas, Edwards delineou cuidadosamente testes bíblicos quanto a uma experiência religiosa genuína; eles incluíam uma ênfase na obra graciosa de Deus, doutrinas consistentes com a revelação bíblica, e uma vida marcada pelos frutos do Espírito.

* O segundo erro é dar ênfase não a Deus, mas às respostas humanas a Ele, algo muito comum hoje com toda a celebração do eu, as experiências pessoais, os testemunhos auto-congratulatórios. Edwards insistiu em que a essência da verdadeira espiritualidade é ser dominado pela visão da beleza de Deus, ser atraído para a glória das suas perfeições, sentir o seu amor irresistível.

* Portanto, na verdadeira experiência cristã, o conhecimento de Deus é algo sensível, experimental. A verdadeira experiência cristã consiste não somente em conhecer e afirmar doutrinas cristãs verdadeiras, por importantes que sejam, mas é um conhecimento afetivo, ou a consciência das verdades que a doutrina descreve. Difere do conhecimento especulativo, assim como o sabor do mel difere do mero entendimento de que o mel é doce. O cristão, diz Edwards, "não apenas crê racionalmente que Deus é glorioso, mas têm em seu coração o senso da majestade de Deus."

* Se nossos corações são transformados pelo amor de Deus, assim devem ser transformadas as nossas ações. Se somos mudados ao contemplarmos a beleza do amor de Deus, então amaremos de maneira especial todo ato de virtude que reflete o caráter amoroso de Deus. 

Conclusão

* Jonathan Edwards acreditava na importância e necessidade do avivamento. Ele viu o Grande Despertamento como uma obra do Espírito de Deus, revitalizando e capacitando a igreja para a sua missão no mundo. Ao mesmo tempo, ele estava consciente de desvios, excessos e até mesmo atuações satânicas que produziam excentricidades, descontrole emocional, ostentação e escândalos.

* Porém, ele entendia que tais problemas não invalidavam os aspectos positivos do avivamento e, mais ainda, que alguns dos "fenômenos" ou "manifestações," ainda que inusitados, eram admissíveis diante das experiências profundas da graça de Deus que muitas pessoas estavam tendo, inclusive a sua esposa. Tais coisas, em si mesmas, nada provavam.

* Os critérios que realmente indicavam se as conversões e o despertamento eram genuínos ou não eram os frutos visíveis: convicção de pecado, seriedade nas coisas espirituais, preocupação suprema com a glória de Deus, apego profundo às Escrituras, mudanças no comportamento ético, relacionamentos pessoais transformados e influência transformadora na comunidade.

* Só esse tipo de avivamento será uma bênção para as nossas vidas, nossas igrejas e nosso país.
AUTOR: Alderi Souza de Matos
 

"ANTES QUE DECIDAM POR MIM!"


Dia a dia sou pressionado a tomar decisões. A vida me força a isso. Queira ou não, tenho que fazer escolhas. Começo o dia decidindo se vou levantar da minha cama ou não, se tomo esse ou aquele outro remédio (o genérico), se torro o meu dinheiro em dez dias de férias ou se quito as prestações do velho carro, e assim o dia vai passando.

A maior parte de minhas escolhas é trivial, outras nem tanto. As nem tanto são as que fazem diferença; essas, sim, mudam a vida da gente.

Não é fácil decidir (qualquer que seja a decisão), mas é preciso. É fundamental. Mais importante do que tomar uma decisão é tomá-la na hora certa, antes que outros a tomem por você. Se eu fosse contar de quantas situações Deus já me livrou, porque tomei a decisão certa na hora certa.

Pergunta a quem sabe

Para tomar decisões acertadas tenho aprendido que antes de tudo devo consultar Deus, em oração, pois Ele conhece o meu futuro, e nada melhor do que perguntar a quem já sabe o fim da história qual direção tomar para ficar de pé e não cair pelo caminho.

Eu não tenho a menor idéia do que me vai acontecer até o final desse dia, mas Deus sabe. Não apenas sabe, como ainda me diz que posso confiar a Ele a direção da minha vida.

Então, o que faço? Decido sempre em favor de nós dois: dele e de mim, pois Ele me faz as mesmas promessas, que antes fizera ao seu povo: "Eu te ouvirei e cuidarei de ti". E mais: "De mim procede o teu fruto" (Oséias 14:08). Diante de uma palavra como essa, não dá pra não consultar o Senhor antes de qualquer decisão.

Veja as circunstâncias 

Também decido olhando as circunstâncias. O que está acontecendo ao meu lado pode ser uma mensagem indireta de Deus, me mostrando que está na hora de mudar de direção, de sair do conforto (ou do desconforto). Enquanto a minha vida puder abençoar alguns, e eu puder ser abençoado, fico onde estou. No momento em que isso só puder ser conseguido com muita cirurgia e dor, então é sinal de que alguma coisa está errada, e que chegou novamente o momento de decidir em favor da vida que Jesus propõe.

Cedo também aprendi que devo decidir antes que as pessoas o façam por mim. Sempre que posso não espero que escolham o que é melhor pra minha vida. Eu me antecipo. Faço isso com oração, buscando no Senhor o melhor, quando o que está em questão sou eu.

Pessoas indecisas estão sempre à mercê das decisões dos outros. E os outros geralmente decidem em favor deles, não de quem esperou que outros decidissem em seu favor.

Então, decida.

Ore e faça sua escolha em favor do Senhor e de você. Decida de tal maneira que sua escolha honre o nome de Deus. Se sua escolha honrar o nome dele e for o melhor pra você, decida sem medo.

Faça isso. E a assinatura do Senhor virá embaixo.

AUTOR:  Samuel Costa da Silva

segunda-feira, 20 de maio de 2013

"POLICARPO DE ESMIRNA!"


FOI UM DOS PAIS DA IGREJA

Introdução

Nascido em uma família cristã por volta dos anos 70, na Ásia Menor (hoje Turquia), Policarpo dizia ser discípulo do Apóstolo João. Em sua juventude costumava se sentar aos pés do Apóstolo do amor. Também teve a oportunidade de conhecer Irineu, o mais importante erudito cristão do final do segundo século. Inácio de Antioquia, em seu trajeto para o martírio romano em 116, escreveu cartas para Policarpo e para a Igreja de Esmirna.
 
Nos dias do Papa Aniceto, Policarpo visitou Roma, a fim de representar as igrejas da Ásia Menor que observavam a Páscoa no dia 14 do mês de Nisan. Apesar de não chegar a um acordo com o papa sobre este assunto, ambos mantiveram uma amizade. Ainda estando em Roma, Policarpo conheceu alguns hereges da seita dos Valencianos, e encontrou-se com Márcio, o qual Policarpo denominava de “primogênito de Satanás”.

A Carta de Policarpo

Apesar de escrever várias cartas, a única preservada até a data, foi a endereçada aos Filipenses no ano 110. Nesta carta, Policarpo enfatiza a fé em Cristo, e o desenvolvimento da mesma através do trabalho para Cristo na vida diária. Também faz alusão à carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses e usa citações diretas e indiretas do Velho e Novo Testamento, atestando-os como canônicos. Na mesma carta, ele repete muitas informações recebidas dos apóstolos, especialmente de João. Por isto, ele é uma testemunha valiosa da vida e da obra da Igreja primitiva no segundo século.

Policarpo exorta os Filipenses a uma vida virtuosa, às boas obras e à firmeza, mesmo ao preço de morte, se necessária, uma vez que tinham sido salvos pela fé em Cristo. As 60 citações do Novo Testamento, das quais 34 são dos escritos de Paulo, evidenciam seu profundo conhecimento da Epístola do Apóstolo aos Filipenses e outras do mesmo Testamento. Ao contrário de Inácio, Policarpo não estava interessado em administração eclesiástica, mas antes em fortalecer a vida diária prática dos cristãos.

O Martírio de Policarpo

O martírio de Policarpo é descrito um ano depois de sua morte, em uma carta enviada pela Igreja de Esmirna à Igreja de Filomélio. Este registro é o mais antigo martirológio cristão existente. Diz a história que o procônsul romano, Antonino Pius, e as autoridades civis tentaram persuadí-lo a abandonar sua fé em sua avançada idade, a fim de alcançar sua liberdade. Ele entretanto, respondeu com autoridade: “Eu tenho servido Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou? Eu sou um crente”!

No ano 156, em Esmirna, Policarpo é colocado na fogueira. Milagrosamente as chamas não o queimaram. Seus inimigos, então, o apunhalaram até a morte e depois queimaram o seu corpo numa estaca. Depois de tudo terminado, seus discípulos tomaram o restante de seus ossos e o colocaram em uma sepultura apropriada. Segundo a história, os judeus estavam tão ávidos pela morte de Policarpo quanto os pagãos, por causa de sua defesa contra as heresias.

AUTORA: Vânia da Silva

quinta-feira, 2 de maio de 2013

"AUTORIDADES PARA ABENÇOAR!"


O Apóstolo Paulo traz um ensino polêmico desde seus dias: obedecer às autoridades, pois foram instituídas por Deus (Romanos 13.1ss). Tinha em sua mente que cumprir as leis e seguir as autoridades é uma questão de coerência.

Veja o exemplo das leis tributárias: muitas pessoas que não pagam seus tributos justificam sua atitude pela existente corrupção do governo, inoperância dos departamentos públicos, ou falência generalizada do sistema governamental. Ao mesmo tempo em que deixam de cumprir suas responsabilidades, exigem luz nas vias públicas, saneamento básico, segurança, atendimento social em meio às catástrofes, justiça nos tribunais, atendimento policial, educação para as crianças e tantos outros serviços públicos de responsabilidade do Estado.

Ao não pagarem seus tributos, deixam a conta para outro cidadão pagar. Em outras palavras, aqueles que não pagam seus impostos roubam os que pagam. A corrupção e o abuso de autoridade não são combatidos com sonegação e rebeldia, mas com denúncia, resistência social e o voto consciente.

Ao cumprirem suas obrigações com as autoridades, as pessoas ganham autoridade na vida. A isso Paulo chama de consciência. Ganham uma boa consciência perante Deus, seus descendentes, diante das autoridades e diante de si mesmos.

As autoridades são pessoas que precisam de muita oração, carentes da graça de Deus, necessitados do conhecimento de Cristo. Mesmo que não temam ao Senhor, precisamos interceder por eles para serem justos e consistentes em suas decisões e ações.

Tive uma relevante experiência nos últimos quatro anos acompanhando em Brasília o trâmite de uma Lei. Ao todo, fiz quase 70 viagens, conversando pessoalmente com 17 Senadores e 35 deputados federais. Foi uma longa jornada. Mas o êxito somente veio pelo respeito recíproco que tivemos. Foram inúmeras conversas, discussões, muitas em audiências públicas.  A boa vontade foi alcançada pelo bom testemunho que tive ao ser apresentado e mantido ao longo dos relacionamentos. Mesmo opiniões divergentes tiveram respeito recíproco. Tenho consciência que tudo aconteceu debaixo da benção de Deus e da deferência das autoridades com quem me relacionei. Confesso que após vivenciar tantos relacionamentos, minha oração por essas pessoas que ocupam cargos públicos mudou.

Posso afirmar com segurança que vale a pena ser um bom cidadão!

AUTOR: Rodolfo Garcia Montosa

segunda-feira, 22 de abril de 2013

"FUGINDO DA IMORALIDADE SEXUAL!"


"Porém quem se une com o Senhor se torna, espiritualmente, uma só pessoa com ele. Fujam da imoralidade sexual! ... o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo ... Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele" (1º Coríntios 06.17-20 - NTLH). 
  
Quando o apóstolo Paulo deu essas instruções, tinha absoluta consciência das lutas que as pessoas passam contra as tentações na área da sexualidade. Muitas são as formas de desvios expressas na Palavra que se referem a relações sexuais ilícitas, adultério, fornicação, concubinato, prostituição, dentre outros. A Bíblia narra diversas situações para nossa reflexão.

Davi não fugiu

Conta-nos, por exemplo, a história de alguém que não fugiu da imoralidade sexual. "Uma tarde Davi se levantou, depois de ter dormido um pouco, e foi passear no terraço do palácio. Dali viu uma mulher muito bonita tomando banho. Aí ele mandou que descobrissem quem era aquela mulher e soube que era Bate-Seba, filha de Eliã e esposa de Urias, o heteu. Então Davi mandou que alguns mensageiros fossem buscá-la. Eles a trouxeram, e Davi teve relações com ela" (2º Samuel 11.02-04 - NTLH).

Dali em diante, sua impureza gerou mentira e engano, até um horrendo plano de assassinato de seu fiel guerreiro Urias, o esposo traído. As consequências foram terríveis, pois a criança engravidada morreu e houve grande desordem na casa de Davi ao ponto de outro filho seu o desonrar publicamente. Nunca mais a família de Davi foi a mesma. Mesmo arrependido e perdoado, sofreu duras consequências de seu comportamento.  

José fugiu

Mas outra história nos é contada de alguém que fugiu da imoralidade sexual. "O SENHOR Deus estava com José. Ele morava na casa do seu dono e ia muito bem em tudo. Potifar entregou nas mãos de José tudo o que tinha e não se preocupava com nada, a não ser com a comida que comia. José era um belo tipo de homem e simpático. Algum tempo depois, a mulher do seu dono começou a cobiçar José. Todos os dias ela insistia que ele fosse para a cama com ela, mas José não concordava e também evitava estar perto dela. Mas um dia, como de costume, ele entrou na casa para fazer o seu trabalho, e nenhum empregado estava ali. Então ela o agarrou pela capa e disse: - Venha, vamos para a cama. Mas ele escapou e correu fugindo para fora, deixando a capa nas mãos dela" (Gênesis 39.02,06-07,10-12 - NTLH).

Manteve-se fiel ao seu patrão, a Deus e ao seu próprio corpo. A história nos conta como José foi elevado no Egito, tornando-se, depois de faraó, o homem mais poderoso na terra, casando-se, tendo filhos, livrando seu povo da fome e vivendo fartamente seus cento e dez anos junto com seus descendentes até a terceira geração.

Fugir ou não fugir?

Diferentes decisões, diferentes consequências. Fugir ou não fugir, eis a questão. Segundo Paulo, conseguimos fugir, pois nos tornamos um com o Pai, templo do Espírito Santo, comprados pelo precioso preço do sangue de Cristo.

Em outras palavras, temos sua natureza, recebemos sua habitação e nos tornamos sua propriedade. Assim, se houve pecado, arrependa-se e não peque mais (Colossenses 03.05; Tiago 01.21; 1ª Tessalonicenses 04.07).

Vamos todos glorificar a Deus com nossos corpos, sendo nossa sexualidade somente para nosso cônjuge (1ª Coríntios 07.02) e para ninguém mais.


AUTOR: Rodolfo Garcia Montosa

segunda-feira, 1 de abril de 2013

"NÃO TENHA MEDO DE ORAR!"


Ao visitar minha mãe recentemente eu estava folheando uma revista bem conhecida e me deparei com um artigo sobre uma atriz bem conhecida, que é um cristão professo. O artigo descrevia sua fé vibrante e o papel da oração em sua vida. Fui encorajado por seu cultivo de devoção constante. Eu quero crescer nessa também.
Mas o comentário que ficou comigo foi: "Eu não sei pedir [Deus] para a paciência, porque então ele me dá situações em que eu tenho que crescer mais paciente, eu aprendi essa lição!"

Deus abençoe a sua honestidade. Ao longo dos anos muitos cristãos sinceros já disse coisas semelhantes a mim. Peça a Deus para torná-lo mais piedoso eo que acontece? Você ganha mais dificuldade, mais luta e mais dor. Quem quer isso?

A resposta é: devemos! Não é a dor por si só, é claro. Mas, se a disciplina de dor produz um fruto pacífico de justiça (Hebreus 12:11), devemos suplicar para a disciplina. Se isso significa que será mais parecido com ele, mais profundamente conhecê-lo, ser mais livre da descrença com medo, e ter mais capacidade de amar os outros, devemos implorar para ele. "O amor é paciente" ( Coríntios 13:04). Se não queremos mais paciência, o que dizer sobre a nossa visão do amor?

E qual é a alternativa? Shallow amor? Tibieza? Não queremos que essa descrição por CS Lewis é sempre ser verdadeiro de nós?

Parece que Nosso Senhor encontra nossos desejos não muito fortes, mas muito fraco. Somos indiferentes criaturas, enganando sobre a bebida e sexo e ambição quando a alegria infinita nos é oferecido, como uma criança ignorante que deseja continuar fazendo tortas de lama em uma favela, porque ele não pode imaginar o que se entende pela oferta de um feriado no mar. Estamos muito satisfeitos com facilidade "( The Weight of Glory ).

Não! Não vamos ser tão facilmente satisfeitos! Não vamos ter medo de pedir a Deus para fazer "o que for preciso" para trazê-lo a maior glória ea nós a mais profunda alegria. Vamos realmente "prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 03:14). Vamos desejar que o prêmio!

Oh Pai, o que for necessário, aumentar o nosso amor, aumentando a nossa paciência! O que for preciso, aumentar o nosso prazer em você! O que for preciso, alinhar os nossos desejos desonestos com o seu! O que for preciso ensinar-nos a confiar mais em você! E livre-nos a orar estas coisas! Em nome de Jesus, amém.

Eu entendo a nossa irmã atriz da revista, acredite em mim. Deus faz responder a esses tipos de orações. Eu sei que a partir da experiência e da disciplina é muitas vezes doloroso. Mas o que eu gosto de Deus e suas promessas durante estes tempos são tão preciosos que eu não iria trocá-los para o mundo. E eu quero mais. Então eu continuo rezando "o que for preciso", mesmo com algum tremor.

Hoje Jesus está lhe pedindo, "O que você quer que eu faça por você" (Lucas 18:41)? Não tenha medo. Peça (Lucas 11:09)! "É aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino" (Lucas 12:32).


AUTOR: Jon Bloom