sexta-feira, 5 de junho de 2015

"MANTENDO UM CORAÇÃO DE PASTOR!"

 



Um dos órgãos chaves para o pastor é o seu coração, tanto no sentido concreto ou físico do termo quanto no sentido figurado.
 
Um pastor verdadeiro precisa ter um bom coração e um coração doente. Ele precisa ter o coração inchado, um coração grande. Pois as exigências para ele são muito grandes e intensas.

Um dos perigos que corremos na jornada é exatamente o de perdermos o coração pastoral. Isso é muito grave pois “O que há dentro da pessoa é que sai dela” (B. Wilkinson).

Que tipos de forças podem levar um homem de Deus a perder o seu coração de pastor?

1) As pressões do próprio ministério : Lidar com pessoas é muito complicado e as expectativas das igrejas nem sempre são coerentes.

2) As dificuldades financeiras: É muito difícil pastorear com a cabeça cheia de preocupações monetárias.

3) A falta de resultados almejados: Numa cultura de sucesso aliada aos números é frustrante não poder anunciar grandes resultados.

4) As lutas familiares: é excruciante pastorear tendo problemas em casa.

5) As ciladas de Satanás: ele está a todo instante tentando arrancar o nosso coração.

6) A perda dos antigos sonhos: A realidade sonhada no seminário ou no início do ministério quase sempre é bem contrastante com a realidade que se vive.

7) A desvalorização da pessoa do pastor diante da sociedade: A pessoa do pastor perdeu muito do seu destaque que tinha no passado.

A Bíblia nos dá uma grande advertência em Ap. 2.2-4. Esta mensagem enviada a uma igreja pode ser aplicada a nós, pastores. O texto nos mostra que é possível ser ativo no trabalho eclesiástico, ser ortodoxo na doutrina, manter-se firme diante das contrariedades, desenvolver muitas atividades ministeriais e contudo, perder o coração de pastor.
O pastor pode perder seu coração em dois sentidos: No ético e no espiritual.

Eticamente o pastor perdeu seu coração:

1- Quando ele passa a tentar manipular o rebanho;

2- Quando o uso de práticas politiqueiras, imorais e antiéticas são usadas como algo comum;

3- Quando ele vive uma vida de contraste entre aquilo que prega e aquilo que realmente se vive;

4- Quando a hipocrisia passa a ser a base dos relacionamentos interpessoais;

5- Quando ele passa a ter uma visão utilitarista das pessoas, deixando de vê-las como ovelhas que precisam de ministração e passando a vê-las apenas como fonte de algum tipo de benefício pessoal.

Espiritualmente, o pastor perdeu seu coração:

1- Quando se transformou em um profissional do púlpito, quando ele busca a palavra de Deus apenas para “preparar” mensagens e prega por obrigação e não por paixão;

2- Quando ele se transforma em um frio administrador de uma máquina eclesiástica;

3- Quando ele passa a ser duro e radical nas relações, vivendo sempre na defensiva;

4- Quando a pregação passa a ter no castigo e na cobrança suas maiores ênfases;

5- Quando ele perdeu a alegria do contato pessoal;

6- Quando se esquece da dimensão terapêutica do ministério;

7- Quando ele perde de vista a graça de Deus em sua vida.

Em resumo, perdemos o nosso coração de pastor, tanto ética quanto espiritualmente, quando as coisas se tornam mais importantes do que as pessoas e o ter se torna mais importante do que o ser, o subjugar mais importante do que ministrar e principalmente quando deixamos de ter experiências novas e profundas com Jesus.

Como manter um coração de pastor?

1- Mantendo bem vivo diante de nós quem foi que nos chamou.
“...tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé.” (Hb 12.2a)

2- Mantendo bem vivo diante de nós para o que fomos chamados.
"Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados”. (1 Pe 5.2 a)

3- Buscando sempre a ajuda de outros que possam nos apoiar na jornada.
“Alegrei-me “com a vinda de Estéfanas, Fortunato, e Acaico, porque eles supriram o estava faltando da parte de vocês. Eles trouxeram alívio ao meu espírito.”( 1Co 16.17- 18 a)

4- Avaliando sempre a nós mesmos com perguntas do tipo: “Qual é a nossa motivação?”
“Examinemos e coloquemos a prova os nossos caminhos e depois voltemos ao Senhor” (Lm. 3.40)

5- Avaliar se algum tipo pecado tem tomado espaço em nossas vidas.
“Examine-se cada um a si mesmo,”1 Co 11.27

6- Avaliar se temos confiado mais em nossa própria capacidade ou métodos do que no poder de Deus para fazermos a obra.
“Alguns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós confiamos no nome do Senhor, o nosso Deus”. Sl.20.7

7- Relaxando, procurando algo prazeroso sem tensão para fazer sozinho e junto com a família.
“Vinde e descansai a parte”

Enfim, pastores: cuidem do coração de vocês. “De tudo que se deve guardar guarda o teu coração porque dele procedem as saídas da vida.” Afinal, há muita gente dependendo do teu coração.


AUTOR: Edmilson Correia de Abreu
Postar um comentário